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Alceu Amaral - Literatura e Cultura

Alceu Amaral da Silva é natural de Pelotas-RS, formado em Letras. Professor, Pós-graduando em Educação de Jovens e Adultos pela FURG. Funcionário público, escritor amador, ativista Cultural. Administrador do Festival Rock e Poesia em Camaquã, Coautor do Livro Eclipses e Elipses e Destilando Poesias e contos no Blog Mouroblog.com .

Um fim de semana

01/05/2018 | 14h22 | Fonte: Alceu Amaral / Foto: Divulgação/Web
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Tenho por costume não ser atual em minhas colunas, ser mais profundo que os acontecimentos e deixar que o tempo se incube de perpetuar os procederes e os acontecimentos humanos. Mas um fim de semana atípico em Camaquã me alertou o crivo das ideias.

Entre os dias 20 a 22 de abril deste ano, Camaquã teve uma enxurrada de eventos dos mais diversos, mas que geraram focos e coberturas das mais díspares.

Começo. No dia 20 uma sexta, houve uma mobilização com debate sobre a duplicação da BR-116, válida, importante, urgente e oportuna. Um painel de discussão com pessoas “intendidas” sobre o assunto que trouxe muita visibilidade a cidade.

Já no domingo 22 tivemos uma 2ª Caminhada em homenagem a Ogum e São Jorge na manhã do domingo (22). A concentração ocorreu na Praça Zeca Netto, às 10h. Após realizar o rito inicial, o grupo partiu pela Avenida Olavo Moraes, rumo à Esquina Democrática.

No mesmo dia tivemos um festival de Rock nesta mesma praça, que uniu muitos jovens e a comunidade em geral para assistir música e poesia naquele espaço.

O que liga nestes eventos? Não é a cidade que os recebeu, as pessoas que o protagonizaram não é a intenção que na verdade são distintas, nem horários.

Sim eles estão ligados. Por um cordão umbilical tão frágil que muitos não o veem, ou não querem ver, me refiro a educação cultura e espiritualidade, valores que se ligam a tragédia que acontece na BR-116 de forma excludente. Por não termos as primeiras sofremos as agruras trágicas de uma duplicação procrastinada, onde a aura negra de um pais injusto a cobre.

Fica claro para mim que sem ensino de qualidade construído de mãos dadas com a cultura e aliado a sentimentos e ensinamentos espirituais dos mais altruístas, não teremos êxito em nossas demandas mais caras, e continuaremos morrendo e matando de forma exponencial.

Eu procuro não ser mais testemunha ocular da vida brasileira, exercito a minha cidadania em minha vida familiar e profissional, mas o que me rege nestes momentos é a lucidez.

Logo peço um maior discernimento dos acontecimentos que nos cercam, para não cairmos nas armadilhas do dia a dia.

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