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Alceu Amaral - Literatura e Cultura

Alceu Amaral da Silva é natural de Pelotas-RS, formado em Letras. Professor, Pós-graduando em Educação de Jovens e Adultos pela FURG. Funcionário público, escritor amador, ativista Cultural. Administrador do Festival Rock e Poesia em Camaquã, Coautor do Livro Eclipses e Elipses e Destilando Poesias e contos no Blog Mouroblog.com .

Viagens na minha terra tropical

04/04/2018 | 17h28 | Fonte: Alceu Amaral / Foto: Divulgação/Web
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Gosto de pensar a vida como um grande livro que vamos escrevendo a cada escolha e saboreando as consequências como folhas de um bom romance. Hoje alinhei meus pensamentos com o livro Viagens Na minha Terra do português ALMEIDA GARRETT, traçando um breve paralelo com nosso Brasil.

A personagem protagonista Carlos viaja por Portugal, no afã de uma busca, transmutando em elemento temático fundamental, a viagem é cerne da obra e que fica claro desde o primeiro capítulo. Por meio da viagem pelo interior do próprio país do autor-narrador, busca-se a fonte do que é ser português em um momento de impactantes mudanças no país.

Simbolicamente há um embate entre tradição (monarquismo) e modernidade (ideias liberais). Carlos também não consegue se decidir entre Joaninha (que representa o velho Portugal) e Georgina (representante do novo Portugal). O protagonista finda por desistir de ambas, arruinando sua identidade e sua moral. Carlos figura como uma representação de uma sociedade alienada e degradante.

Proporcionalmente, o Brasil vive uma seção, entre diversas fatias é verdade, o progressista contra o tradicional, o saudosista e o reformista, o armamentista e o pacifista, a esquerda e a direita, o partido X contra o Y. Como na Obra de Garrett o meio justifica fim, estas divisões impedem o brasileiro médio de então se descobrir, se enxergar e mirar em seu caminho, rumo o que lhe é melhor.

Causas são abundantes, senão vejamos. Quem leu o livro que aqui cito com mote?

Sim, sou repetitivo, ler é o alicerce para uma nação que se conhece e reconhece nos passos que a história alinha rumo ao futuro, sem leitura dançamos sem sair do lugar em um baile bufo.

Lembro que o título do livro é “Viagens” no plural, devemos viajar por nosso pais, adquirir cultura, voltar ao passado para não repetir erros, vislumbrar um futuro no coletivo e nunca no individual vide “jeitinho brasileiro”. Entender nossa miscigenação de causas e consequências.

Penso que como a obra que fica dividida entre o Romantismo e o Realismo, o Brasil está dividido, e vocifero para que busquemos a união do humano em nós, para então construir uma identidade de pais de nação.

Por fim, fica a comoção do autor diante de um passado cheio de riqueza entregue a uma sociedade vil, corrupta e materialista, bem como o seu profundo apego a tudo o que é nacional. Por sua vez a reforma que almejava tinha como objetivo consciencializar todo um povo da sua rica herança do passado e da sua grande potencialidade para o futuro. Que sejamos assim buscantes deste objetivo.

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