Blog do Juares | Vou contar o que aconteceu realmente no último jogo da 2ª fase do Gauchão da 2ª Divisão 2010

Camaquã
03:39
24/08/2017

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Alex Silveira - Contos do Futebol

Atleta profissional de futebol, casado, nascido em Guaíba-RS, mas reside em Camaquã-RS desde os 5 anos de idade, empresário da Petroman Eventos Esportivos. (51) 99877 5630. Alex Silveira teve passagem pelo Brasil de Pelotas, Comercial de Ribeirão Preto/SP, Clube Atlético de Taquaritinga/SP, Grêmio Esportivo Bagé, Sapucaiense, Santo Ângelo, Marau FC, Riograndense de Santa Maria, Guarany de Camaquã, Bhawanipore FC / Índia, Mohunbagan AC / Índia e Rangdajied FC/ Índia.

Vou contar o que aconteceu realmente no último jogo da 2ª fase do Gauchão da 2ª Divisão 2010

30/03/2017 | 22h07 | Fonte: Alex Silveira / Foto Arquivo Pessoal Alex Silveira
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Saímos de Camaquã como de costume, um dia antes do jogo (08/05/2010 ) num sábado, para se hospedar no local do jogo, na cidade de Bagé-RS. Na situação nos precisávamos de uma vitória simples para chegar nos play-offs da competição para subir para a elite do futebol Gaúcho .

Naquela oportunidade havia duas equipes interessadas pelo jogo do Guarany de Camaquã, seriam elas; Guarany de Bagé e Rio Grande.

Já no hotel, com uma viagem de 300 km muito tranquila, bom ônibus e alimentação adequada para um atleta profissional, ocorria tudo como o planejado na logística.

Já no dia 9 de maio de 2010. às 11h30, saímos para almoçar em um restaurante reservado no centro de Bagé pela diretoria do Guarany de Camaquã .

Como eu já havia jogado no Grêmio Esportivo Bagé, e já conhecia os bastidores de como funcionava o ambiente das duas equipes, todos os torcedores da equipe rival do Guarany de Bagé  achavam que o rival iria entregar para nós o jogo.

Só que tudo começou no nosso almoço. Por que tudo começou no almoço?

Fomos almoçar num restaurante aonde trabalhava um funcionário do Guarany de Bagé. Como eu já o conhecia e sabia que era torcedor do clube, fiquei com o pé atrás em vê-lo no nosso almoço. Mas como ele trabalhava lá, não dei bola.

Vieram e nos serviram um suco feito numa bombona de 5 litros. Isso mesmo, bombona de 5 litros. E mais, veio aberta. E nada me tira da cabeça que batizada! Questionei na época alguns integrantes da comissão técnica porque não veio água de garrafa pet para nós como de costume?  

Não lembro exatamente a resposta, mas fiquei com o pé atrás, ainda mais conhecendo a fama do tal funcionário.

Depois do almoço voltamos para o hotel, recolhemos nossas malas e fomos para o jogo. .

Chegando ao vestiário, ouvimos a palestra do técnico Geraldo Delamore e começamos a nos fardar. Eu comecei a passar mal, com náuseas e vômito, e mais alguns atletas. Outros jogadores estavam sentindo  sintomas nada habitual, mas entramos para o jogo.

Sentíamos que havia algo diferente no ar, um time apático, sem ânimo. A nossa linha defensiva parecia que estava em um jogo no fundo de quintal de casa. As jogadas não saíam, o esquema na funcionava. Quando nos demos por conta o jogo já estava 1 x 0 para o Bagé.

E seguimos apáticos e acabamos perdendo por 3 a 0. Um jogo que jamais sairá da minha cabeça, e nos despedimos da competição de forma inesperada. E até hoje paira a dúvida: “Será que tinha algo naquela Bombona de 5 Litros com suco dentro?

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