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Douglas Ebel Klug - Poesia e Religião

Douglas Ebel Klug - Poeta da Vida. "A alma simplesmente escreve o que o coração dita".

Por que o intervalo das datas na lápide dos túmulos é tão curto?

28/01/2017 | 12h08
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Texto base: Lamentações de Jeremias 3. 16-32 – 52-57

Está foi a pergunta que li num dos livros de Max Lucado. É muito triste quando nos deparamos com seres humanos que estão perdidos em meio às drogas e vícios do mundo, outros que lutam contra a perda de um familiar, aqueles que enfrentam a enfermidade e a prisão hospitalar. E ainda aquelas pessoas que vivem nas ruas, sem abrigo, em busca de comida nas latas de lixo, para poderem sobreviver. São muitos os sofrimentos que o ser humano enfrenta ao longo de sua vida.  Quando somos tomados pelo sofrimento, muitas vezes nos perguntamos: onde está Deus? Pensamos até em desistir de tudo, porque nada mais faz sentido, há pessoas que chegam a esse ponto. Lembramos o versículo 16 de nosso texto: “Fez-me quebrar com pedrinhas de areia os meus dentes, cobriu-me de cinza” (v.16). Ou em uma linguagem mais simples (NTLH) e um pouco mais forte: “Ele esfregou o meu rosto no chão e quebrou os meus dentes nas pedras”.

Voltamo-nos para o que o Profeta Jeremias descreve ao longo do capítulo 3. Ele fala a respeito de uma cena de sofrimento, onde ele é o “homem que viu a aflição pela vara do furor de Deus”, assim ele começa esse capítulo. Em mente, ele se recorda continuamente de suas aflições. Um pouco mais adiante, neste mesmo texto, ele traz para a sua mente algo que lhe possa dar esperança. Então ele se volta para as maravilhas e misericórdia que Deus lhe proporciona diariamente. As misericórdias de Deus que se renovam a cada manhã (v. 22 e 23). A partir do verso 54 o profeta é tomado por um sentimento de desânimo, como se nada mais pudesse ser feito. Então ele invoca pedindo a ajuda de Deus. E o amor de Deus pelo pecador é demonstrado no versículo 57: “No dia em que te chamei, chegaste perto de mim e disseste: Não tenha medo”.

Nós ficamos sim, tristes, desanimados da vida muitas vezes, assim como vários personagens da Bíblia ficaram. Nos encontramos no mais profundo abismo, sem saída, desanimados, cansados de tudo e de todos. Muitos sofrem com a dor física e outros com a dor espiritual. Não há como fugir, o que resta é enfrentar. Mas lá do fundo do poço podemos gritar e invocar ao nosso Deus. E é certo que Ele irá se aproximar e dizer, assim como à Jeremias: “Não tenha medo”.  Por mais difícil que seja a nossa dor, nunca estamos sozinhos. Assim certa vez ouvi duas palavras que me ajudaram muito: Ainda que... Ainda que,,, isso aconteça comigo,,, eu sei que Deus esta ao nosso lado para nos proteger. Um autor diz a seguinte frase: “As noites estão grávidas e não se sabe o dia que nascerá”. Isso nos causa um certo medo, ansiedade e insegurança. Porém o que sabemos é que nenhum de nós está em casa. A nossa casa não é este mundo. Nós somos apenas pequenos viajantes, peregrinos de passagem neste lugar. Neste mundo existe muita dor, tristeza, choramos quase que diariamente. Por isso que o período entre as datas nas lápides do túmulo são tão curtas, justamente porque não estamos em casa. O que sabemos é que a nossa casa é o céu, onde não há choro e nem sofrimento.

Imaginem a seguinte ilustração:

Nós estamos dentro de um barco, que é o nosso corpo. E esse nosso barco está dentro do oceano, que é a vida. Com suas ondas mansas e furiosas seguimos a viagem. Muitas vezes navegamos por lugares belos, contemplando as belezas da criação. Durante o dia brilha um lindo sol. Durante a noite somos privilegiados com a beleza de um céu cheio de brilho. Por outras vezes somos confrontados com uma nuvem escura, sombria, assustadora. Carregada de tempestade. Entramos em desespero, não sabemos o que fazer. Quando de repente, no meio do barco desperta alguém, “que repreende o vento e a fúria da água”. Então “tudo cessou, e veio a bonança”

O sofrimento não é estável, ele é transitório. Há salmos que nos confortam dizendo que pela manhã vem a alegria. E outros textos dizem que Deus está sempre junto conosco. “Estamos no mundo, mas dele não somos. Aqui vivemos distantes do lar, a nossa morada de paz se reveste, a pátria celeste é o nosso lugar”2. Amém.

Texto: Douglas Ebel Klug

Bibliografia utilizada:

- BÍBLIA SAGRADA.

- 1LUCADO, Max. A história de Deus e a sua história.

- HEIMANN, Thomas (org). Sombras da alma – traumas e tempos da depressão.

- KELLER, Timothy. Caminhando com Deus em meio a dor e ao Sofrimento.

- 2Hinário Luterano – hino 389: Estamos no mundo

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O dia nasce

14/01/2017 | 11h50
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O dia nasce, passa

E descansa nas noites

Tão pouco quer que se faça

Em meio ao mundo de açoites.

 

Poderia ser diferente,

Belo e tão perfeito.

Isso foge do consciente

Me diz que nada pode ser feito.

 

Experiência individual

De cada dia e cada ser.

Tão pouco e tão banal

A solidão de meu viver.

 

Diz: “de cabeça para baixo

Anda o mundo a existir”.

Numa paisagem em um faixo

Da meiga luz a sorrir.

Douglas Ebel Klug

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O opúsculo esquecido

02/12/2016 | 09h47
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Perdido em meio ao frio da madrugada,

Sem nada, apenas na companhia da solidão.

Caminha sem rumo, seguindo a jornada

Que o destino colocou na sua mão.

 

Refugia-se das noites assustadoras

Nos becos de uma cidade qualquer.

Reclina-se sob as traças destruidoras

E ninguém o enxerga sequer.

 

Triste é a sua vida, morador de rua.

Sem caminho e sem atenção,

Numa noite serena, crua e nua,

Com esperança de uma nova canção.

 

Sem conseguir durmir

Levanta e vaguea pelo infinito.

Quase que deixa de existir

Se não fosse o acaso de um grito.

 

A partir de então começa a reviver.

Alguém percebeu a sua importância.

É um menino é apenas um ser

Que esta vivendo a sua infância.

 

Ele pega-o carinhosamente em sua mão

E corre os olhos pelas linhas até a margem.

Encantado com tanta fascinação,

Vai longe, bem distante numa viagem.

 

Fica tão feliz e encantado

Por alguém da rua o recolher.

Mais feliz é ser amado

Na certeza de alguém o ler.

 

Ele volta a sua vida normal

Expandindo horizontes do saber.

É apenas uma história real

De um acaso do conhecer.

 

Feliz é quem na viagem embarcar

E para longe da vida partir

Com ele há muito a ensinar

E também em cada sonho existir.

-Douglas Ebel Klug -

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Cada coisa tem o seu tempo

18/11/2016 | 19h38
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“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” Romanos 8. 28.

“As pessoas podem fazer os seus planos, porém é o Senhor Deus quem dá a última palavra” (Pv 16.1). “A pessoa faz os seus planos, mas quem dirige a sua vida é Deus, o Senhor” (Pv 16. 9). Em Eclesiastes 3. 1-8 nos ensina que cada coisa e cada momento em nossas vidas têm o seu determinado tempo: “há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar”.

Cada passo de nossas vidas são passos marcados por Deus. A Bíblia nos diz que Deus tem um plano detalhado conosco, elaborado até os mínimos detalhes. Tudo o que acontece com cada um de nós, obedece a um plano divino. Até os acontecimentos pequenos são observados e guiados por Deus: “Quanto a vocês, até os fios dos seus cabelos estão todos contados. Portanto, não tenham medo, pois vocês valem mais do que muitos passarinhos” (Mt 10. 30-31).

Pois “somente em Deus eu encontro a paz e nele ponho a minha esperança. Somente ele é a rocha que me salva; ele é o meu protetor, e eu não serei abalado. A minha salvação e a minha honra dependem de Deus; ele é a minha rocha poderosa e o meu abrigo” (Sl 62. 5-7). Deus sendo o criador do universo pode salvar e até condenar. Fé em Deus. Paz. Felicidade. Esperança. Salvação. Vida e amor, é o que Deus dá ao ser humano através de Cristo. “Os que te amam encontram a felicidade em ti” (Sl 5. 11b).

Seção Soneto: Um fujão

Caminho pela mata escura

Aquele vento tenebroso da rua

Penso em estar dentro de casa.

Sonho em ser dono da NASA.

Ouso ruídos que vem do além

Enfrento a fera como ninguém.

Gritos de alguém fugindo

Percebo que em minha direção estão vindo.

O bicho salta em minha direção

Parece uma pessoa que numa mão

Tem um cajado tentando arrancar- me o coração.

O bicho era um gato fugindo de uma confusão

O cajado afiado era a unha do fujão

Que queria escapar de uma surra do cão. 

***Pensamento da Semana***

“Nenhuma aventura pode ser tão ousada quanto a coragem de viver por um ideal” AD

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Uma coisa Banal

10/11/2016 | 22h59
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O que seria Banal?

Não ter Amor?

Algo vital

Óh! Que grande dor.

 

Não é verdade

É casual.

Perder a felicidade

Seria Banal?

 

São culpados?

Não é banal.

Nem bem amados

Simplesmente fatal.

 

É dever

De todo cidadão.

Poder reviver

E dirigir com atenção.

 

Isso não é banal

Ter uma previsão

Nem seria fatal

Apenas uma boa ação.

-Douglas Ebel Klug-

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