Blog do Juares | Douglas Ebel Klug - Poesia e Religião

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Douglas Ebel Klug - Poesia e Religião

Douglas Ebel Klug - Poeta da Vida. "A alma simplesmente escreve o que o coração dita".

O corpo é terreno

28/02/2017 | 17h20
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Deus pegou um pouco de terra, formou o homem e soprou nas suas narinas o fôlego de vidas. Aqui neste pequeno relato nós podemos ver o tamanho da grandiosidade e poder de Deus. Deus escolhe o pó da terra para dele fazer o homem. Logo em seguida Deus dá vida a esse material, soprando nele o espírito de vidas, ou seja, Deus dá para aquela terra uma alma com vida. E essa alma ela vem do próprio Deus.

Logo depois vem o relato da queda. Aquele mesmo ser humano a quem Deus deu vidas, agora desobedeceu a ordem de Deus, pecou e foi expulso do paraíso. Aqui agora a dor, o pecado e a morte também fazem parte da vida.

Quando vamos a um hospital visitar alguém nós não conseguimos de forma nenhuma entender o tamanho da dor do paciente. Agora quando um de nós estiver deitado na cama, a cena muda de lado. O médico vem coloca uma agulha e vários remédios no seu braço e quem vai sentir essa dor será você. E então podemos entender que o que doe é apenas a casa onde habita o espírito, a nossa vida. E o que nos deixa tão felizes é saber que essa casa não irá junto para o céu. Por que? porque justamente esse corpo ele é terreno, ele é daqui da terra. É aqui na terra que vai ficar.

Quando Deus diz na Bíblia que do pó fomos feitos e ao pó voltaremos, isso é um grande consolo, porque esse corpo que doe vai permanecer na terra. E só vai doer enquanto estivermos aqui. Para o céu irá o espírito num novo corpo, glorioso, sem a mancha da dor, sem o pecado e sem a morte. E só podemos ter essa certeza porque o nosso Salvador Jesus morreu numa cruz em favor dos nossos pecados. E assim conquistou para cada um de nós uma nova Vida.

Enquanto estivermos nesse corpo, aqui na terra, que possamos pedir a ajuda de Deus para enfrentar toda e qualquer dificuldade com paciência e sabedoria. Jesus sabe o que é sofrer, Ele foi pregado no alto de uma cruz. O mesmo Deus que soprou em nós o fôlego de vidas, Ele também promete e cumpre nos confortar, restabelecer e animar quando vierem os momentos de dor e de angústia. Ele nunca se esquece de nenhum de nós.

Que Ele nos fortaleça e nos mantenha sempre firmes nesta fé. Amém!

- Douglas Ebel Klug - 

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“Soneto”: Dom

09/02/2017 | 22h51
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Certa vez me disseram

Que eu não podia ser poeta

E tão pouco um escritor.

 

Que minhas poesias

Jamais seriam completas

E nem mesmo teriam algum valor.

 

Assim me joguei ao vento

E quis apenas aprender.

Não tenho mesmo o talento

Para tal coisa escrever.

 

Mas que importa ter talento

Se não souber reconhecer,

Que de Deus vem o alento

Para então poder viver.

- Douglas Ebel Klug- 

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Por que o intervalo das datas na lápide dos túmulos é tão curto?

28/01/2017 | 12h08
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Texto base: Lamentações de Jeremias 3. 16-32 – 52-57

Está foi a pergunta que li num dos livros de Max Lucado. É muito triste quando nos deparamos com seres humanos que estão perdidos em meio às drogas e vícios do mundo, outros que lutam contra a perda de um familiar, aqueles que enfrentam a enfermidade e a prisão hospitalar. E ainda aquelas pessoas que vivem nas ruas, sem abrigo, em busca de comida nas latas de lixo, para poderem sobreviver. São muitos os sofrimentos que o ser humano enfrenta ao longo de sua vida.  Quando somos tomados pelo sofrimento, muitas vezes nos perguntamos: onde está Deus? Pensamos até em desistir de tudo, porque nada mais faz sentido, há pessoas que chegam a esse ponto. Lembramos o versículo 16 de nosso texto: “Fez-me quebrar com pedrinhas de areia os meus dentes, cobriu-me de cinza” (v.16). Ou em uma linguagem mais simples (NTLH) e um pouco mais forte: “Ele esfregou o meu rosto no chão e quebrou os meus dentes nas pedras”.

Voltamo-nos para o que o Profeta Jeremias descreve ao longo do capítulo 3. Ele fala a respeito de uma cena de sofrimento, onde ele é o “homem que viu a aflição pela vara do furor de Deus”, assim ele começa esse capítulo. Em mente, ele se recorda continuamente de suas aflições. Um pouco mais adiante, neste mesmo texto, ele traz para a sua mente algo que lhe possa dar esperança. Então ele se volta para as maravilhas e misericórdia que Deus lhe proporciona diariamente. As misericórdias de Deus que se renovam a cada manhã (v. 22 e 23). A partir do verso 54 o profeta é tomado por um sentimento de desânimo, como se nada mais pudesse ser feito. Então ele invoca pedindo a ajuda de Deus. E o amor de Deus pelo pecador é demonstrado no versículo 57: “No dia em que te chamei, chegaste perto de mim e disseste: Não tenha medo”.

Nós ficamos sim, tristes, desanimados da vida muitas vezes, assim como vários personagens da Bíblia ficaram. Nos encontramos no mais profundo abismo, sem saída, desanimados, cansados de tudo e de todos. Muitos sofrem com a dor física e outros com a dor espiritual. Não há como fugir, o que resta é enfrentar. Mas lá do fundo do poço podemos gritar e invocar ao nosso Deus. E é certo que Ele irá se aproximar e dizer, assim como à Jeremias: “Não tenha medo”.  Por mais difícil que seja a nossa dor, nunca estamos sozinhos. Assim certa vez ouvi duas palavras que me ajudaram muito: Ainda que... Ainda que,,, isso aconteça comigo,,, eu sei que Deus esta ao nosso lado para nos proteger. Um autor diz a seguinte frase: “As noites estão grávidas e não se sabe o dia que nascerá”. Isso nos causa um certo medo, ansiedade e insegurança. Porém o que sabemos é que nenhum de nós está em casa. A nossa casa não é este mundo. Nós somos apenas pequenos viajantes, peregrinos de passagem neste lugar. Neste mundo existe muita dor, tristeza, choramos quase que diariamente. Por isso que o período entre as datas nas lápides do túmulo são tão curtas, justamente porque não estamos em casa. O que sabemos é que a nossa casa é o céu, onde não há choro e nem sofrimento.

Imaginem a seguinte ilustração:

Nós estamos dentro de um barco, que é o nosso corpo. E esse nosso barco está dentro do oceano, que é a vida. Com suas ondas mansas e furiosas seguimos a viagem. Muitas vezes navegamos por lugares belos, contemplando as belezas da criação. Durante o dia brilha um lindo sol. Durante a noite somos privilegiados com a beleza de um céu cheio de brilho. Por outras vezes somos confrontados com uma nuvem escura, sombria, assustadora. Carregada de tempestade. Entramos em desespero, não sabemos o que fazer. Quando de repente, no meio do barco desperta alguém, “que repreende o vento e a fúria da água”. Então “tudo cessou, e veio a bonança”

O sofrimento não é estável, ele é transitório. Há salmos que nos confortam dizendo que pela manhã vem a alegria. E outros textos dizem que Deus está sempre junto conosco. “Estamos no mundo, mas dele não somos. Aqui vivemos distantes do lar, a nossa morada de paz se reveste, a pátria celeste é o nosso lugar”2. Amém.

Texto: Douglas Ebel Klug

Bibliografia utilizada:

- BÍBLIA SAGRADA.

- 1LUCADO, Max. A história de Deus e a sua história.

- HEIMANN, Thomas (org). Sombras da alma – traumas e tempos da depressão.

- KELLER, Timothy. Caminhando com Deus em meio a dor e ao Sofrimento.

- 2Hinário Luterano – hino 389: Estamos no mundo

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O dia nasce

14/01/2017 | 11h50
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O dia nasce, passa

E descansa nas noites

Tão pouco quer que se faça

Em meio ao mundo de açoites.

 

Poderia ser diferente,

Belo e tão perfeito.

Isso foge do consciente

Me diz que nada pode ser feito.

 

Experiência individual

De cada dia e cada ser.

Tão pouco e tão banal

A solidão de meu viver.

 

Diz: “de cabeça para baixo

Anda o mundo a existir”.

Numa paisagem em um faixo

Da meiga luz a sorrir.

Douglas Ebel Klug

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O opúsculo esquecido

02/12/2016 | 09h47
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Perdido em meio ao frio da madrugada,

Sem nada, apenas na companhia da solidão.

Caminha sem rumo, seguindo a jornada

Que o destino colocou na sua mão.

 

Refugia-se das noites assustadoras

Nos becos de uma cidade qualquer.

Reclina-se sob as traças destruidoras

E ninguém o enxerga sequer.

 

Triste é a sua vida, morador de rua.

Sem caminho e sem atenção,

Numa noite serena, crua e nua,

Com esperança de uma nova canção.

 

Sem conseguir durmir

Levanta e vaguea pelo infinito.

Quase que deixa de existir

Se não fosse o acaso de um grito.

 

A partir de então começa a reviver.

Alguém percebeu a sua importância.

É um menino é apenas um ser

Que esta vivendo a sua infância.

 

Ele pega-o carinhosamente em sua mão

E corre os olhos pelas linhas até a margem.

Encantado com tanta fascinação,

Vai longe, bem distante numa viagem.

 

Fica tão feliz e encantado

Por alguém da rua o recolher.

Mais feliz é ser amado

Na certeza de alguém o ler.

 

Ele volta a sua vida normal

Expandindo horizontes do saber.

É apenas uma história real

De um acaso do conhecer.

 

Feliz é quem na viagem embarcar

E para longe da vida partir

Com ele há muito a ensinar

E também em cada sonho existir.

-Douglas Ebel Klug -

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