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Douglas Ebel Klug - Poesia e Religião

Douglas Ebel Klug - Poeta da Vida. "A alma simplesmente escreve o que o coração dita".

O reencontro consigo mesmo

28/06/2017 | 08h06 | Fonte: Douglas Ebel Klug / Imagem Google
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Deus criou o ser humano perfeito a sua imagem e semelhança “e tudo era muito bom”. Mas por causa da desobediência o pecado entrou em meio a esse mundo e arruinou o que era perfeito. O homem foi mandado para fora do paraíso. Porém não ficou sozinho nem perdido. Deus providenciou um lugar e vestimenta para eles. Eles foram apenas punidos e não amaldiçoados.

Nós seres humanos somos frágeis, estamos sempre vivendo em meio a dois elos de sentimentos que estão bem distantes entre si. De um lado nós temos às dores, angustias e sofrimentos. Do outro a paz, alegria e a liberdade. Quantas são as vezes que nós somos atingidos pelas enormes fagulhas do ódio e da decepção? Quantas vezes nós colocamos uma pilha de confiança e quando menos esperamos somos apunhalados? Assim como nós somos decepcionados pelos outros, também muitas vezes nós decepcionamos o nosso próximo. Nós também acabamos ferindo, em vezes até sem perceber.

É difícil enfrentar de frente quando os nossos sentimentos estão feridos. Inclusive nós também decepcionamos não só pessoas, mas decepcionamos o próprio Deus. A Bíblia nos mostra em várias passagens que Deus também tem sentimentos, que se preocupa e se machuca com os seres humanos que Ele próprio criou. Então, como sentir paz e alegria se todos os dias nós machucamos alguém?

Bem, entre aqueles dois elos distantes, existe um único ponto primordial que une eles: é a sabedoria divina.

Deus revela um formidável amor pelas pessoas, sendo cristãos ou não-cristãos. Ele nos apresenta uma maravilhosa obra de perdão. Ele simplesmente dá a vida, até a morte – morte de cruz, dizendo que perdoa todas as nossas transgressões, pecados, erros ou falhas. Nos reconcilia com o Pai, e dá a todos nós a Vida Eterna, no Paraíso Celeste.

Deus fez tudo isso por cada um de nós. Ele nos perdoa. Baseado neste amor, nós podemos ir e perdoar o nosso semelhante, por mais difícil que isso seja. É algo que deve sair de dentro de nós. O perdão é algo que deve sair da cabeça, entrar no coração e passar pelo corpo. Manifestar-se fora do corpo, por exemplo, num abraço. O perdão é a capacidade de transformar as mágoas, as feridas, em simples pétalas de paz.

Quando o perdão surge, vem junto com ele o segundo elo, a paz, a alegria e a liberdade. Além de estar em paz com o próximo eu também estou reconciliado comigo mesmo. Os Evangelhos nos mostram três caminhos que Jesus ensinou: amar nossos inimigos, abençoar aqueles que nos odeiam e nos amaldiçoam e orar por aqueles que nos caluniam (maltratam) (Lc 6.27/Rm12.20). Amar, abençoar e orar por essas pessoas.

Que Deus continue nos dando sabedoria e nos ajudando nesta tarefa tão complicada do perdão ao próximo. Amém!

Douglas Ebel Klug

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