Blog do Juares | Ócio para todo ano?

Camaquã-RS
23:25
26/04/2018

Blog do Juares | Ócio para todo ano?

Redes Sociais

Facebook Twitter RSS Contato
ESTAMOS FORA DO AR!
Anunciantes Blog do Juares

Colunistas

Alceu Amaral - Literatura e Cultura

Alceu Amaral da Silva é natural de Pelotas-RS, formado em Letras. Professor, Pós-graduando em Educação de Jovens e Adultos pela FURG. Funcionário público, escritor amador, ativista Cultural. Administrador do Festival Rock e Poesia em Camaquã, Coautor do Livro Eclipses e Elipses e Destilando Poesias e contos no Blog Mouroblog.com .

Ócio para todo ano?

18/01/2018 | 07h28 | Fonte: Alceu Amaral / Foto: Divulgação/Web
Compartilhe:

No redomão dos dias modernos o ato de parar tem se tornado uma ação em extinção. Sim parar, estar em repouso, sem fazer nada, deixar a mente e o corpo divagar ao sabor do tempo que se esvai inclemente.

O contrário é a sonora roda dos compromissos, das obrigações, dos problemas que insistem em bater em nossa porta, de forma acintosa.

Uns chamam de correria do dia a dia, eu prefiro algo mais subjetivo, a incansável roda da vida. Que não para, só dá uma pausa sob o mando do sono, e como andamos dormindo pouco, são tantas séries para ver, tantas curtidas em nossos celulares...

Deparei-me sentado navegando, sobre ideias e pensamentos com uma revista na mão em meu pátio. Neste período de férias, ambiente natural deste ócio, indignei-me, mas meu choque se deve justamente por ter durante o ano muitas atividades, não reclamo, acredito que compactar os espaços na vida é saudável, mas começo a repensar e ser mais seletivo aos meus afazeres, para poder aproveitar melhor os momentos e família por exemplo só vi tudo isso por causa do ócio.

Falando em ócio, mas o que é isso? Este bicho quase erradicado de nossas vidas ocidentais? Vou mais longe, quero chegar ao nível do famoso ócio criativo. O Que? Ócio criativo é uma ideia inovadora desenvolvida pelo professor e sociólogo italiano Domenico de Masi. Segundo ele, o futuro do trabalho na sociedade pós-industrial está marcado pela união entre estudo e lazer.

Então penso que devemos estender mais estes momentos para qualificar nosso caminhar, não o ócio alienante, que nos faz sentir vazios e inúteis, mas sim um tempo só nosso que aduba as ideias e os reflexos do que estamos a viver, uma pausa para pensar no que fazemos muitas vezes sem pensar.

Tornar o obrigatório uma conveniência fatiada durante o ano pode ser uma maneira de produzir mais e melhor em nome de nós mesmos de forma saudável e crítica.

Salve o ócio.

Compartilhe:

deixe seu comentário