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Domingo do Laetare

12/03/2015 | 01h31 | Fonte: Padre Messa
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Prezado leitor(a),

Aceitamos a Quaresma como o preço de entrada para a Páscoa ou, na melhor das hipóteses, como uma árdua preparação espiritual para a alegria da Páscoa. Neste caso, este Domingo da Alegria (laetare) <4º domingo da Quaresma> seria um tipo de oásis: “Coragem! Mais três semanas e termina a Quaresma, e poderemos cantar de novo o Aleluia

Mas a relação entre a Quaresma e a Páscoa é muito profunda. De fato, a Quaresma é a Páscoa, vivida nas condições deste mundo.

O Evangelho do 1º Domingo da Quaresma apresenta a tentação de Jesus no deserto. Ele foi tentado e nós o somos também. Mas, o sentido interior desse texto não consiste no mero fato da tentação, e sim da fidelidade de Jesus em meio à tentação. Assim, o 1º Domingo da Quaresma já significa uma pascalização, porque proclama a vitória de Cristo sobre o demônio e o mal, que está no coração mesmo do anúncio pascal. O Evangelho do 2º Domingo narra a transfiguração do Senhor. Podemos considerar a transfiguração, como o faziam vários padres da Igreja, como um consolo e fortalecimento dos discípulos, antes da crucifixão. Mais: a transfiguração, como o faziam vários padres da Igreja, como um consolo e fortalecimento dos discípulos, antes da crucifixão. Mais: a transfiguração é a declaração de Jesus como Filho eterno da parte do Pai. “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz” (Mc 9,7). E o que é a ressurreição, senão exatamente a proclamação do Pai de que este Jesus, que foi crucificado, é e será para sempre o seu Filho amado? No 3º Domingo, escutamos o Evangelho da purificação do templo. Vemos nesse acontecimento a provocação que Jesus faz aos líderes que hostilizam, e que vai culminar em sua morte. E aquele Evangelho revela, ao mesmo tempo, que Jesus, o corpo de Jesus é o novo templo, do qual flui toda graça e santidade. Não é esta a alegria da Páscoa, que do lado transpassado de Jesus jorram as águas da salvação, o Batismo e a Eucaristia?

Domingo próximo é o 4º Domingo, escutamos o Evangelho da entrega: Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu próprio Filho (cf. Jo 3, 16). Nesta afirmação central do Novo Testamento, a palavra principal não é dar e, sim, amar. O mais importante não é a morte sacrifical de Jesus, mas o amor do qual a morte foi a expressão. A morte de Jesus, finalmente, conseguiu dar o recado de que Deus nos ama, mas a mensagem é amor e não sofrimento. A mensagem não é “Deus sofreu tanto por mim”, mas sim, “Deus me ama tanto e não deixa que nada impeça a chegada deste amor até mim”. Não será este um anúncio pascal?

O percurso por estes quatro domingos da Quaresma nos dá a certeza de que nesta vida presente já vivemos a Páscoa. Está velada, talvez disfarçada, mas toda a vida cristã é Páscoa. O 4º Domingo da Quaresma é uma Páscoa antecipada. Por isso este Domingo Laetare não é um consolo. É uma antecipação. É um lembrete. É uma ordem: Páscoa já! “Alegra-te, Jerusalém”

Vamos participando dos grupos de famílias em preparação a Páscoa, preparando a nossa confissão e celebrarmos a Páscoa. Aqui na cidade de Camaquã celebraremos o celebraremos o tríduo pascal na igreja. Durante esta semana ela já recebeu uma iluminação provisória, mas boa para poder acolher todos os fieis.

Fonte: CNBB. Roteiros homiléticos fevereiro-abril 2015

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