Blog do Juares | Padre José Inácio Sant'Anna Messa - Religião

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Padre José Inácio Sant'Anna Messa - Religião

Morte: fim ou início?

28/10/2014 | 23h38
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“A morte faz parte da vida.” É uma frase contraditória, porém verdadeira. A vida, seja ela vegetal, animal ou humana, tem seu início, desenvolvimento, e também final. O ser humano é o que mais sofre com a experiência da morte, porque tem a plena consciência do que significa morrer; o ser humano “vive” a morte: vê a morte dos seus amigos, familiares, conhecidos, sofre, se entristece e percebe que também um dia passará por isso.

A morte nos inquieta, nos angustia. Fomos criados para a vida. A morte nos coloca uma interrogação: é o fim de tudo? Há algo depois? Se sim, o que há ? A morte nos coloca diante do mistério, do incerto, da dúvida. Nós conhecemos bem a vida terrena, conhecemos o chão que pisamos. Contudo, do outro lado, não sabemos. A incerteza e a segurança, e até a falta de conhecimento da doutrina cristã sobre a vida após a morte talvez sejam os fatores determinantes que levam as pessoas a procurarem em outros lugares a resposta para suas dúvidas. Contudo, a doutrina católica sobre a vida pós-morte é muito profunda e muito bela, e conhecendo-a bem, não há porque aderirmos a outra forma de compreensão do mistério da morte.

Terminada nossa vida terrena, nós nos encontramos com Aquele que buscamos durante toda a nossa vida: Jesus Cristo. Esse encontro recebe o nome de Juízo Particular. Nossa vida será colocada em relação à vida de Cristo, que medirá o amor que há em nós, o amor que demonstramos a Ele e aos irmãos durante nossa vida. São João da Cruz dizia que “no alvorecer da vida, seremos julgados pelo amor.” O próprio Jesus nos revelou isso (Mt 25, 31-46). A partir do Juízo Particular, receberemos a retribuição desse amor vivido; longe de afirmar que o Céu é uma meritocracia, é apenas a consequencia lógica do amor: quem não ama, quem não vive o amor, não pode viver junto daquele que é o Amor Absoluto.

Aqueles que viveram o amor radicalmente, até às últimas consequências, vivem para sempre com Cristo, em comunhão com a Santíssima Trindade. É o que chamamos Céu. O Céu não é um lugar, mas o estado daqueles que estão contemplando a Deus, plenos de felicidade e amor. Não há felicidade maior que a visão de Deus. É o que todos nós devemos desejar: o Céu!

As pessoas que morrem na graça e amizade de Deus, mas não totalmente purificados, passam pelo purgatório, a fim de conseguirem a santidade necessária para entrar no Céu. O Purgatório é purificação final dos eleitos, também chamado “antessala do Céu”. Do Purgatório as almas vão para o Céu. Não há possibilidade de, uma vez no Purgatório, se descer para o Inferno. Contudo, não devemos nos contentar com o Purgatório. Devemos desejar o Céu, nada menos que o Céu.

Não há porque termos medo da morte, muito menos do encontro com Jesus Cristo. Ele nos ama, vai nos julgar com amor, e vai medir nosso amor. Então, cientes disso, nos preparemos para esse encontro, amando a Deus e amando ao próximo, que são os mandamentos deixados por Jesus, que resume todos os Dez Mandamentos. Amemos, pois, “no alvorecer da vida seremos julgados pelo amor.”

Obs.: Texto preparado pelo Pe. Fabiano Glaeser dos Santos para o Curso de Aprofundamento da Fé promovido anualmente pela Paróquia de abril a novembro.

Na cidade de Camaquã teremos dia 1º a oração do terço nos Cemitérios São João Batista, São José e Bom Pastor às 10h e 16h e dia 02, domingo, às 10h no Bom Pastor e 16h no São José e São João Batista. No dia 02 teremos missas com bênção nos túmulos no São José e São João Batista às 10h e às 16h no Bom Pastor.

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Próximo sábado acontece a grande Romaria de nosso Vicariato

21/10/2014 | 08h19
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Estamos na semana da 20ª Romaria das Capelinhas de Nossa Senhora a ser celebrada no próximo sábado, com início às 16h30min, em frente a Prefeitura Municipal de Guaíba, de onde partirá uma caminhada pelo centro da cidade até o Parque da Juventude (2 Km), onde haverá celebração da Santa Missa presidida pelo Arcebispo Dom Jaime Spengler.

Cada ano a Romaria tem um lema. Neste ano de 2014 é: “Com a Sagrada Família, promover a dignidade humana.” Centenas de pessoas estão terminando de preparar os últimos detalhes para a Romaria ser um verdadeiro encontro de fé, celebração e bênção para as famílias das 282 comunidades de nosso Vicariato, dos romeiros provindos dos demais Vicariatos da Arquidiocese e de outras dioceses. Daqui da Paróquia umas 400 pessoas dela participarão.

No subsídio do Vicariatobusco a oração que em nossos grupos estão rezando. Una-se neste momento em oração com aqueles e aquelas que lá estarão. Se você ainda não se inscreveu ainda é tempo. Ligue para a secretaria paroquial (36714616) para ter maiores informações.

ORAÇÃO DA 20ª ROMARIA DAS CAPELINHAS DE NOSSA SENHORA

Senhor, nós vos bendizemos, pelo dom da vida e por vosso Filho Jesus ter manifestado na Cruz e na Ressurreição seu amor à humanidade.

Nós vos pedimos pelo encontro de fé do povo de Deus, nesta 20ª Romaria das Capelinhas de Nossa Senhora, no Vicariato de Guaíba, vivenciando o lema: “Com a Sagrada Família, promover a dignidade humana.”

Fazei-nos discípulos missionários empenhados na construção da cultura do encontro, da solidariedade e da paz que tornam nossa civilização mais humana.

Ouvi, Senhor, o clamor do vosso povo que sofre pelo flagelo do tráfico humano.

Suscitai em nossa Igreja, diferentes carismas e vocações aos ministérios ordenados, à vida consagrada, à vida laical, para que possamos construir o Reino de Deus, em unidade na diversidade.

Sagrada Família, derramai sobre todos nós, a vossa bênção para vivermos na alegria, conservarmos a esperança e deixar-nos surpreender pelo amor de Deus. Amém!

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Campanha Restauro da Igreja São João Batista de Camaquã/RS

15/10/2014 | 09h26
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História da criação da paróquia e da construção do templo

Em 1815, durante a visita pastoral na cidade de Pelotas do bispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom José Caetano da Silva Coutinho, que era o responsável pelo atendimento religioso a todo o estado do RS, foram ao seu encontro o pai de Bento Gonçalves, Joaquim Gonçalves da Silva, devoto de São João Batista, e seu genro, Boaventura José Centeno, para pedir autorização para a construção de uma capela. Dom José concedeu a autorização. Ela foi construída num terreno doado por Joaquim. A provisão eclesiástica tem data do dia 09 de dezembro de 1815. Foi iniciada a construção no local, hoje conhecido por Capela Velha, logo após o 1º cemitério da RS 350, dentro do município de Camaquã. A obra foi abandonada por causa da falta de água na região.

Em 1844, Ana Gonçalves da Silva, sobrinha de Joaquim, doou uma área de terras para a construção de uma nova igreja, que foi utilizada até o início do século XX. Na época, o atendimento religioso era feito por Triunfo e, posteriormente, por Vila das Dores de Camaquã (atual Sentinela do Sul). O povoado cresceu, e começou a fazer-se necessário a presença do padre na localidade. Dessa forma, a capela foi elevada à categoria de Freguesia por provisão eclesiástica de 14 de novembro de 1854, assinada por Dom Feliciano Rodrigues Prates, bispo da Diocese de São Pedro do Rio Grande do Sul. O primeiro pároco foi o Pe. Hildebrando de Freitas Pedroso. Naquela época, havia 1.400 habitantes aproximadamente.

Em 1913, o pároco, Pe. Augusto Pomp, enviou à Cúria Metropolitana a planta da nova matriz de Camaquã, pedindo aprovação do arcebispo. Foi nomeada uma comissão de obras, da qual fazia parte o conhecido General Zeca Netto, líder da revolução de 1923. Temos na entrada da igreja uma placa grande indicando o nome das pessoas que colaboraram na construção da torre da igreja e nos sinos está gravada a data de 26 de maio de 1932. Seria esta a data da conclusão? Certamente, na medida em que o estágio da construção possibilitou o seu uso, a igreja já passou a ser usada para os atos religiosos. A atual igreja é o 5º local de celebração. Os atos religiosos anteriormente eram celebrados, por ordem, na Intendência (hoje Câmara de Vereadores), na Capela do Império (hoje Fruteira Dummer), na igreja velha demolida no início do século XX e, em algumas ocasiões, onde hoje é o Coliseu, pois o prédio serviu de residência para o vigário da época. Na metade da década de 60, houve a reforma e a ampliação da igreja São João Batista, sendo reinaugurada dia 10 de março de 1968.

O atual prédio está exigindo uma ampla reforma e restauração que será feita por etapas. A primeira delas irá começar em novembro e consistirá na troca da cobertura (tesouras e telhado); troca da escada que dá acesso ao telhado; colocação de janelas tipo venezianas com tela em alumínio na torre para evitar entrada de pássaros, colocação de telhado nas duas áreas laterais da entrada da igreja e de capas de muro (evitar infiltrações); instalações elétrica, pluvial e de SPDA (para-raios) . O contrato assinado prevê para a primeira etapa um investimento de R$ 317.520,00 pagos do seguinte modo: R$ 90.000,00 na assinatura do contrato, 9 parcelas de R$ 20.000,00 de outubro 2014 a junho 2015 e a última em julho de R$ 47.520,00.

Será uma empreitada grande! Somente com a soma de esforços de cada devoto de São João Batista será possível executar. Uma das campanhas será através de boletos mensais até julho de 2015 que poderão ser pagos na rede bancária, correspondentes bancários ou internet banking. Para possibilitar a emissão dos boletos será necessário alguns dados, solicitados abaixo, que após preenchidos, poderão ser entregues aos padres antes ou após as missas, na secretaria paroquial ou do Santíssimo ou enviados por email para saojoao.camaqua@arquipoa.com Não esqueça: Façamos nossa colaboração, com generosidade de, no mínimo, R$ 15,00 mensal, depois de devolvermos o dízimo. O dízimo é o nosso reconhecimento de que tudo é de Deus e nós somos os administradores desses bens.

..............................................................(destacar)..................................................................................

NOME COMPLETO.:__________________________________________

RUA (AVENIDA):_________________________________Nº _____ CIDADE _____________

Nº do CPF: ___________________________DATA DE NASCIMENTO ___/___/___

VALOR DA CONTRIBUIÇÃO MENSAL_____________ Nº DO TELEFONE: ____________

DIA DO VENCIMENTO: dia 5 ( ), dia 10 ( ), dia 15 ( ), dia 25 ( )

EMAIL.: __________________________

VOCÊ PREFERE RECEBER OS BOLETOS PELO CORREIO ( ) ou POR EMAIL? ( )

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- Lembro que dias 16,17 e 18 de outubro teremos o tríduo em preparação da festa em honra a Santa Terezinha a realizar-se dia 19 de outubro (domingo). Compre o ingresso para o churrasco durante o tríduo!

- No próximo domingo teremos a reunião com os coordenadores das pastorais, movimentos e comunidades, no salão paroquial, das 8h30min às 19h. Participe!

- As inscrições para a Romaria continuam abertas. Faça já sua inscrição!

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Romaria 2014

08/10/2014 | 00h48
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O título do artigo é o lema da 20ª Romaria de nosso Vicariato, que acontecerá dia 25 de outubro, sábado, em Guaíba. Os ônibus sairão de Camaquã às 14h15min. Se você não fez sua inscrição, faça o quanto antes. Valerá a pena! Segue uma pequena reflexão sobre o lema preparado pelas Irmãs de São José: Nilva e Laura.

Necessariamente precisamos aprender a amar, a praticar a caridade. No entanto, vendo as grandes necessidades de tantos irmãos, percebemos que a prática da caridade passa a ser um grande desafio.

Existem vários modos de praticar a caridade: assistencial, promocional, libertadora e transformadora. Já aprendemos de que pouco adianta dar o peixe. É preciso ensinar a pescar. Mas adianta ensinar a pescar se o rio está poluído? Como praticar a caridade? Aprendemos a caridade praticando-a. Ao optarmos por um modo, não podemos excluir os outros. Há circunstâncias em que é preciso ser assistencial, tendo sempre presente o sentido maior da caridade que visa a promoção humana, a libertação e a transformação.

Nunca podemos deixar de lado a simplicidade de amar, de servir. Não é possível praticar a caridade tratando mal os outros, mesmo correndo o risco de sermos também explorados. Na prática da caridade, identificamos vários passos importantes que formam como que um processo de mudança.

O 1° passo consiste na simplicidade de amar. Vendo a necessidade precisamos ser sensíveis. Falamos em assistencialismo. Dar comida a quem tem fome.

O 2° passo é o Promocional: é preciso ensinar a pescar, mas sempre se comprometer. Estar junto. Criar laços.

O 3° passo é o Organizacional: aos poucos os pescadores se organizam. Aprendem a pensar e trabalhar em grupos.

O 4° passo é o Participativo: a participação nos leva a sentir, a sonhar, a transformar, a reivindicar.

O 5° passo é o Político: o papa Paulo VI, já afirmava na EN n° 70, que o exercício pleno da caridade é a política séria, comprometida com a justiça.

A caridade que Deus espera de nós supõe uma vida voltada para Deus e para os irmãos. Supõe elevar as mãos ao céu e estender as mãos aos irmãos. Supõe falar a Palavra de Deus, mas também conversar com os irmãos. Supõe ficar de joelhos, mas também sentar em roda com os irmãos. Supõe caminhar para Deus, mas também caminhar junto com a comunidade. Caridade é criar laços que nos unem e nos comprometem.

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Política

01/10/2014 | 08h26
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Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade: sal da terra e luz do mundo é o nome do documento de estudo da CNBB, nº 107, publicado em maio de 2014.

A Igreja é Povo de Deus! É um todo, não segundo a carne, mas no Espírito Santo (cf LG, nº 9). O Povo onde todos os membros visibilizam a comunidade de fé, esperança e amor, por meio da qual difunde em todos a verdade e a graça” (LG, n. 8). Povo de Deus, comunidade, que é a papabilidade (tornar-se concreto) do Reino de Deus e o anúncio de sua plena realização.A Igreja é uma realidade fundada num só Senhor, numa só fé, num só Batismo (Ef 4,5). Assim, “comum é a dignidade dos membros, pela regeneração em Cristo; comum a graça de filhos, comum a vocação à perfeição; uma só salvação, uma só esperança e uma caridade indivisa.

O Povo sacerdotal é formado pelos discípulos de Cristo que unidos na oração, na caridade fraterna, na meditação da palavra e na fração do Pão, sabem dar “testemunho de Cristo em toda a parte e àqueles que pedirem deem a razão da esperança da vida eterna que neles habita (cf 1 Pd 3,15).Pelo Batismo nos tornamos cristãos. Pela vocação somos cristãos leigos (viver o Batismo como leigo ou leiga) ou cristãos clérigos (viver o Batismo como Diácono, como Presbítero ou como Bispo).

O mundo é o lugar da ação consciente, autônoma e criativa do cristão. O ser humano não somente está no mundo, mas é mundo, na medida em que o faz e por ele é feito, em cada tempo e lugar concretos. A condição cristã afirma esse dado quando entende que nos inserimos em Jesus Cristo como nossa realidade concreta – ser humano todo, com todas as dimensões – e com nossa humanidade, que nos vincula a todos os seres humanos e a todo o cosmo (mundo).

Nosso vínculo a Jesus Cristo, Deus encarnado, se faz com tudo o que somos no mundo e com o mundo. Na condição de Povo de Deus, cada cristão participa da história humana como sinal de salvação pelo testemunho e pela ação, como sujeito que exerce sua missão como Igreja na sociedade. Na perspectiva cristã, o mundo é uma grandeza material-espiritual. Entender o mundo nesse duplo aspecto exige simultaneamente o olhar da fé e da razão, o olhar sobre o que ele é – suas estruturas e seu modo de funcionamento – e o que ele pode ser: sua dimensão de graça oferecida por Deus por meio de Jesus Cristo e de seu Espírito. Discernir o mundo significa, portanto, saber ler em suas conjunturas e realizações concretas aquilo que pode ser a favor ou contra o projeto de Deus, presente na história, do qual somos todos protagonistas na condição de cristãos. O discernimento acontece como compreensão e como comprometimento com o mundo, o que se faz com o auxílio das ciências e com a luz da fé. O cristão é chamado a viver como sujeito no mundo de forma consciente, autônoma e ativa. (cf. nºs 14-16).

Sendo a missão do leigo direcionada de modo especial para a participação na construção da sociedade na condição de sujeitos do Reino, três elementos são fundamentais: formação, espiritualidade e acompanhamento. A Igreja estimula e apoia a participação dos leigos e leigas na política. Há necessidade de romper o preconceito comum de que a política é coisa suja, e conscientizar de que a participação é essencial para a transformação da sociedade. Esta participação pode acontecer pela participação em partidos políticos, pela candidatura a cargos nos poderes executivo e/ou legislativo, em conselhos comunitários, nos movimentos sociais, nos conselhos de escola, na coleta de assinaturas para projetos de lei de iniciativa popular. Junto com a inserção é necessário que haja uma formação adequada para que os leigos possam ser coração da Igreja no mundo e coração do mundo na Igreja, conforme nos diz o Documento de Puebla, 789.

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