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25/11/2017

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Literatura e Cultura com Alceu Amaral

Alceu Amaral da Silva é natural de Pelotas-RS, formado em Letras. Professor, Pós-graduando em Educação de Jovens e Adultos pela FURG. Funcionário público, escritor amador, ativista Cultural. Administrador do Festival Rock e Poesia em Camaquã, Coautor do Livro Eclipses e Elipses e Destilando Poesias e contos no Blog Mouroblog.com .

Consciência e comemoração

15/11/2017 | 00h26
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m 20 de novembro comemora-se no Brasil o Dia da Consciência Negra. Mas você sabe o motivo de escolha dessa data?

Foi nesse dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi dos Palmares. Que foi uma liderança conhecida do chamado Quilombo dos Palmares, A fama e o símbolo de resistência e força contra a escravidão mostrado pelos palmarinos fizeram com que a data da morte de Zumbi fosse escolhida para representar o Dia da Consciência Negra. A data foi estabelecida pela Lei 12.519/2011.

Penso que neste dia deveríamos refletir coletivamente sobre a importância dos erros cometidos sob a tutela do estado, mas muito mais, divago norteando a beleza e o futuro deste grande povo que foi a força matriz na construção de nosso Brasil.

Um foco importante e que me delicio em mostrar e a qualidade da literatura negra que possuímos. Cito Elisa Lucinda, Joel Rufino dos Santos, Carolina Maria de Jesus, Cruz e Sousa e Machado de Assis, sim ele era negro, dentre outros.

Antes de mostrar algumas palavras destes cernes da nossa literatura, convém explicar que alguns aqui são nossos contemporâneos e outros não versam somente sobre temas relacionados a etnia africana.

Carolina Maria de Jesus já dizia:
“A equidade é o farol do homem”
Vindo em favor de meu pensamento tenho em Joel Rufino dos Santos um porto seguro. “O pobre, o negro, ele costuma entrar no tribunal como réu. É preciso faze-lo entrar agora como criador de beleza, como artista como pensador. ”
Já Elisa Lucinda lembra que a mulher negra também pode sonhar, amar e ser plena.
“Teço um novo tecido de amor eterno
A cada olhar seu de afeto
Não ligo para nada que doeu.
Só para o que deixou de doer tenho olhos. ”
O que dizer do maior poeta de sua época, Cruz e Sousa, simbolista como poucos.
“Livre! Ser livre da matéria escrava,
Arrancar os grilhões que nos flagelam
E livre penetrar nos Dons que selam
A alma e lhe emprestam toda a etérea leva. ”
Por fim o tão famoso e estudado nos bancos escolares, Machado de Assis.
“Teus olhos são meus livros.
Que livro há aí melhor,
Em que melhor se leia
A página do amor?
Flores me são teus lábios.
Onde há mais bela flor,
Em que melhor se beba
O bálsamo do amor? ”
Mas tenho que explanar que está minguada relação não se acaba aqui, há muitos outros valorosos artistas negros não só na literatura, mas na pintura, escultura, teatro sem falar na música.
E desta forma que comemoro o 20 de novembro, alerta para meu passado de lutas, mas saborosamente feliz por saber e reconhecer tantos valores que estão ao nosso redor.

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Cultura aqui ali em qualquer lugar

06/11/2017 | 16h21
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O que é cultura? Não é uma frase simples de ser respondida ou entendida. Muitos autores se debruçaram no tema, mas uma convicção perene é quase impossível.

O francês Félix Guattari entendeu a cultura moderna em três faces: a Cultura de valor, cultura Coletiva e a de massa. Gosto destas definições não por não poder pensar em outro original, mas porque entendo nossa sociedade com um ente que se move e cada passo que deixamos nesta terra pode ser interpretado como cultura.

São manifestações artísticas, sociais, linguísticas e comportamentais de um povo ou civilização. Que montam o mapa da cultura de uma civilização, como manifestações: música, teatro, rituais religiosos, língua falada e escrita, mitos, hábitos alimentares, danças, arquitetura, invenções, pensamentos, formas de organização social, etc.

Dentro do hibridismo cultural que é o Brasil temos que destacar as influências que nos moldam e solidificam como cidadãos. Mas para que serve a cultura? Para tudo e para nada. A cultura não mata a fome, mas complementa os sabores, ela não cura doenças, mas qualifica a vida. Basta fazermos um exercício básico, com encarar nossa rotina inclemente do dia a dia sem música por exemplo?

Em termos de Camaquã acredito que ainda buscamos uma identidade, algo para chamarmos de nosso, essa busca se dá no limiar das atividades do primeiro Concelho de Políticas Culturais da Região Centro Sul o de Camaquã. E em uma época em que muitos novos valores na música e nas artes são revelados em nossa cidade.

É importante ressaltar a importância histórica de sabermos de onde viemos e para onde rumamos, em termos de cultura e civilização este detalhe é preponderante para vivenciarmos e divulgarmos o que é realmente nosso como identidade para o mundo.

Quero então deixar este espaço franquiado para todos os apaixonados, consumidores apreciadores de cultura e arte de nossa cidade, para que tenhamos mais um veículo de divulgação de nossa cultura.

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