Blog do Juares | Padre José Inácio Sant'Anna Messa - Religião

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26/05/2017

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Padre José Inácio Sant'Anna Messa - Religião

Agradecimentos do padre Messa

01/07/2015 | 11h59
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No dia 21 de janeiro (domingo) na missa das 18h Dom Jacinto Inácio Flach me deu a posse como pároco desta imensa Paróquia que abrange os municípios de Cristal, Chuvisca, Camaquã e 4 comunidades dentro do município de São Jerônimo, totalizando 80.000 pessoas. Permanecerei aqui até o próximo domingo, dia 5 de julho, na missa das 18h. Antes disso haverá um almoço de confraternização no salão. Depois partirei para a nova missão na Paróquia Santa Terezinha, Capão da Porteira, Viamão, que neste ano de 2015 completa jubileu de ouro. Jubileu este que ganha valor maior porque no dia 18 de outubro os pais de Santa Terezinha, padroeira da Paróquia, serão canonizados. No ano 2001, o Papa João Paulo II beatificou o casal Luis e Maria Beltrame Quattrochi, pais de Santa Terezinha. Eis um sinal dos tempos, uma elevação da família, uma luz para a vida matrimonial, uma honra para todos os leigos e leigas. A santidade é acessível a todos. A família é o tesouro de nossas vidas, é patrimônio da humanidade, é o ninho, o sacrário da vida e do amor. A missa de posse está marcada para o dia 19 de julho, domingo, às 10h, na igreja Santa Terezinha, em Capão da Porteira, Viamão.

Antes de ir para a nova missão quero deixar meu agradecimento aos padres que comigo trabalham e trabalharam no decorrer destes anos: Pe. Valdir Fernando Gambin, Pe. Fábio José Christi, Pe. Jeverson Peixoto de Oliveira, Pe. Adilar da Silva, Pe. Alexandre Chaves, Pe. Batista Nunes Vieira, Pe. Tiago Francesco Escouto, Pe. Claudiovanne Buffi Marques, Pe. Fabiano Glaeser dos Santos, Pe. Joel Nievinski da Costa, Pe. Claudio Florencio Newmann, Pe. Juliano Machado. Agradecer aos padres da Área Pastoral de Camaquã, aos padres do Vicariato, às religiosas. Quero também agradecer aos funcionários e funcionárias, as lideranças das 60 comunidades que são um sinal concreto da presença da Igreja nas comunidades, ao povo em geral, independente do credo que professa.

Para conhecer todas as comunidades, atender os compromissos junto ao Vicariato e Arquidiocese, percorri de carro perto de 300.000 Km. Foram inúmeras reuniões, celebrações, dias de encontro e formação. Muito aprendi por aqui, conheci a história de cada comunidade, com suas alegrias e dificuldades. Procurei partilhar um pouco do meu conhecimento e do meu amor pelo Reino. Acolham o novo pároco, Pe. Luis Inácio Flach, que vem mais maduro do que eu vim, para proporcionar que cada pessoa, família, se sinta inserido no projeto do Reino de Deus, assumindo o que nos foi dito no Batismo no momento da unção com o óleo do Crisma: “Pelo Batismo, Deus todo-poderoso libertou-nos do pecado e vos fez renascer pela água e pelo Espírito Santo. Vós fazeis agora parte do seu povo. Que ele vos consagre com o óleo santo para que, como membros de Cristo, sacerdote, profeta e rei, continueis no seu povo até a vida eterna.”

O Pe. Luís Inácio assumirá como pároco na missa do dia 12, domingo, às 18h. Após a missa haverá uma confraternização.

A todos minha gratidão, obrigado pelas diversas manifestações de carinho, a Deus Trindade meu pedido de perdão pelas vezes que não fui fiel a minha missão de presbítero.

Em Camaquã, Chuvisca, Cristal, Viamão está o Povo de Deus a caminho do Reino Definitivo. Acreditando nisto vou assumir uma nova missão. Nos unamos em oração. Que Deus Trindade abençoe a todos.

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A festa e a vida de São João Batista

23/06/2015 | 13h40
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A Paróquia São João Batista está em festa. Desde o dia 15 está em andamento a novena. Nesta terça-feira (23/6), teremos a 9ª noite com missa às 19h30min e logo após festejos populares com cachorro quente, pasteis doces, carreteiro gigante da AFUBRA, espetinho, bebidas. Às 22h30min será dada benção à fogueira e acesa a mesma. Teremos dois grupos musicais: Folclore do MCJ e Banda Centenário. Amanhã Dom Leomar Brustolin, bispo auxiliar, presidirá a Santa Missa. Ao meio-dia teremos churrasco. Quem almoçar no salão ganha de brinde uma saborosa carne de ovelha. Aguardamos a todos.

VIDA DE SÃO JOÃO BATISTA

São João Batista nasceu, precisamente no dia 24 de Junho. Em um cenário tão controverso, surge um homem simples, amigo do deserto, e com uma importantíssima missão: preparar o caminho para a chegada do Messias.

Diz a história bíblica, que na antiga Judéia, as primas Isabel e Maria, mãe de Jesus, estavam grávidas. Como moravam distantes, elas combinaram, que a primeira a ganhar bebê anunciaria a novidade, acendendo uma fogueira em frente à própria casa. Santa Isabel cumpriu a promessa quando do nascimento. Até hoje as fogueiras são acesas na tarde de 24 de junho, acompanhadas de foguetórios, jogos, prendas, e bailes.

João era filho de Zacarias e Isabel, e primo de Jesus Cristo. É considerado o último dos profetas, e o primeiro apóstolo. Os evangelhos dizem que, ainda no ventre de sua mãe, João percebe a presença do Messias, “estremecendo de alegria” na presença de Maria, quando esta ia visitar a prima Isabel. O evangelho de São Mateus fala das pregações e dos batismos que realizava às margens do rio Jordão, não distante de Jericó. Foi João Batista quem batizou o próprio Cristo.

Crítico da hipocrisia e da imoralidade, São João Batista foi decapitado por capricho de Salomé, enteada de Herodes. João Batista, juntamente com os profetas Elias e Eliseu, é considerado o protótipo do ideal ascético, e modelo de vida perfeita.

Sacrificado por degolação, o valor simbólico e filosófico de João Batista é muito importante, e ultrapassa completamente o dogma católico: João batizava os seus adeptos com água (ou seja, utilizando um símbolo material), mas afirmava, que o que viria depois dele “batizaria com fogo”, diríamos, envolvendo os discípulos com uma poderosa aura, ou impacto relativo ao Mundo das Causas, o Alaska, etc., ou Espírito Santo.

Na comunidade religiosa da igreja católica os missionários de São João batista, ou seja, seus membros (sacerdotes ou leigos) consagram a sua vida a Cristo, através dos votos de castidade, obediência, e pobreza. Numa atitude de acolhimento e de disponibilidade como Maria, alicerçados no Cristo da Eucaristia, os missionários de São João Batista devem tornar-se para os homens de hoje, sinais do Reino, e anunciar os caminhos do senhor a exemplo do seu padroeiro.

A liturgia festeja no nascimento de São João batista, a “Aurora da Salvação”, o aparecimento neste mundo do Precursor do Messias. O nascimento do Precursor, seis meses antes do nascimento de Jesus, participa da grandeza do mistério da encarnação, que ele anuncia. Isso se deve, certamente, à missão única que, na história da salvação, foi confiada a esse homem, santificado, no seio da sua mãe, pela presença do Salvador, que dirá mais tarde: “Que fostes ver no deserto”... Um profeta? Sim, Eu vos digo, é mais do que um profeta. Esta é aquele de quem foi dito: “Eis que envio a tua frente o meu anjo, que preparará Teu caminho diante de Ti”, pois “Eu vos digo, que entre os nascidos de mulheres não há ninguém maior do que João”. Mas, o que é menor no Reino de Deus é maior do que ele”. (Lc7, 24 a 28).

Foi, pois, o maior entre os profetas, porque pôde apontar o “Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo” (Jô 1, 29-36). Sua vocação profética desde o ventre materno, reveste-se de acontecimentos extraordinários, repleto s de júbilo messiânico, que preparam o nascimento de Jesus. (cf Lc 1, 14-58).

São João Batista foi consagrado desde o seio materno, para anunciar o Salvador, e preparar as almas para a sua vida.

Anel de ligação entre a antiga e nova aliança, João foi acima de tudo o enviado de Deus, uma testemunha fiel da luz, aquele que anunciou Cristo, e O apresentou ao mundo. O Batismo de penitência, que acompanha o anúncio dos últimos tempos, é figura do batismo, segundo o Espírito (Mt 3, 11). Profeta por excelência, a ponto de não ser uma senão uma “voz” de Deus que clama, ele é o precursor imediato de Cristo: “vai à Sua frente, apontando, com sua palavra e com o bom exemplo de sua vida, as condições necessárias para receber a salvação”.

Filho dos personagens bíblicos Isabel e Zacarias, João Batista foi quem batizou Jesus Cristo com a águas do rio Jordão, rio que hoje é a fronteira natural entre Israel e Jordânia, e entre este País e a Cisjordânia.

João Batista é descrito na Bíblia como pessoa solitária, que vivia no deserto, e comia gafanhotos e mel. O caminho desse homem estranho, e recluso, mas profeta de grande popularidade, cruzou com a da família real na época, a do rei Herodes.

João condenou publicamente o fato do rei ser amante da própria cunhada, Herodíades. Salomé, filha de Herodíades, dançou tão bonito diante de Herodes, que este lhe prometeu o presente que quisesse. A mãe de Salomé aproveitou a oportunidade para se vingar: anunciou que o presente seria a cabeça de João Batista sobre uma badeja.

A imagem de São João Batista é geralmente apresentada como um menino com um carneirinho no colo. É que foi ele, segundo a Bíblia, que anunciou a chegada do cordeiro de Deus. Se o estrondo dos fogos de artifício for alto, e for forte o clarão das fogueiras, o Santo acorda, e festeiro que é, desce à Terra para comemorar. Mas nesse caso, diz a tradição, existe o sério risco do mundo acabar pelo fogo.

Oração a São João Batista

São João Batista, sois a voz que clama no deserto dizendo: “Endireitai os caminhos do Senhor! Fazei penitência, porque no meio de vós está aquele que vós não conheceis, e do qual não sou digno nem de desatar os cordões das sandálias”. Ajudai-nos a fazer penitência de nossas faltas, para que nós nos tornemos dignos do perdão daquele Jesus que anunciastes dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus. Eis Aquele que tira os peca do mundo”. São João Batista, pregador da conversão, rogai por nós. São João Batista, precursor Messias, rogai por nós. São João Batista, alegria do povo, rogai por nós.

Hino a São João Batista

Um dia na Galiléia, um homem chamado João. /:Falava com ternura de amor a seus irmãos:/. Seu rosto resplandecia a paz que ele trazia: fazei penitência, sempre, sempre João dizia. Viva João Batista! Viva o precursor!/:Porque João Batista anunciava o Salvador:/ 2. Às margens do Jordão, João batizava o povo/Dizendo que Deus viria instaurar um Reino Novo:/ Às vezes João se zangava com os duros de coração. /:Dizendo que já estava muito perto a salvação.

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Tríduo Pascal

24/03/2015 | 20h13
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A Igreja inicia na Quinta-Feira Santa o Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor.

No Tríduo Pascal, fazemos memória da Páscoa de Jesus em três momentos: na Quinta-Feira Santa, a Páscoa da ceia; na Sexta-Feira Santa, recordamos a Páscoa da Paixão, na Vigília Pascal e no domingo de Páscoa, celebramos a Páscoa da Ressurreição. Esta celebração inicia com o sinal da cruz da missa vespertina de quinta-feira e se conclui com o sinal da cruz da solene bênção pascal da Vigília da Páscoa. A celebração pascal compreende, portanto, os dias do tríduo de Cristo crucificado, sepultado e ressuscitado, iniciando-se a celebração na tarde de Quinta-Feira Santa. Assim, se a missa da Ceia do Senhor é o prelúdio, a culminância é a Vigília Pascal, “a mãe de todas as santas vigílias (Santo Agostinho, Sermão 219). Celebrar a Páscoa de Jesus é celebrar a vida nova que ele nos dá e que já está ao nosso alcance, está em nossas mãos.

Na Quinta-Feira Santa a Igreja faz memória da instituição do sacerdócio ministerial e da Eucaristia, memorial da paixão, morte e ressurreição do Senhor. Ao instituir o sacramento da Eucaristia, Jesus antecipa e implica o sacrifício da cruz e a vitória da ressurreição.

Lavando os pés de seus discípulos, Jesus dá um exemplo eloquente do serviço gerador de um novo estilo de vida. O lava-pés é um gesto profético da realidade da cruz: a entrega de Jesus por amor até o fim e que deve se perpetuar na Eucaristia feita vida, serviço de acolhida, solidariedade, de compaixão e cura dos pés feridos.

O translado solene do Santíssimo Sacramento para o local da vigília e a reserva para a comunhão da Sexta-Feira Santa constituem sinal de continuidade entre o Sacrifício e a adoração da presença sacramental. A Igreja, com o sinal da adoração, sublinha o aspecto derivado e dependente da celebração eucarística: a presença permanente de Cristo sob as sagradas espécies eucarísticas.

A Sexta-Feira Santa não é um dia de luto. Apesar do silêncio respeitoso observado pela sociedade, a Igreja não celebra um funeral, mas a morte vitoriosa do Senhor, geradora de vida nova para os seus seguidores. Olhando para a cruz a Igreja canta: “Vitória tu reinarás,, ó cruz tu nos salvarás!” A proclamação da Palavra de Deus, em particular a narração da Paixão de Jesus Cristo, segundo São João, é o elemento central e universal da liturgia da Sexta-Feira Santa.

Na solene adoração da santa cruz, trazida em procissão e apresentada à assembleia dos cristãos, a Igreja volta seu olhar para o mistério do calvário, isto é, para a obra da redenção realizada por Cristo pregado na cruz. Não se adora a cruz em si mesma, mas aquele que, do lenho da cruz, doou sua vida para a nossa salvação. Beijando a cruz do Senhor, as pessoas manifestam seu compromisso solidário com a causa pela qual o Filho de Deus doou sua vida.

A liturgia deste dia é, ao mesmo tempo, solene e sóbria. Os ritos iniciais são marcados pelo silêncio e pelo despojamento (prostração) do presbítero que preside, gesto de solidariedade com o Senhor, expressa a “humilhação do homem terreno” e a tristeza dolorosa da Igreja.

A celebração litúrgica divide-se em quatro partes: a Liturgia da Palavra, tendo como foco central a narrativa da Paixão de Cristo, segundo João, a oração universal, a adoração da cruz e a comunhão.

À noite, em muitas lugares, é feita a procissão com o Senhor Morto.

A solene Vigília Pascal ou Celebração da Luz compõe-se de quatro partes: Celebração do fogo e da luz, Celebração da Palavra, Celebração da água batismal e Celebração do pão e do vinho.

A Vigília Pascal é o ponto de chegada planejado no curso da caminhada quaresmal. A escuta da Palavra de Deus, a oração mais intensa, a busca de mudança de vida e a vivência da fraternidade, preparam-nos para esta noite.

Nesta noite santa, desde a mais primitiva tradição, a Igreja celebra, exultante de alegria, de modo sacramental mais pleno, a condição nova e a glória de Cristo ressuscitado, assim como a força divina que jorra da sua vitória sobre o pecado e a morte. É nesta noite, que na passagem pelas águas de novos membros da Igreja, renovamos a vida de batizados em Cristo morto e ressuscitado.

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Restauro da igreja e início da Semana Santa

15/03/2015 | 20h43
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Prezado leitor(a),

Como a igreja São João Batista está passando pelo restauro. Ela já está com tesouras metálicas, telhado em aluzinco, iluminação provisória. Na semana que vem será colocado a cumeeira, a cobertura em aluzinco nos dois terraços ao lado da torre. Também faz parte do serviço contratado a troca da cobertura da sacristia, sala de catequese e da área atrás do presbitério, troca do para raios, colocação de corrimão na escada que dá acesso ao sino, colocação de janelas tipo venezianas com tela nas aberturas da torre possibilitando que saia o som do sino e impossibilite a entrada de pássaros, manutenção na estrutura do sino, colocação de pingadeiras em ardósia nas abas laterais da igreja.

Para dar mais tempo para secar a umidade das paredes na reunião do Conselho Pastoral Paroquial do dia 12 ficou decidido antecipar alguns serviços previstos para 2016: sistema de drenagem em torno da igreja, retirada do reboco interno. Como se fará a drenagem automaticamente se fará também uma rampa de acessibilidade a porta lateral pela rua Duque de Caxias, consertar a calçada, a porta lateral terá que ser trocada (atual está com a parte inferior podre) e abrir para fora, ocorrendo o mesmo com a porta da rua João de Oliveira, arrumar o acesso a cruz da torre e consertá-la, troca do sistema de som. Estes serviços antecipados para os meses de abril e maio nos custarão R$ 65.000,00. Na empreitada de 2015 a comunidade paroquial deverá desembolsar R$ 382.520,00. Até a presente data pagou R$ 210.000,00. Precisamos da colaboração de cada fiel e cada camaquense. Você pode colaborar preenchendo o formulário que é entregue após as missas e recebendo um boleto com 10 contribuições, depositando direto na conta específica para este fim no Banrisul (agência 0160) conta corrente 068597560-3 em nome da Mitra da Arquidiocese de Porto Alegre – Paróquia São João Batista CNPJ 92.858.0000050-23 ou ainda entregando sua contribuição e assinando livro ouro diretamente na secretaria paroquial. No site da Paróquia parsjbcamaqua.org.br você pode acompanhando as fotos e também preencher o formulário solicitando os boletos.

No próximo domingo a comunidade São José, na Chuvisca, estará celebrando seu padroeiro. Terá uma bela festa. Dias 19,20,21 o tríduo com missa às 20h seguido de jantar e dia 22 missa às 10h30min seguido de churrasco e festejos. No próximo dia 24 (terça-feira) o Pe. Joel estará de aniversário. Ele presidirá a santa missa e depois teremos uma confraternização no salão paroquial. Traga um prato com salgados. Haverá bebidas à venda no salão paroquial.

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Domingo do Laetare

12/03/2015 | 01h31
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Prezado leitor(a),

Aceitamos a Quaresma como o preço de entrada para a Páscoa ou, na melhor das hipóteses, como uma árdua preparação espiritual para a alegria da Páscoa. Neste caso, este Domingo da Alegria (laetare) <4º domingo da Quaresma> seria um tipo de oásis: “Coragem! Mais três semanas e termina a Quaresma, e poderemos cantar de novo o Aleluia

Mas a relação entre a Quaresma e a Páscoa é muito profunda. De fato, a Quaresma é a Páscoa, vivida nas condições deste mundo.

O Evangelho do 1º Domingo da Quaresma apresenta a tentação de Jesus no deserto. Ele foi tentado e nós o somos também. Mas, o sentido interior desse texto não consiste no mero fato da tentação, e sim da fidelidade de Jesus em meio à tentação. Assim, o 1º Domingo da Quaresma já significa uma pascalização, porque proclama a vitória de Cristo sobre o demônio e o mal, que está no coração mesmo do anúncio pascal. O Evangelho do 2º Domingo narra a transfiguração do Senhor. Podemos considerar a transfiguração, como o faziam vários padres da Igreja, como um consolo e fortalecimento dos discípulos, antes da crucifixão. Mais: a transfiguração, como o faziam vários padres da Igreja, como um consolo e fortalecimento dos discípulos, antes da crucifixão. Mais: a transfiguração é a declaração de Jesus como Filho eterno da parte do Pai. “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz” (Mc 9,7). E o que é a ressurreição, senão exatamente a proclamação do Pai de que este Jesus, que foi crucificado, é e será para sempre o seu Filho amado? No 3º Domingo, escutamos o Evangelho da purificação do templo. Vemos nesse acontecimento a provocação que Jesus faz aos líderes que hostilizam, e que vai culminar em sua morte. E aquele Evangelho revela, ao mesmo tempo, que Jesus, o corpo de Jesus é o novo templo, do qual flui toda graça e santidade. Não é esta a alegria da Páscoa, que do lado transpassado de Jesus jorram as águas da salvação, o Batismo e a Eucaristia?

Domingo próximo é o 4º Domingo, escutamos o Evangelho da entrega: Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu próprio Filho (cf. Jo 3, 16). Nesta afirmação central do Novo Testamento, a palavra principal não é dar e, sim, amar. O mais importante não é a morte sacrifical de Jesus, mas o amor do qual a morte foi a expressão. A morte de Jesus, finalmente, conseguiu dar o recado de que Deus nos ama, mas a mensagem é amor e não sofrimento. A mensagem não é “Deus sofreu tanto por mim”, mas sim, “Deus me ama tanto e não deixa que nada impeça a chegada deste amor até mim”. Não será este um anúncio pascal?

O percurso por estes quatro domingos da Quaresma nos dá a certeza de que nesta vida presente já vivemos a Páscoa. Está velada, talvez disfarçada, mas toda a vida cristã é Páscoa. O 4º Domingo da Quaresma é uma Páscoa antecipada. Por isso este Domingo Laetare não é um consolo. É uma antecipação. É um lembrete. É uma ordem: Páscoa já! “Alegra-te, Jerusalém”

Vamos participando dos grupos de famílias em preparação a Páscoa, preparando a nossa confissão e celebrarmos a Páscoa. Aqui na cidade de Camaquã celebraremos o celebraremos o tríduo pascal na igreja. Durante esta semana ela já recebeu uma iluminação provisória, mas boa para poder acolher todos os fieis.

Fonte: CNBB. Roteiros homiléticos fevereiro-abril 2015

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