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Jaqueline da Maia - Psicóloga

Quanto vale um sonho?

16/11/2015 | 17h03
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Quanto vale um sonho? Num dia em que mundo faz um minuto de silêncio pela França, concluo que nunca mais haveremos de dizer uma palavra, que o mundo cairá no mutismo, pois não faltarão motivos para se fazer silêncio.

Claro que a tragédia que aconteceu em pleno coração francês abalou, afinal todos temos sentimentos, uns mais outros menos. Mas me é impossível ficar calada quando as mortes não precisam atravessar oceanos e muito menos trópicos ou a linha do Equador. Falo do que ocorre aqui, neste reino de Camaquã.

Neste final de semana, os sonhos de um garoto acabaram, em nossa cidade e os do atirador também, afinal todos os envolvidos são humanos e carregam em si sentimentos. Com essa morte os sonhos dos pais, irmãos, filhos, avós, tios, dindos e amigos também foram destruídos.

O que mais me assusta é como manteremos os nossos sonhos e como faremos para convencer as nossas crianças e jovens que o mundo vale a pena?

Continuo vendo gente dormindo nas praças, crianças se prostituindo ou sendo usados para o tráfico, abusos de todas as formas. A pobreza de espírito se disseminando, e a mídia inundando nossas casas com escândalos de roubos ultramilionários e tornando fútil e fora de moda sentimentos nobres como : justiça e honestidade.

É difícil ficar imune à calamidade que assola a França, mas mais difícil é ver o que ocorre em Minas Gerais, às pessoas que morreram lá, não estavam do outro lado do planeta, estavam aqui, neste país, mas ligar a TV e ver os apresentadores fazendo um minuto de silêncio pela França, penso nas nossas perdas e no nosso país.

Assistir ao Fantástico ver que foram superfaturados máquinas para escolas que nunca foram e talvez nunca sejam utilizadas. Que o Enem esse ano registrou um declínio nas inscrições e ouvir as pessoas dizendo que se passassem não teriam condições de se manter nos cursos. Isso sim assombra. E o desemprego aumenta, falta dinheiro para pagar o funcionalismo, as pessoas morrem nas filas em hospitais, e faltam medicações nas farmácias públicas.

Vamos fazer um voto de silêncio pelo povo brasileiro que assiste embasbacado uma série de barbaridades com a nossa sociedade e economia e mesmo assim continua totalmente paralisado. VAMOS FAZER UM VOTO DDE SILÊNCIO POR NÓS!

Jaqueline da Maia/Psicóloga/CRP 07/19163/ CEL: 51-98890134

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ÁLCOOL: uso e seus efeitos

22/10/2015 | 14h41
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O efeito das drogas é extenso e atinge não só o usuário como todos os envolvidos com ele direta ou indiretamente. Atualmente estudos se aprofundam cada vez mais para saber como se desenvolve a dependência, quais as áreas do cérebro envolvidas no seu desenvolvimento, os transtornos que pré-dispõe um individuo a adotar comportamentos que o levarão ao consumo, quais os fatores que auxiliam ou dificultam o tratamento que é único e individual.

Já se sabe que cada substância promove sensações especificas, e dentro desse panorama o ÁLCOOL, se enquadra no grupo das DROGAS DEPRESSORAS. Mesmo ainda sendo vendido indiscriminadamente e socialmente aceito, o álcool produz afeitos que são estudados e observados há um bom tempo.

A maior dificuldade encontrada ainda é o alcoolista admitir que é um dependente e procurar ajuda, muito mais difícil ainda é a família do alcoolista se dar conta que faz parte da doença, e que de fato todos terão que procurar auxilio especializado para que o tratamento seja positivo e eficaz.

O álcool é uma substância que induz a tolerância, ou seja, uma necessidade de quantidades progressivas maiores da substancia para produzir o mesmo efeito desejado ou intoxicação e a síndrome de abstinência, que são sintomas desagradáveis que ocorrem com a redução ou com a interrupção do consumo da substância. A dependência é aquele estágio onde existe a necessidade de uso continuo ou diário.

São sintomas associados à Síndrome de Dependência do Álcool:

- Estreitamento do repertório de beber (situações em que o individuo não precise de um motivo claro para beber, nem de companhia);

- Saliência do comportamento de busca pelo álcool (o individuo começa há organizar seu dia a dia em função da bebida, como vai obtê-la, onde consumi-la e como vai recuperar-se , deixando as demais atividades em segundo plano);

- Sensação subjetiva da necessidade de beber (o individuo perde o controle, e não consegue mais controlar o desejo de beber);

-Desenvolvimento da tolerância do álcool (quantidades cada vez maiores de álcool para obter o mesmo efeito);

- Sintomas repetidos de abstinência ( sintomas desagradáveis ao diminuir ou interromper a dose de álcool habitual);

- Alivio dos sintomas de abstinência ao aumentar o consumo (o individuo não admite, mas somente não tem sintomas de abstinência porque continua ou até aumenta as doses do álcool);

- Reinstalação da síndrome de dependência ( após um período de não uso o padrão antigo de consumo pode rapidamente se restabelecer).

Amparados nessas informações o adequado é observar melhor os comportamentos, pois é possível detectar o grau de comprometimento de um usuário e talvez ajudá-lo na sua recuperação.

Existem muitas maneiras de tratamento do uso compulsivo do Álcool e outras drogas, mas o mais importante ainda é reconhecer que o uso abusivo é uma doença que tem tratamento e que pode ser iniciado a qualquer momento, basta apenas a decisão de que se precisa de ajuda.

Jaqueline da Maia

Psicóloga Clinica

Responsável Técnica pelo Centro de Recuperação El Shadai - Camaquã/RS

Fone: (51)9889 0134 (Vivo)

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Professor também sente....

29/08/2015 | 11h20
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Ser professor exige muito mais que qualificação, é necessário antes

de tudo vocação, amor, coragem e compromisso. No nosso país exige

MALABARISMOS, afinal todos precisaram desse profissional, e em nossas

lembrança, boa parte delas dividimos com os mestres que já passaram

em nossas vidas e os que irão passar.

Tenho amigos muito estimados que optaram por essa profissão e aprendi muito com eles, que com certeza irão me ensinar mais um bocado de coisas, como sou terapeuta também termino por ouvir o lamento que essa classe há muito vêm buscando por um olhar, por um entendimento e por um esforço tanto do governo quanto da sociedade em si, da qual eu também faço parte. Transcrevo o desabafo de uma grande profissional e amiga, um texto que traduz uma faceta da atual situação educacional do nosso tão amado BRASIL, e que acontece aqui neste Reino de Camaquã.

Por : Tatiana Martins Rodrigues, professora e alfabetizadora desde 1988.

“Bem... aqui estou eu pela primeira vez- sim, todos nós temos uma primeira vez- hoje estou seguindo o “conselho” de uma amiga: ESCREVE!!Pois bem... vou escrever sobre o que ando “sentindo” nos últimos anos... Sou professora - alfabetizadora desde 1988-ano que terminei o magistério. Sempre fui APAIXONADA pela minha profissão; contudo, nos últimos anos a “tristeza” tem acompanhado o meu dia a dia no trabalho.

Certamente, muitos irão pensar: “mais uma professora revoltada com a questão salarial”!N.e.g.a.t.i.v.o!! Não que eu ache justo meu salário, aliás, longe disto!! Minha “revolta” é com o descaso que a Educação no nosso país vem sofrendo!! Alguns anos atrás a escola era vista como ambiente de aprendizagem... hoje, infelizmente, vejo a escola como “tudo”, menos como ambiente de aprendizagem.

A promoção se tornou algo rotineiro, serve pra qualquer circunstância. Atualmente, a fase da alfabetização dura 3 anos... no meu ponto de vista é um ABSURDO! Os alunos são promovidos sem qualquer cuidado!Hoje, nem mesmo as faltas fazem com que esses alunos reprovem- pois existem os tais “estudos compensatórios”- que só existem no papel. Planejo minhas aulas diariamente, e é bastante comum, não conseguir desenvolvê-las, uma vez que tenho que dar conta de ser: “mãe, psicóloga, enfermeira, babá e quando Dá... sou professora”!

É um descaso tão grande com meu trabalho, que já pensei em desistir, jogar a toalha, abandonar o barco e ser apenas a professora que o governo deseja!! Mas ainda não consigo! E sofro com isso! Dói ver a profissão que tu sempre sonhou, que tu sempre quis, que sempre te deu prazer... virar isso: me sinto uma “Babá de luxo”! Não sei quem vai ler este desabafo, mas espero que alguns PAIS dos alunos do nosso município leiam e reflitam!

Pais!!

Tenham compromisso com seus filhos. Estimulem seus filhos a: ler, estudar e a frequentar as aulas de fato. Olhem os cadernos dos seus filhos, sejam presentes na vida escolar deles. Cobrem que seus filhos saibam os conteúdos e que aprendam, de fato! Não admitam que seus filhos sejam promovidos...exijam APRENDIZAGEM!! E, jamais esqueçam: Ser pai/mãe é muuuuuuuuuito mais do que dar casa, comida e roupa!! “QUEM AMA, EDUCA!!”

Jaqueline da Maia

Psicóloga – CRP 07/19163/ FONES: 51-9889 0134 (VIVO) / 51-8655 1516 (OI)

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Segunda Aliança do bem

20/08/2015 | 22h21
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No último dia 8 de agosto dando continuidade a um movimento que teve seu primeiro evento em dezembro de 2014, realizou-se nas dependências do CENTRO DE RECUPERAÇÃO EL SHADAI o SEGUNDA ALIANÇA DO BEM - um encontro entre acolhidos, familiares, amigos e convidados da sociedade para confraternizarem e também para divulgar o trabalho que vem sendo executado, onde foram Diplomados com certificado de conclusão do tratamento três acolhidos que por um ano cumpriram com sucesso todos os requisitos para alcançar a sua alta e com isso o retorno a sua rotina normal.

Atualmente o CENTRO DE RECUPERAÇÃO EL SHADAI conta com uma estrutura profissional composta por: Presidente: Ricardo Costa;

Vice-presidente: Ezoel Gomes Cardoso;

Responsável Técnica e Psicóloga: Jaqueline da Maia;

Assistente Social: Catiane Heiden;

Nutricionista: Fernanda Borba;

Educador Físico: Eduardo Ferreira;

Educadora Artística: Jacira;

Monitor: Rafael.

Contamos também com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde – CAPS e Secretaria de Ação Social – Cursos.

Entre muitos convidados pudemos contar com a presença da Primeira-dama e Presidente do MACAM, Sra Jussara Warlet Machado, também representando nosso prefeito municipal, o Secretário Municipal da Agricultura José Carlos Berta Dorneles, Secretário Municipal da Saúde Robson Marques, vereador Hilson Meirelles e seu assessor.

Também contamos com a parceria da AFUBRA na pessoa de seu gerente Sr. MARCELO SILVA, sempre incansável auxiliando nas causas sociais em nosso município e que foi fundamental para a realização deste evento.

Uma tarde onde nossos pacientes puderam se apresentar, contar um pouco de suas histórias, mostrar os trabalhos que fazem e os seus avanços em direção a seu reestabelecimento.

O evento foi divido em vários momentos onde a emoção

foi o sentimento que invadiu e uniu todos os participantes.

Atualmente a casa conta com 14 internos, mas temos capacidade para 16, a comunidade atende ao público masculino.

NÓS ACREDITAMOS EM RECUPERAÇÃO, E VOCÊ?

Para maiores informações temos um Blog: http://centroderecuperacaoelshadai.blogspot.com.br/

Facebook: El Shadai Libertando vidas;

Ou nos celulares abaixo:

Ricardo: 51- 9794-2724

Isoel: 51- 9567-2629

Jaqueline Maia - Psicóloga - CRP 07/19163

Fones: 51-9889 0134 (Vivo) / (OI) 51-8566 1516

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Por quem ou pelo que você chorará?

07/04/2015 | 17h49
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A morte sem duvida mexe com nossos sentimentos mais arcaicos, e mobiliza-nos, pois nos deparamos com a nossa incapacidade de lidar com ela. Somos desnudos no momento da perda, se vai o orgulho, as ofensas pessoais se perdem no pranto, os desencantos e também as diferenças já não são tão importantes. Somos somente nós, seres humanos, finitos a nos depararmos com o fim. Quando o luto se torna um companheiro é difícil não pensar também em todas as perdas que vivemos e também nas que virão. As lembranças de sonhos que foram deixados de lado, nas risadas soltas em tardes de inverno debaixo de um pé de laranjeira, nas crianças que cresceram. Convencemos-nos que a vida passou, mas o soluço tem o mesmo tom infantil de quando se é pequeno e se quer desesperadamente que alguém nos diga que é só um sonho ruim e que ao acordar tudo será como antes. Foi isso que senti quando meus filhos, que após velarem sua avó me abraçaram, naquele momento eles voltaram a ser pequenos, e retornei ao tempo em que no meu colo os fazia acreditar que nada nem ninguém poderiam feri-los. Foi olhando para tantos rostos conhecidos que novamente me defrontei com a finitude, com o fim... e foi impossível não chorar também, chorar por tantos momentos que deixamos de estar com quem amamos, de realizar nossos sonhos, de adiarmos a felicidade para amanhã ou para as próximas férias de verão. Quando se lida com a morte, tentamos desesperadamente entabular contratos entre àqueles que nos são tão caros, fica a promessa de uma proximidade, a tentativa de se recuperar sensações que só existem em nossas memórias, não somos mais os mesmos, nada é mais como era antes, mas somos mais e melhor, a vida ensina, a dor ensina, o amor ensina, recuperar o tempo é impossível, mas valorizá-lo sim. Essa é a vida, morremos todos os dias, alguns mais, outros menos, mas sempre, continuamente, e me pergunto, quando se chora nesse instante, por quem se chora ou pelo que se chora? Hoje chorei pelos meus filhos e por algumas pessoas das quais nem sabem o quanto as aprecio, mas que nas voltas que o mundo dá nossos caminhos se tornaram tão diferentes. Chorei pelos que já se foram pelos que estão e pelos que virão e que também partirão, e rezei em silêncio por todos e por mim, um dia serei eu ou você naquele esquife, e alguém certamente chorará por nós. Tomara que nessa hora o choro seja pelas coisas boas que deixamos....

Jaqueline da Maia

Psicóloga Clinica - CRP 07/19163

51-9889-0134 / Camaquã/RS

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