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Padre José Inácio Sant'Anna Messa - Religião

Os arcanjos Gabriel, Rafael e Miguel

23/09/2014 | 21h14
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Celebramos dia 29 de setembro os Arcanjos Gabriel, Rafael e Miguel. A existência de anjos é dogma de fé, confirmado por vários concílios, pela Sagrada Escritura e pela Tradição da Igreja. Os coros dos anjos são aceitos com grande unanimidade pela Igreja, apesar de não ser dogma de fé.

Etimologicamente, anjo quer dizer mensageiro divino ou mensageiro humano, no hebraico. Os anjos aparecerem na Bíblia como seres espirituais que são intermediários entre Deus e os homens. Eles são criaturas puramente espirituais, dotadas de inteligência e vontade, são criaturas pessoais e imortais (Lc 20, 36). Eles superam em perfeição todas as criaturas visíveis. Santo Tomás de Aquino diz: "Os anjos possuem o intelecto superior ao dos homens. O anjo pode conhecer, intuir, sem precisar raciocinar”.

O termo Arcanjos só aparece em São Judas e São Paulo. Os anjos que aparecem na Bíblia, geralmente têm a missão de serem mensageiros de Deus para a humanidade. São instrumentos que Deus usa para comunicar os seus planos às pessoas. São também representados como os guardiões das nações em momentos em que se dá algum problema específico. A natureza e função essencial dos anjos é estarem presentes diante do trono de Deus. No Apocalipse, os anjos aparecem como ministros da Liturgia celeste, oferecendo a Deus a oração dos justos.

A doutrina de que os anjos são designados nossos guardiões, é considerada uma verdade de fé, mas não é dogma que cada membro da humanidade tenha o seu anjo da guarda individual. A Bíblia não só apresenta os anjos como nossos guardiões, mas também como nossos intercessores.

Conhecemos o nome de três deles através da Sagrada Escritura: Arcanjo Gabriel: Seu nome significa: "Homem de Deus". É o Arcanjo da Esperança, da Anunciação, da Revelação, sendo comumente associado a uma trombeta - é a Voz de Deus, o transmissor das boas novas. Ao Arcanjo Gabriel foi confiada a mais alta missão que jamais havia sido confiada a alguém: anunciar a encarnação do Filho de Deus.

São Miguel Arcanjo: cujo nome significa "o que é um com Deus", é considerado o chefe dos exércitos celestiais e o padroeiro da Igreja Católica Universal. É o anjo do arrependimento e da justiça. Seu nome é citado três vezes na Bíblia Sagrada. A Igreja Católica tem uma grande devoção a São Miguel Arcanjo, especialmente para pedir-lhe que nos livre das ciladas do demônio e dos espíritos maléficos. E quando o invocamos, ele nos defende, com o grande poder que Deus lhe concedeu, e nos protege contra os perigos, as forças do mal e os inimigos.

Arcanjo Rafael: Seu nome significa "Deus te cura". Este Arcanjo tem como sua principal característica ajudar na cura dos doentes e, por isso, é o guardião da saúde. Ele age principalmente nas instituições sociais, nos hospitais e até mesmo em casas que estejam precisando de sua ajuda. Além de influenciar na saúde física dos seres humanos, este arcanjo também age sobre a saúde do espírito, ou seja, está sempre procurando confortar as pessoas nas horas de desespero e acalmar os sofrimentos interiores. É também o responsável e guardião dos talentos criativos. Rafael, junto com Miguel e Gabriel simbolizam a fidelidade, o poder e a glória dos anjos.

Percebe-se, portanto, que a Bíblia apresenta o nome de apenas três Arcanjos (Gabriel, Miguel e Rafael); os demais nomes de anjos que aparecem, não têm embasamento bíblico.

SÃO JERÔNIMO

Dia 30 de setembro celebraremos São Jerônimo. É incontestável o grande débito que a cultura e os cristãos, de todos os tempos, têm com este santo de inteligência brilhante. Jerônimo nasceu em uma família muito rica na Dalmácia, hoje Croácia, no ano 347. Com a morte dos pais, herdou uma boa fortuna, que aplicou na realização de sua vocação para os estudos, pois tinha uma inteligência privilegiada. Sempre que viajava levava consigo parte de biblioteca dos clássicos antigos, nos quais era formado e graduado doutor.

Ele foi batizado pelo papa Libério, já com 25 anos de idade. Em 375, depois de uma doença, Jerônimo passou ao estudo da Bíblia com renovada paixão. Foi ordenado sacerdote pelo bispo Paulino, na Antioquia, em 379. Mas Jerônimo não tinha vocação pastoral e decidiu que seria um monge dedicado à reflexão, ao estudo e divulgação do cristianismo. Voltou para Roma em 382, chamado pelo papa Dâmaso, para ser seu secretário particular. Jerônimo foi incumbido de traduzir a Bíblia, do grego e do hebraico, para o latim. Nesse trabalho, dedicou quase toda sua vida. O conjunto final de sua tradução da Bíblia em latim chamou-se "Vulgata" e tornou-se oficial no Concílio de Trento.

Romano de formação, Jerônimo era um enciclopédico. Sua obra literária revelou o filósofo, o retórico, o gramático, o dialético, capaz de escrever e pensar em latim, em grego, em hebraico, escritor de estilo rico, puro e eloquente ao mesmo tempo. Dono de personalidade e temperamento fortíssimo, sua passagem despertava polêmicas ou entusiasmos.

Jerônimo era fantástico, consciente de suas próprias culpas e de seus limites, tinha total clareza de seus merecimentos. Ao escrever o livro "Homens ilustres", concluiu-o com um capítulo dedicado a ele mesmo. Morreu de velhice no ano 420, em 30 de setembro, em Belém, com 73 anos. Foi declarado padroeiro dos estudos bíblicos e é celebrado no dia de sua morte. Neste dia a Igreja Católica também celebra o Dia da Bíblia por Jerônimo ter sido o maior responsável pela propagação da Bíblia, no mundo todo.

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Versos do padre Olívio Dembogurski

14/09/2014 | 20h52
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Nesta Semana Farroupilha certamente todos nós estamos tomando chimarrão mais que o nosso normal. Quero usar nesta coluna uns versos do Padre Olívio Dembogurski

Sua primeira letra “C”

Lembra Cristo Bom Pastor

Campeiro da estância eterna,

Que, para o bem de todo o rebanho,

Conduz à casa Paterna.

 

A SEGUNDA e a primeira letra

São quase de igual valor, pois H

Representa Homem, que é filho do Criador,

Imagem e semelhança divina,

Reflexo do seu amor!

 

A letra I, sendo a TERCEIRA,

Nos convida à reflexão,

Pois, se somos filhos do mesmo Pai,

Devemos viver como irmãos.

 

Chegamos à quarta letra M

E paramos para pensar

Na terceira Bem-Aventurança

Que o Senhor quis ensinar:

“Felizes os mansos de coração

porque a terra herdarão”.

 

Amor na QUINTA letra A

Que nós vamos encontrar

É o maior dos mandamentos,

Que devemos praticar.

Pois é amando uns aos outros

Que a Deus iremos chegar!

 

Duas vezes a letra R de riqueza

e reconciliação apareceu.

Para dizer a todos nós

Que a maior riqueza do ser humano

É reconciliar-se com Deus.

 

Mais uma vez a letra A

Era necessário conter,

Para mostrar que um amigo.

Não devemos esquecer e

Para sentir dentro do peito

A paz, com o amanhecer!

 

No final de cada dia

A letra O é oração

Reúna sua família

E a Deus peça perdão

E, pelas graças recebidas,

Cante a Ele uma canção!

 

Ainda queremos lembrar

Que nove letras em três sílabas são

Que formam na Teologia,

O número da perfeição

Dizendo que Deus é santo,

Na história da criação.

 

Muita prosa, muito verso,

Umas sacras, outras não,

Mas todas com a mesma intenção:

Fazer memória dos amigos

E cultivar a tradição,

Pra cantar do nosso jeito,

O bendito chimarrão.

Notícias: No próximo domingo teremos ao meio-dia, no salão paroquial São João Batista um delicioso almoço com galeto, arroz, feijão, polenta com molho e saladas. Ingressos na secretaria paroquial. Às 16h teremos no salão Cristo Rei, na Viégas, um chá com salgados organizado pela Legião de Maria.

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A Bíblia e o celular

10/09/2014 | 08h26
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No dia 30 de setembro, a Igreja recorda São Jerônimo que foi o monge que no século V traduziu a bíblia do hebraico, grego e aramaico para o latim (a tradução ficou conhecida como vulgata). Por isso a Igreja Católica dá durante o mês de setembro um enfoque maior a Sagrada Escritura. Há um texto do final do milênio passado que nos faz refletir, intitulado a Bíblia e o celular.

Já imaginou o que aconteceria se tratássemos a nossa Bíblia do jeito que tratamos o nosso celular? E se sempre carregássemos a nossa Bíblia no bolso ou na bolsa?

E se déssemos uma olhada nela várias vezes ao dia?

E se voltássemos para apanhá-la quando a esquecemos em casa, no escritório...?

E se a usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos?

E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela?

E se a déssemos de presente às crianças?

E se a usássemos quando viajamos?

E se lançássemos mão dela em caso de emergência?

Mais uma coisa:

Ao contrário do celular, a Bíblia não fica sem sinal. Ela 'pega' em qualquer lugar.
Não é preciso se preocupar com a falta de crédito porque Jesus já pagou a conta e os créditos não tem fim.

E o melhor de tudo: não cai a ligação e a carga da bateria é para toda a vida.

'Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto'! (Is 55:6)

JESUS...

O maior Homem na história, JESUS CRISTO, não teve nenhum empregado, no
entanto chamaram-no Soberano.

Não teve nenhum diploma, no entanto chamaram-no professor.

Não tinha nenhum medicamento, no entanto chamaram-no de Doutor.

Não teve nenhum exército, no entanto os reis temeram-no.

Não ganhou nenhuma batalha militar, no entanto conquistou o mundo.

Não cometeu nenhum crime, no entanto o crucificaram.

Não cometeu nenhum pecado, no entanto morreu pelos pecadores.

Foi enterrado num túmulo, no entanto vive hoje.

Mudando de assunto. O mês de Setembro além de nos motivar para a oração com a Bíblia nos motiva para o civismo, para os valores familiares (semana farroupilha), para uma vida nova motivada pela estação da primavera. Sábado, dia 13, o movimento Onda estará promovendo a noite da lasanha no salão paroquial. Ingressos na secretaria paroquial. Durante a Semana Farroupilha teremos quatro missas crioula: na segunda-feira, dia 15, no CTG do Cristal; na terça-feira, dia 16, às 19h30min, no CTG Camaquã; dia 19 (sexta-feira), às 9h45min na Escola da Querência e, à noite, na Chuvisca.

 

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Semana da Pátria

01/09/2014 | 22h05
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Estamos na Semana da Pátria. Para os cristãos, o amor à pátria está incluso no mandamento da Lei de Deus, que manda “honrar pai e mãe”. O Catecismo da Igreja Católica diz: “O quarto mandamento dirige-se expressamente aos filhos em suas relações com seu pai e sua mãe”, mas “se estende também aos deveres dos cidadãos para com a sua pátria, os que a administram ou a governam” (nº. 2199). Por isso, no entender da Igreja, “é dever dos cidadãos colaborar com os poderes civis para o bem da sociedade num espírito de verdade, de justiça, de solidariedade e de liberdade. O amor e o serviço da pátria fazem parte do dever de reconhecimento e da ordem de caridade” (nº. 2239). Sempre devemos ter como pano de fundo o bem comum.

Uma das missões da Igreja é o “diálogo e a presença da Igreja na sociedade”. Entende-se, com isso, de acordo com a Constituição Pastoral Gaudium et Spes do Concílio Ecumênico Vaticano II, que “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje (...) são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo. Não se encontra nada verdadeiramente humano que não lhes ressoe no coração” (GS n° 1). Por isso, mesmo sabendo que não cabe à Igreja definir os rumos da política do país, a Igreja “incentiva os leigos e leigas à participação ativa e efetiva nos diversos setores diretamente voltados para a construção de um mundo mais justo, fraterno e solidário” (DGAE n° 71).

O serviço à pátria se traduz na luta por melhores condições de vida para os cidadãos. Entre os indicativos concretos, as Diretrizes da Igreja no Brasil falam da necessidade de “educar para a preservação da natureza e o cuidado com a ecologia humana, através de atitudes que respeitem a biodiversidade e de ações que zelem pelo meio ambiente. Entre essas ações, destaca-se a preservação da água, patrimônio da humanidade, evitando sua privatização” (114). Junto com isso, “cabe nos empenharmos na busca de políticas públicas que ofereçam as condições necessárias ao bem-estar de pessoas, famílias e povos” (116).

Por ocasião da Semana da Pátria que estamos vivenciando, convido as irmãs e os irmãos a que aprofundem a vivência do amor à mãe Pátria. Sempre lembrando que quem ama a Cristo, ama a Pátria Mesmo sabendo que “não temos aqui morada definitiva”, vamos nos empenhar para que o Brasil seja uma terra de irmãos. Vamos cumprir nossos deveres de cidadãos e nos empenhar para que a justiça e a paz possam reinar nas terras consagradas a Nossa Senhora Aparecida. Que Deus abençoe a nossa Pátria!

Com este espírito a Paróquia participará do desfile cívico dentro da celebração dos 160 anos. Convido todos os paroquianos que quiserem participar a estar no salão paroquial, às 13h, do próximo domingo, dia 7.

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Proposições Comunidade de comunidades

25/08/2014 | 08h42
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Domingo na comunidade São José, Chuvisca, conforme coluna passada, realizamos a segunda assembleia preparando a nova Paróquia. Um dos assuntos foi a escolha do padroeiro. Por maioria absoluta dos votos das comunidades foi escolhido São João Paulo II. O desmembramento da atual Paróquia São João Batista (14 comunidades pertencerão a futura Paróquia) vai ao encontros das proposições dos bispos do Brasil reunidos em Aparecida, São Paulo, em Abril.

No sábado próximo teremos a assembleia de nosso Vicariato, no qual confrontaremos as 13 proposições feitas no documento com as 5 urgências e prioridades que possuímos.

Os bispos do Brasil pelo documento número 100 nos alertam: É preciso recuperar o primado de Deus e o lugar do Espírito Santo em nossa ação evangelizadora, pois “nunca será possível haver evangelização sem a ação do Espírito Santo”.

A primeira proposição fala nas comunidades da comunidade paroquial. A segunda em acolhida e vida fraterna. A terceira na Iniciação à vida cristã. A quarta em Leitura Orante da Palavra. A quinta Liturgia e espiritualidade. A sexta em Caridade. A sétima em Conselhos, organização paroquial e manutenção. A oitava em abertura ecumênica e diálogo. A nova em nova formação. A décima em ministérios leigos. A undécima em cuidado vocacional. A duodécima em comunicação na pastoral. A décima terceira em sair em missão.

Para que a paróquia se converta em comunidade de comunidades, será preciso manter algumas características fundamentais: a) formar pequenas comunidades a partir do anúncio querigmático, unidas pela fé, esperança e caridade; b) meditar a Palavra de Deus pela Leitura Orante; c) celebrar a Eucaristia, unindo as comunidades da Paróquia; d) organizar retiros; e) estabelecer o Conselho de Pastoral Paroquial e o Conselho de Assuntos Econômicos, garantindo a comunhão e participação; f) valorizar o laicato e incentivar a formação para os ministérios leigos; g) acolher a todos, especialmente os afastados, atraindo para a vida em comunidade, expressão da missão; h) viver a caridade e fazer a opção preferencial pelos pobres; i) estimular que a igreja matriz e as demais igrejas da paróquia tornem-se centros de irradiação e animação da fé e da espiritualidade; j) maior atenção aos condomínios e conjuntos de residências populares; k) garantir a comunhão com a totalidade da diocese; l) utilizar os recursos da mídia e as novas formas de comunicação e relacionamento; m) ser uma Igreja “em saída missionária”.

As Paróquias tiveram que responder o seguinte questionário. 1. Quais são os pontos deste texto que provocam a reflexão sobre a nossa comunidade paroquial? 2. Das 13 proposições qual delas poderá servir como ponto de apoio para unir a evangelização na Arquidiocese?3. Como se caracteriza a situação da maioria das paróquias? Quais os novos contextos que desafiam a missão? 4. Que aspectos

históricos e culturais devem ser considerados para entender essa realidade paroquial? 5. Quais as

proposições que podemos assumir no Vicariato em vista da Comunidade de Comunidades: uma nova paróquia, tendo presente o objetivo geral, as 5 Urgências e 5 Prioridades do Vicariato?

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