Blog do Juares | Jaqueline da Maia - Psicóloga

Camaquã-RS
02:07
23/10/2017

Blog do Juares | Jaqueline da Maia - Psicóloga

Redes Sociais

Facebook Twitter RSS Contato
VEM AÍ NOVIDADES EM DEZEMBRO! Aguardem!
Anunciantes Blog do Juares

Colunistas

Jaqueline da Maia - Psicóloga

Família= fator de risco ou prevenção

28/10/2014 | 09h58
Compartilhe:

Trabalhando há algum tempo com usuários de drogas em recuperação, não se pode deixar de salientar o fator determinante que exerce a família sobre esse individuo.

Família é o primeiro ambiente em que vivemos, nascemos após nove meses de tranquilidade (ou não), e o universo particular que nos aguarda nem sempre oferece ao bebê a qualidade ideal para que ele possa se desenvolver corretamente.

Vivemos num mundo em que o tempo escorre de nossas mãos, somos vítimizados pelo consumismo exagerado que é uma marca registrada das gerações hight tech. As famílias estão muito preocupadas em suprir as demandas que a mídia cria, na ilusória tentativa de fazerem seus filhos mais felizes a partir de “coisas”. E assim tempo de qualidade é algo raro e caro.

Enfrenta-se diariamente uma rotina de estresse, e nos momentos em que se poderia investir em relações o ser humano atual gasta defronte a tela do computador porque precisa estar plugado, saber o que está acontecendo no mundo, porque o tempo não para.

Mas quando se começa a perceber comportamentos estranhos, quando percebe que aquele filho ou filha que antes era tão conhecido, não habita mais ali, nesse momento a casa desaba e aquela família que pensava que estava tudo bem, nota que em algum momento perdeu o foco do que realmente importava.

Não basta ter uma casa confortável, roupas, alimentação, locomoção, o ser humano precisa do olhar, do gesto e do sentimento de reciprocidade. Quando os pais percebem que algo mudou, muitas vezes é irreversível.

Atualmente tudo é muito rápido, e a ação das drogas e sua destruição também. Não é raro ouvir nos relatos das pessoas contando como caíram nas drogas, sobre a solidão de quem fica à margem e se perde sem saber nem pra quem nem onde pedir ajuda, sem se darem por conta que muitas vezes o inicio se deu no ambiente que deveria tê-los protegido.

Criança aprende por EXEMPLARIDADE, se os pais fumam, bebem, tem comportamentos inadequados, como esperar que essa criança não carregue em sua bagagem informação suficiente para ser presa fácil e cair no vicio?

Muitos pais que descobrem seus filhos “usuários de drogas” querem saber o que foi que aconteceu? Mas é muito comum não aceitarem ou negarem a grande participação ou ausência para que isso acontecesse.

É muito importante que a família comece a repensar na importância das relações, do olhar sobre si e sobre os outros que fazem parte dessa instituição.

Que reaprendam a olharem para si e para as pessoas mais importantes de suas vidas, seus filhos. Que resgatem a conversação e a capacidade de ouvir, esse é o começo da verdadeira recuperação do ser humano.

Jaqueline da Maia

Psicóloga Clínica

Celular: (51) 9889 0134 - Vivo

Compartilhe:

Drogas: uma epidemia

06/06/2014 | 13h59
Compartilhe:

Claro que ouvimos isso diariamente, uma verdade incontestável.

O crack, cocaína, álcool, maconha, mata o indivíduo com requintes

de crueldade, de uma forma brutal, desumana.

Primeiro mata a alma, porque acorrenta o indivíduo naquela busca incessante por um prazer ilusório, que se torna necessário para a sua satisfação imediata, roubando-lhe toda a sua inocência e sonhos. Deixando somente o vazio.

Depois corrói lentamente sua rede afetiva, quando o afasta daqueles que mais ama, com atitudes intempestivas, violentas e até então desconhecidas e por todos e por ele mesmo. A família é a primeira a sofrer a dor da ausência cada vez mais comum no cotidiano do usuário, que busca por pessoas que como ele, vive uma vida clandestina, e à margem da sociedade.

Muda de vida, de horário e rotina é algo que deixa de existir, seus compromissos vão sendo minados pela sua procura de prazer.

Os amigos que antes coloriam seu caminho sucumbem e se afastam gradativamente, cansados das tentativas de conscientizar sobre os efeitos maléficos de seu comportamento.

Logo após, o indivíduo está sozinho a mercê da droga como uma marionete. E tudo vira um caos.

Para a família o compromisso afetivo e social, mesmo que seja uma tarefa difícil, são de sua responsabilidade, manutenção da esperança e a responsabilidade pelas tentativas de recuperação.

Nesse contexto ainda terão que lidar com as noites mal dormidas a espera do(a) filho(a) que não chega, e quando isso acontece seu estado de degradação assusta e arrasa, e aquele menino(a) cheio(a) de vida vai aos poucos dando lugar a um corpo com sinais visíveis do efeito nocivo que as drogas deixam, e junto com essas marcas os sonhos vão desaparecendo dando lugar ou desespero e desesperança.

Fica o apelo aos pais ou cuidadores para a real importância de suas funções na vida de seus filhos, de observarem mudanças comportamentais, de vigiarem e conferirem informações e horários, de se apoderarem de seu direito de serem pais e responsáveis de conduzi-los pelo caminho até a maturidade desses seres que colocaram nesse mundo.

Sabemos que a tarefa é difícil, árdua e infindável, mas ninguém prometeu que ser PAI E MÃE seria fácil.

Jaqueline da Maia – Psicóloga – CRP 07/19.163

Atende: Clínica, Institucional, Escolar, Palestras, Workshop,Treinamentos

Telefone para contato: 51 - 9624 9444 (Vivo)

Atende: Camaquã e Tapes/RS

Compartilhe:

SOLIDARIEDADE, é bom para quem?

28/02/2014 | 13h03
Compartilhe:

Após ler matéria veiculada neste Blog sobre um acidente na Br 116 em Tapes, onde após uma ultrapassagem indevida um motorista causou um acidente e ainda fugiu do local sem prestar ajuda hoje pela manhã, me peguei a refletir sobre a solidariedade. Assunto desgastado, porém de extrema necessidade num momento de vulnerabilidade social que assola todo o país. Acidentes acontecem, por vários motivos, imprudência, azar, descuido, não importa o nome, só sei que acontecem, e quando isso se dá conosco adquire outra conotação muito pessoal, mas e como é que vemos quando é com o outro?

As pessoas atualmente andam sedentas de gestos de afeto, mas as ações de alguns indivíduos nos impedem de sermos naturalmente espontâneos. A impressão que tenho é que vivemos numa sociedade livremente trancafiada, se é que isso existe? O gesto, a atitude, o posicionamento, nos confunde, nos induz, nos indaga, será que fazer o bem sem querer nada em troca nos estigmatiza e assumir nossos atos saiu de moda e não é mais tão importante? Sabe-se que o maior beneficiado do gesto benevolente é o que executa, mas parece que não é só no transito que as boas maneiras e gestos de compreensão tornaram-se atitudes pouco utilizadas, as pessoas andam carentes de gestos solidários a qualquer hora em qualquer lugar.

A tensão toma conta de todos e hoje o que vemos são legiões de pessoas acabrunhadas, de cenho cerrado, com dores por todos os lados, com doenças de pele, com queda de cabelo, insônia, problemas digestivos, o cotidiano não perdoa e a sociedade menos ainda. Mas temos que lembrar que a sociedade somos nós, e o resultado do que somos está aí, para quem puder sobreviver a ela, o Carnaval será uma prova de fogo e talvez uma oportunidade para exercitar a paciência e a tolerância, fundamentais no processo solidário.

A que hora deve-se começar a ser solidário???Agora, já, neste momento. O maior beneficiado será você e com certeza essa sensação de bem estar, de dever cumprido se transformará em saúde física, mental e afetiva. Comece, no inicio você pode até surpreender quem está ao seu redor, mas vencido o primeiro obstáculo, o sorriso que ganhará em troca será uma recompensa sem preço.

Jaqueline da Maia – Psicóloga – CRP 07/19.163

Atende: Clínica, Institucional, Escolar, Palestras, Workshop,Treinamentos

Telefone para contato: 51-96249444 (Vivo)

Atende: Camaquã e Tapes

Compartilhe:

Adolescência

02/02/2014 | 12h05
Compartilhe:

A adolescência ainda continua sendo um campo fértil para estudos, e de grandes surpresas. Sentimentos em ebulição e grande confusão  fazem parte desse período que muitos delimitam entre os 11 anos e meio até os 25 anos, isso mesmo, atualmente se fala numa adolescência tardia, onde o ser humano luta incansavelmente para abandonar a criança  que habita nele e adentrar de fato no tal mundo dos adultos, do qual todos estamos fadados a permanecer até o fim dessa estrada que chamamos vida.

São vários os momentos críticos, as mudanças no corpo, na fala, a necessidade de aceitação por algum grupo, as primeiras experiências, a relutância dos pais em aceitarem que os filhos já estão fazendo uso desse corpo que é tão estranho, mas que está ali em pleno desenvolvimento e com os hormônios a flor da pele.

Os conflitos são inevitáveis e as confrontações são  mais frequentes, e não raro é a necessidade de acordos(que nem sempre são cumpridos), e a necessidade de um mediador para que a mensagem emitida seja compreendida corretamente do outro lado.

Os pais se assustam com essa realidade, mas acreditem os jovens também! Estão todos assustados! A mãe que até então era a referencia da filha passa a ser apenas uma conhecida, o pai que antes era o herói agora ocupa o cargo de delimitador, e tudo muda num segundo. Atitudes que antes nem se cogitava existir, passam a ser utilizadas no cotidiano e todo mundo se atrapalha entre farpas trocadas e o medo da perda do controle.

Tenham calma, observem, não tenham medo de perder o amor de seus filhos por exigirem algumas coisas ou por controlarem horários e se os afazeres estão sendo executados corretamente. Este é o papel dos pais: CUIDAR, ZELAR, PROTEGER, AMPARAR. É aos pais que cabe a árdua tarefa de estar ali em qualquer hora e situação. Então tenham força e determinação, a adolescência é um período rico e bonito, basta lembrar que um dia todos foram jovens e se colocar no lugar de seus filhos levando em conta que nossa sociedade mudou e muito. Estejam firmes no leme de seus navios, e a tripulação não temerá tormenta alguma.

Jaqueline da Maia - Psicóloga Atende: Clínica, Institucional, Escolar, Palestras, Dependência Química,Workshop,Treinamentos. ATENDE NA CLÍNICA REENCANTAR.Telefone para contato: 51-96249444(Vivo)

Compartilhe: