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Jaqueline da Maia - Psicóloga

Segunda Aliança do bem

20/08/2015 | 22h21
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No último dia 8 de agosto dando continuidade a um movimento que teve seu primeiro evento em dezembro de 2014, realizou-se nas dependências do CENTRO DE RECUPERAÇÃO EL SHADAI o SEGUNDA ALIANÇA DO BEM - um encontro entre acolhidos, familiares, amigos e convidados da sociedade para confraternizarem e também para divulgar o trabalho que vem sendo executado, onde foram Diplomados com certificado de conclusão do tratamento três acolhidos que por um ano cumpriram com sucesso todos os requisitos para alcançar a sua alta e com isso o retorno a sua rotina normal.

Atualmente o CENTRO DE RECUPERAÇÃO EL SHADAI conta com uma estrutura profissional composta por: Presidente: Ricardo Costa;

Vice-presidente: Ezoel Gomes Cardoso;

Responsável Técnica e Psicóloga: Jaqueline da Maia;

Assistente Social: Catiane Heiden;

Nutricionista: Fernanda Borba;

Educador Físico: Eduardo Ferreira;

Educadora Artística: Jacira;

Monitor: Rafael.

Contamos também com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde – CAPS e Secretaria de Ação Social – Cursos.

Entre muitos convidados pudemos contar com a presença da Primeira-dama e Presidente do MACAM, Sra Jussara Warlet Machado, também representando nosso prefeito municipal, o Secretário Municipal da Agricultura José Carlos Berta Dorneles, Secretário Municipal da Saúde Robson Marques, vereador Hilson Meirelles e seu assessor.

Também contamos com a parceria da AFUBRA na pessoa de seu gerente Sr. MARCELO SILVA, sempre incansável auxiliando nas causas sociais em nosso município e que foi fundamental para a realização deste evento.

Uma tarde onde nossos pacientes puderam se apresentar, contar um pouco de suas histórias, mostrar os trabalhos que fazem e os seus avanços em direção a seu reestabelecimento.

O evento foi divido em vários momentos onde a emoção

foi o sentimento que invadiu e uniu todos os participantes.

Atualmente a casa conta com 14 internos, mas temos capacidade para 16, a comunidade atende ao público masculino.

NÓS ACREDITAMOS EM RECUPERAÇÃO, E VOCÊ?

Para maiores informações temos um Blog: http://centroderecuperacaoelshadai.blogspot.com.br/

Facebook: El Shadai Libertando vidas;

Ou nos celulares abaixo:

Ricardo: 51- 9794-2724

Isoel: 51- 9567-2629

Jaqueline Maia - Psicóloga - CRP 07/19163

Fones: 51-9889 0134 (Vivo) / (OI) 51-8566 1516

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Por quem ou pelo que você chorará?

07/04/2015 | 17h49
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A morte sem duvida mexe com nossos sentimentos mais arcaicos, e mobiliza-nos, pois nos deparamos com a nossa incapacidade de lidar com ela. Somos desnudos no momento da perda, se vai o orgulho, as ofensas pessoais se perdem no pranto, os desencantos e também as diferenças já não são tão importantes. Somos somente nós, seres humanos, finitos a nos depararmos com o fim. Quando o luto se torna um companheiro é difícil não pensar também em todas as perdas que vivemos e também nas que virão. As lembranças de sonhos que foram deixados de lado, nas risadas soltas em tardes de inverno debaixo de um pé de laranjeira, nas crianças que cresceram. Convencemos-nos que a vida passou, mas o soluço tem o mesmo tom infantil de quando se é pequeno e se quer desesperadamente que alguém nos diga que é só um sonho ruim e que ao acordar tudo será como antes. Foi isso que senti quando meus filhos, que após velarem sua avó me abraçaram, naquele momento eles voltaram a ser pequenos, e retornei ao tempo em que no meu colo os fazia acreditar que nada nem ninguém poderiam feri-los. Foi olhando para tantos rostos conhecidos que novamente me defrontei com a finitude, com o fim... e foi impossível não chorar também, chorar por tantos momentos que deixamos de estar com quem amamos, de realizar nossos sonhos, de adiarmos a felicidade para amanhã ou para as próximas férias de verão. Quando se lida com a morte, tentamos desesperadamente entabular contratos entre àqueles que nos são tão caros, fica a promessa de uma proximidade, a tentativa de se recuperar sensações que só existem em nossas memórias, não somos mais os mesmos, nada é mais como era antes, mas somos mais e melhor, a vida ensina, a dor ensina, o amor ensina, recuperar o tempo é impossível, mas valorizá-lo sim. Essa é a vida, morremos todos os dias, alguns mais, outros menos, mas sempre, continuamente, e me pergunto, quando se chora nesse instante, por quem se chora ou pelo que se chora? Hoje chorei pelos meus filhos e por algumas pessoas das quais nem sabem o quanto as aprecio, mas que nas voltas que o mundo dá nossos caminhos se tornaram tão diferentes. Chorei pelos que já se foram pelos que estão e pelos que virão e que também partirão, e rezei em silêncio por todos e por mim, um dia serei eu ou você naquele esquife, e alguém certamente chorará por nós. Tomara que nessa hora o choro seja pelas coisas boas que deixamos....

Jaqueline da Maia

Psicóloga Clinica - CRP 07/19163

51-9889-0134 / Camaquã/RS

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As cracolândias também estão aqui...

28/01/2015 | 09h24
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Segunda passada dia 26 de janeiro a RBS veiculou uma matéria sobre a reabertura das cracolândias em POA/RS. Peguei-me achando que era uma piada. Lamento informar: AS CRACOLÂNDIAS NUNCA FECHARAM, MAS CRESCERAM E AUMENTARAM, é que mesmo que tenhamos olhos para ver preferimos manter eles fechados, e enquanto o governo de fato e direito juntamente com a sociedade não tomarem atitudes reais, isso só vai piorar. Enquanto isso milhares de pessoas aceitam as verdades que aparecem na telinha como sendo verdades inquestionáveis e acreditam em tudo o que a mídia vomita em nossas TVs diariamente.

Minha indignação tem um motivo, trabalho há mais de dois anos com usuários em recuperação ou que ainda estão em uso e fico espantada com o crescimento desenfreado do consumo. CRACK NÃO MATA, MAS TORNA O INDIVÍDUO UM ESCRAVO.

Mas voltando a MATÉRIA DA RBS, as Cracolândias são reais e estão aí todos os dias esfregando em nossas caras a dura e triste realidade da fraqueza humana. Sim, SOMOS FRACOS, e temos muitos momentos ruins, e é nesses momentos em que a droga entra nas vidas.

As Cracolândias não são determinadas por tamanhos, na verdade são lugares em que usualmente os viciados se encontram para fazer uso das substancias, e nesse lugar se acumula lixo humano de todas as mais variadas formas. É só andar pelo centro á noite, com certeza veremos que a nossa Praça Zeca Netto é habitada há algum tempo por moradores fixos, fora as casas e terrenos abandonados. Eles estão por aí. Cometem pequenos furtos, pois sua escravidão é barata, uma pedra é quase nada, porém o usuário perde tudo.

Impressiona-me o fato de que nesses últimos três meses foram talvez à primeira vez que se falou sobre as cracolândias. Onde vocês pensam que foi a de São Paulo? As pessoas foram distribuídas, afinal seria horrível que o mundo todo se deparasse com aquilo em plena Copa do Mundo. Mas eles estão por lá e por aqui. O CRACK é um câncer social, e atingi qualquer pessoa em qualquer classe social. Ações e projetos? Vemos e ouvimos sobre muitos, mas eficácia? Bem isso é outra coisa. Políticas de prevenção? Redução de danos? Muitas perguntas, mas de resposta só uma matéria da RBS em horário nobre anunciando o óbvio, o real, o cotidiano.

Em nossa cidade contamos com um Centro de Recuperação que trabalhou esses dois últimos anos para poder ter condições de ser reconhecida entre as cinco comunidades terapêuticas nacionais que possuem todos os requesitos para funcionamento em ordem. Mas é preciso mais. É preciso mais leitos, mais profissionais, mais conscientização, mais comprometimento. O uso de drogas é uma doença que pode ser tratada, e o usuário tem o direito e a oportunidade de conquistar novamente o seu lugar na sociedade.

Terei muitas histórias tristes para contar no durante da minha vida profissional, mas terei muito mais histórias de vitórias, quem trabalha com recuperação precisa ter essa característica: de acreditar no ser humano. Acredito em recuperação, mas sei que é difícil e que são menos de 20% de usuários que conseguem se manter de pé.

Não espero o CRACK entrar em sua vida para aderir à causa do combate ao uso. Não se limite, não fique parado. Amanhã pode ser com você.

Jaqueline da Maia– Psicóloga Clínica/ Atendimento com hora marcada: (51) 9889 0134

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Um ano termina e nasce outra vez...

31/12/2014 | 11h23
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Na última manhã de 2014 meu pensamento voa numa retrospectiva pessoal, e me espanto com a quantidade de lembranças que me veem numa velocidade ímpar. Angariamos lembranças de muitas coisas boas e ruins, e mesmo que não tenhamos certeza todas elas nos modificaram de maneira irreversível, até mesmo aquelas das quais não demos a mínima importância. Pois como diz o Lulu: ...”nada do que foi será de novo do jeito que já foi...”. Me pego saudosa entre tantas imagens e sensações. O ser humano tem grande dificuldade de se desapegar. Vivemos numa sociedade que inverteu valores e deixa o ser humano meio perdido sem saber se segue seu coração ou os apelos da mídia. Muitas pessoas sofrem de surdez sentimental e não sabem.

Assistindo as várias retrospectivas confirmo a teoria que o tempo escorre pelas mãos mesmo que essas concepções se modifiquem conforme a idade em que nos encontramos. Para um adolescente um ano é uma eternidade, já para um adulto a coisa funciona de maneira oposta. E, no entanto é o mesmo tempo, mas com o passar começamos a nos dar conta que não vivemos tudo o que há para viver. Então num dia como hoje mesmo estando organizando a ceia da virada, e alegres com tantas expectativas, haverá momentos de saudosismo saudável, para podermos nos alimentar de certos afetos e momentos que ficarão guardados no nosso guarda-roupa interno e que levaremos por toda a nossa vida.

Que possamos trabalhar o desapego, mas que saibamos discernir sobre o que merece ser levado conosco e o que realmente deva ser deixado para trás. O passado se revisita apenas para que não cometamos os mesmos erros e para matarmos uma saudade velada de situações e pessoas que nos marcaram. Que consigamos manter a capacidade de aprender sempre, a todo o momento. Que a gente compreenda de fato que somos um corpo habitado por uma alma que busca a felicidade, mas que entende que a felicidade é feita de pequenos momentos costurados entre situações doloridas.

Que a solidariedade seja um exercício constante, e que se torne um comportamento habitual em nossas rotinas. O maior beneficiado será sempre àquele que doa. Que se possa utilizar dos nossos sentidos e que não se duvide de nossa capacidade melhorar a cada instante. Que nos responsabilizemos por nossas escolhas e ações e que se compreenda que tudo o que se fizer interferirá em nossas vidas e na vida de quem estará ao nosso redor, isso chama-se de livre arbítrio, então cuidemos de nossos ATOS, PALAVRAS E OMISSÕES.

E só há uma certeza: “SOMOS FRUTOS DE NOSSA PRÓPRIA CONSTRUÇÃO”, então os dias e noites de 2015 serão exatamente aquilo que fizermos deles. Paz, amor, sucesso e muita saúde a todos é o que desejo.

Jaqueline da Maia - Psicóloga CRP 07/19163

Fone: (51) 9889 0134

Camaquã/RS

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Crack e seus efeitos destruidores

14/11/2014 | 17h07
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O consumo de substâncias químicas e álcool crescem vertiginosamente atualmente. Isso se constitui num grande desafio das políticas de Prevenção adotadas pelo governo, se serão realmente eficazes nesse controle?

Na nossa cidade existem entidades voltadas para essa população, ainda sem muita ajuda e quase nenhum incentivo, mas as pessoas que acreditam na recuperação contam com sua determinação e crença.

Os usuários deixaram de ser um problema tão somente da família, tornaram-se um problema social, e vemos diariamente andarilhos buscando doações, fazendo ameaças e até mesmo roubando para conseguir manter o vício.

O CRACK, é uma dessas substâncias, sendo que torna seu usuário um zumbi ambulante, e da primeira tragada até virar caso de policia gira em torno de 6 a 8 meses.

O CRACK é obtido pelo aquecimento de cocaína e água misturada com bicarbonato de sódio, dessa mistura surgem as pedras de formatos irregulares que são buscadas com tanta ansiedade por aquele que se tornou um dependente escravizado de tal substância.

O CRACK por ser um tipo de cocaína fumada, leva ao cérebro uma grande quantidade de moléculas, produzindo uma sensação de prazer intenso, PORÉM A DROGA É RAPIDAMENTE ELIMINADA DO ORGANISMO, ISSO PRODUZ UMA SENSAÇÃO DE IMENSO DISPRAZER E A ENORME VONTADE DE REUTILIZAR A DROGA. Por isso que os usuários são como zumbis, se tornando um ser só preocupado com a próxima pedra, deixando de lado a família, amigos, estudo, sentimentos como autopreservação, autoestima, sonhos, projetos, enfim tudo o que possuiu ou construiu. Por ser uma droga muito barata o aumento de seu uso se acentua entre as outras substâncias conhecidas, importante salientar que seus danos são irreparáveis.

As complicações advindas do uso do CRACK abrangem todas as áreas da vida do indivíduo. A ação da droga no sistema nervoso causa a perda do controle do uso, provoca aceleração no coração, aumento de pressão arterial, agitação psicomotora, dilatação das pupilas, aumento de temperatura corporal, sudorese, tremor muscular, tonteiras e ideias de perseguição. O pulmão e muito exposto ao produto, produzindo tosse com escarro enegrecido, dor no peito com ou sem falta de ar, piora da asma, sangue na secreção. Muitos usuários dessa substância ficam tão fragilizados e se tornam presas fáceis da TUBERCULOSE, disseminando também essa doença por onde passam.

Ainda podem ocorrer: isquemias, arritmias cardíacas, infartos e problemas no músculo cardíaco. As doenças sexualmente transmissíveis são comuns entre usuários devido ao comportamento de risco que adotam, onde trocam de parceiros, não usam preservativos e muitos fazem do sexo uma maneira de adquirir a droga. Perdem a fome e o sono, têm dores abdominais e náuseas, e os hábitos de higiene começam a serem deixados de lado.

São muitos os efeitos colaterais, a vida se destrói e tudo o que se encontra no entorno também. É importante que os pais ou cuidadores, prestem atenção as mudanças de comportamento de seus filhos, participem efetivamente de suas vidas, se necessário fiscalizem seus horários, amizades e lugares que frequentam. Vamos fazer a nossa parte, e talvez a gente consiga diminuir a lista de pessoas que sucumbiram diante desse inimigo chamado: CRACK. (por JAQUELINE DA MAIA/PSICÓLOGA/CEL: 51-98890134)

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