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Tríduo Pascal

24/03/2015 | 20h13 | Fonte: Padre Messa
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A Igreja inicia na Quinta-Feira Santa o Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor.

No Tríduo Pascal, fazemos memória da Páscoa de Jesus em três momentos: na Quinta-Feira Santa, a Páscoa da ceia; na Sexta-Feira Santa, recordamos a Páscoa da Paixão, na Vigília Pascal e no domingo de Páscoa, celebramos a Páscoa da Ressurreição. Esta celebração inicia com o sinal da cruz da missa vespertina de quinta-feira e se conclui com o sinal da cruz da solene bênção pascal da Vigília da Páscoa. A celebração pascal compreende, portanto, os dias do tríduo de Cristo crucificado, sepultado e ressuscitado, iniciando-se a celebração na tarde de Quinta-Feira Santa. Assim, se a missa da Ceia do Senhor é o prelúdio, a culminância é a Vigília Pascal, “a mãe de todas as santas vigílias (Santo Agostinho, Sermão 219). Celebrar a Páscoa de Jesus é celebrar a vida nova que ele nos dá e que já está ao nosso alcance, está em nossas mãos.

Na Quinta-Feira Santa a Igreja faz memória da instituição do sacerdócio ministerial e da Eucaristia, memorial da paixão, morte e ressurreição do Senhor. Ao instituir o sacramento da Eucaristia, Jesus antecipa e implica o sacrifício da cruz e a vitória da ressurreição.

Lavando os pés de seus discípulos, Jesus dá um exemplo eloquente do serviço gerador de um novo estilo de vida. O lava-pés é um gesto profético da realidade da cruz: a entrega de Jesus por amor até o fim e que deve se perpetuar na Eucaristia feita vida, serviço de acolhida, solidariedade, de compaixão e cura dos pés feridos.

O translado solene do Santíssimo Sacramento para o local da vigília e a reserva para a comunhão da Sexta-Feira Santa constituem sinal de continuidade entre o Sacrifício e a adoração da presença sacramental. A Igreja, com o sinal da adoração, sublinha o aspecto derivado e dependente da celebração eucarística: a presença permanente de Cristo sob as sagradas espécies eucarísticas.

A Sexta-Feira Santa não é um dia de luto. Apesar do silêncio respeitoso observado pela sociedade, a Igreja não celebra um funeral, mas a morte vitoriosa do Senhor, geradora de vida nova para os seus seguidores. Olhando para a cruz a Igreja canta: “Vitória tu reinarás,, ó cruz tu nos salvarás!” A proclamação da Palavra de Deus, em particular a narração da Paixão de Jesus Cristo, segundo São João, é o elemento central e universal da liturgia da Sexta-Feira Santa.

Na solene adoração da santa cruz, trazida em procissão e apresentada à assembleia dos cristãos, a Igreja volta seu olhar para o mistério do calvário, isto é, para a obra da redenção realizada por Cristo pregado na cruz. Não se adora a cruz em si mesma, mas aquele que, do lenho da cruz, doou sua vida para a nossa salvação. Beijando a cruz do Senhor, as pessoas manifestam seu compromisso solidário com a causa pela qual o Filho de Deus doou sua vida.

A liturgia deste dia é, ao mesmo tempo, solene e sóbria. Os ritos iniciais são marcados pelo silêncio e pelo despojamento (prostração) do presbítero que preside, gesto de solidariedade com o Senhor, expressa a “humilhação do homem terreno” e a tristeza dolorosa da Igreja.

A celebração litúrgica divide-se em quatro partes: a Liturgia da Palavra, tendo como foco central a narrativa da Paixão de Cristo, segundo João, a oração universal, a adoração da cruz e a comunhão.

À noite, em muitas lugares, é feita a procissão com o Senhor Morto.

A solene Vigília Pascal ou Celebração da Luz compõe-se de quatro partes: Celebração do fogo e da luz, Celebração da Palavra, Celebração da água batismal e Celebração do pão e do vinho.

A Vigília Pascal é o ponto de chegada planejado no curso da caminhada quaresmal. A escuta da Palavra de Deus, a oração mais intensa, a busca de mudança de vida e a vivência da fraternidade, preparam-nos para esta noite.

Nesta noite santa, desde a mais primitiva tradição, a Igreja celebra, exultante de alegria, de modo sacramental mais pleno, a condição nova e a glória de Cristo ressuscitado, assim como a força divina que jorra da sua vitória sobre o pecado e a morte. É nesta noite, que na passagem pelas águas de novos membros da Igreja, renovamos a vida de batizados em Cristo morto e ressuscitado.

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