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Jaqueline da Maia - Psicóloga

As cracolândias também estão aqui...

28/01/2015 | 09h24
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Segunda passada dia 26 de janeiro a RBS veiculou uma matéria sobre a reabertura das cracolândias em POA/RS. Peguei-me achando que era uma piada. Lamento informar: AS CRACOLÂNDIAS NUNCA FECHARAM, MAS CRESCERAM E AUMENTARAM, é que mesmo que tenhamos olhos para ver preferimos manter eles fechados, e enquanto o governo de fato e direito juntamente com a sociedade não tomarem atitudes reais, isso só vai piorar. Enquanto isso milhares de pessoas aceitam as verdades que aparecem na telinha como sendo verdades inquestionáveis e acreditam em tudo o que a mídia vomita em nossas TVs diariamente.

Minha indignação tem um motivo, trabalho há mais de dois anos com usuários em recuperação ou que ainda estão em uso e fico espantada com o crescimento desenfreado do consumo. CRACK NÃO MATA, MAS TORNA O INDIVÍDUO UM ESCRAVO.

Mas voltando a MATÉRIA DA RBS, as Cracolândias são reais e estão aí todos os dias esfregando em nossas caras a dura e triste realidade da fraqueza humana. Sim, SOMOS FRACOS, e temos muitos momentos ruins, e é nesses momentos em que a droga entra nas vidas.

As Cracolândias não são determinadas por tamanhos, na verdade são lugares em que usualmente os viciados se encontram para fazer uso das substancias, e nesse lugar se acumula lixo humano de todas as mais variadas formas. É só andar pelo centro á noite, com certeza veremos que a nossa Praça Zeca Netto é habitada há algum tempo por moradores fixos, fora as casas e terrenos abandonados. Eles estão por aí. Cometem pequenos furtos, pois sua escravidão é barata, uma pedra é quase nada, porém o usuário perde tudo.

Impressiona-me o fato de que nesses últimos três meses foram talvez à primeira vez que se falou sobre as cracolândias. Onde vocês pensam que foi a de São Paulo? As pessoas foram distribuídas, afinal seria horrível que o mundo todo se deparasse com aquilo em plena Copa do Mundo. Mas eles estão por lá e por aqui. O CRACK é um câncer social, e atingi qualquer pessoa em qualquer classe social. Ações e projetos? Vemos e ouvimos sobre muitos, mas eficácia? Bem isso é outra coisa. Políticas de prevenção? Redução de danos? Muitas perguntas, mas de resposta só uma matéria da RBS em horário nobre anunciando o óbvio, o real, o cotidiano.

Em nossa cidade contamos com um Centro de Recuperação que trabalhou esses dois últimos anos para poder ter condições de ser reconhecida entre as cinco comunidades terapêuticas nacionais que possuem todos os requesitos para funcionamento em ordem. Mas é preciso mais. É preciso mais leitos, mais profissionais, mais conscientização, mais comprometimento. O uso de drogas é uma doença que pode ser tratada, e o usuário tem o direito e a oportunidade de conquistar novamente o seu lugar na sociedade.

Terei muitas histórias tristes para contar no durante da minha vida profissional, mas terei muito mais histórias de vitórias, quem trabalha com recuperação precisa ter essa característica: de acreditar no ser humano. Acredito em recuperação, mas sei que é difícil e que são menos de 20% de usuários que conseguem se manter de pé.

Não espero o CRACK entrar em sua vida para aderir à causa do combate ao uso. Não se limite, não fique parado. Amanhã pode ser com você.

Jaqueline da Maia– Psicóloga Clínica/ Atendimento com hora marcada: (51) 9889 0134

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Um ano termina e nasce outra vez...

31/12/2014 | 11h23
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Na última manhã de 2014 meu pensamento voa numa retrospectiva pessoal, e me espanto com a quantidade de lembranças que me veem numa velocidade ímpar. Angariamos lembranças de muitas coisas boas e ruins, e mesmo que não tenhamos certeza todas elas nos modificaram de maneira irreversível, até mesmo aquelas das quais não demos a mínima importância. Pois como diz o Lulu: ...”nada do que foi será de novo do jeito que já foi...”. Me pego saudosa entre tantas imagens e sensações. O ser humano tem grande dificuldade de se desapegar. Vivemos numa sociedade que inverteu valores e deixa o ser humano meio perdido sem saber se segue seu coração ou os apelos da mídia. Muitas pessoas sofrem de surdez sentimental e não sabem.

Assistindo as várias retrospectivas confirmo a teoria que o tempo escorre pelas mãos mesmo que essas concepções se modifiquem conforme a idade em que nos encontramos. Para um adolescente um ano é uma eternidade, já para um adulto a coisa funciona de maneira oposta. E, no entanto é o mesmo tempo, mas com o passar começamos a nos dar conta que não vivemos tudo o que há para viver. Então num dia como hoje mesmo estando organizando a ceia da virada, e alegres com tantas expectativas, haverá momentos de saudosismo saudável, para podermos nos alimentar de certos afetos e momentos que ficarão guardados no nosso guarda-roupa interno e que levaremos por toda a nossa vida.

Que possamos trabalhar o desapego, mas que saibamos discernir sobre o que merece ser levado conosco e o que realmente deva ser deixado para trás. O passado se revisita apenas para que não cometamos os mesmos erros e para matarmos uma saudade velada de situações e pessoas que nos marcaram. Que consigamos manter a capacidade de aprender sempre, a todo o momento. Que a gente compreenda de fato que somos um corpo habitado por uma alma que busca a felicidade, mas que entende que a felicidade é feita de pequenos momentos costurados entre situações doloridas.

Que a solidariedade seja um exercício constante, e que se torne um comportamento habitual em nossas rotinas. O maior beneficiado será sempre àquele que doa. Que se possa utilizar dos nossos sentidos e que não se duvide de nossa capacidade melhorar a cada instante. Que nos responsabilizemos por nossas escolhas e ações e que se compreenda que tudo o que se fizer interferirá em nossas vidas e na vida de quem estará ao nosso redor, isso chama-se de livre arbítrio, então cuidemos de nossos ATOS, PALAVRAS E OMISSÕES.

E só há uma certeza: “SOMOS FRUTOS DE NOSSA PRÓPRIA CONSTRUÇÃO”, então os dias e noites de 2015 serão exatamente aquilo que fizermos deles. Paz, amor, sucesso e muita saúde a todos é o que desejo.

Jaqueline da Maia - Psicóloga CRP 07/19163

Fone: (51) 9889 0134

Camaquã/RS

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Crack e seus efeitos destruidores

14/11/2014 | 17h07
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O consumo de substâncias químicas e álcool crescem vertiginosamente atualmente. Isso se constitui num grande desafio das políticas de Prevenção adotadas pelo governo, se serão realmente eficazes nesse controle?

Na nossa cidade existem entidades voltadas para essa população, ainda sem muita ajuda e quase nenhum incentivo, mas as pessoas que acreditam na recuperação contam com sua determinação e crença.

Os usuários deixaram de ser um problema tão somente da família, tornaram-se um problema social, e vemos diariamente andarilhos buscando doações, fazendo ameaças e até mesmo roubando para conseguir manter o vício.

O CRACK, é uma dessas substâncias, sendo que torna seu usuário um zumbi ambulante, e da primeira tragada até virar caso de policia gira em torno de 6 a 8 meses.

O CRACK é obtido pelo aquecimento de cocaína e água misturada com bicarbonato de sódio, dessa mistura surgem as pedras de formatos irregulares que são buscadas com tanta ansiedade por aquele que se tornou um dependente escravizado de tal substância.

O CRACK por ser um tipo de cocaína fumada, leva ao cérebro uma grande quantidade de moléculas, produzindo uma sensação de prazer intenso, PORÉM A DROGA É RAPIDAMENTE ELIMINADA DO ORGANISMO, ISSO PRODUZ UMA SENSAÇÃO DE IMENSO DISPRAZER E A ENORME VONTADE DE REUTILIZAR A DROGA. Por isso que os usuários são como zumbis, se tornando um ser só preocupado com a próxima pedra, deixando de lado a família, amigos, estudo, sentimentos como autopreservação, autoestima, sonhos, projetos, enfim tudo o que possuiu ou construiu. Por ser uma droga muito barata o aumento de seu uso se acentua entre as outras substâncias conhecidas, importante salientar que seus danos são irreparáveis.

As complicações advindas do uso do CRACK abrangem todas as áreas da vida do indivíduo. A ação da droga no sistema nervoso causa a perda do controle do uso, provoca aceleração no coração, aumento de pressão arterial, agitação psicomotora, dilatação das pupilas, aumento de temperatura corporal, sudorese, tremor muscular, tonteiras e ideias de perseguição. O pulmão e muito exposto ao produto, produzindo tosse com escarro enegrecido, dor no peito com ou sem falta de ar, piora da asma, sangue na secreção. Muitos usuários dessa substância ficam tão fragilizados e se tornam presas fáceis da TUBERCULOSE, disseminando também essa doença por onde passam.

Ainda podem ocorrer: isquemias, arritmias cardíacas, infartos e problemas no músculo cardíaco. As doenças sexualmente transmissíveis são comuns entre usuários devido ao comportamento de risco que adotam, onde trocam de parceiros, não usam preservativos e muitos fazem do sexo uma maneira de adquirir a droga. Perdem a fome e o sono, têm dores abdominais e náuseas, e os hábitos de higiene começam a serem deixados de lado.

São muitos os efeitos colaterais, a vida se destrói e tudo o que se encontra no entorno também. É importante que os pais ou cuidadores, prestem atenção as mudanças de comportamento de seus filhos, participem efetivamente de suas vidas, se necessário fiscalizem seus horários, amizades e lugares que frequentam. Vamos fazer a nossa parte, e talvez a gente consiga diminuir a lista de pessoas que sucumbiram diante desse inimigo chamado: CRACK. (por JAQUELINE DA MAIA/PSICÓLOGA/CEL: 51-98890134)

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Família= fator de risco ou prevenção

28/10/2014 | 09h58
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Trabalhando há algum tempo com usuários de drogas em recuperação, não se pode deixar de salientar o fator determinante que exerce a família sobre esse individuo.

Família é o primeiro ambiente em que vivemos, nascemos após nove meses de tranquilidade (ou não), e o universo particular que nos aguarda nem sempre oferece ao bebê a qualidade ideal para que ele possa se desenvolver corretamente.

Vivemos num mundo em que o tempo escorre de nossas mãos, somos vítimizados pelo consumismo exagerado que é uma marca registrada das gerações hight tech. As famílias estão muito preocupadas em suprir as demandas que a mídia cria, na ilusória tentativa de fazerem seus filhos mais felizes a partir de “coisas”. E assim tempo de qualidade é algo raro e caro.

Enfrenta-se diariamente uma rotina de estresse, e nos momentos em que se poderia investir em relações o ser humano atual gasta defronte a tela do computador porque precisa estar plugado, saber o que está acontecendo no mundo, porque o tempo não para.

Mas quando se começa a perceber comportamentos estranhos, quando percebe que aquele filho ou filha que antes era tão conhecido, não habita mais ali, nesse momento a casa desaba e aquela família que pensava que estava tudo bem, nota que em algum momento perdeu o foco do que realmente importava.

Não basta ter uma casa confortável, roupas, alimentação, locomoção, o ser humano precisa do olhar, do gesto e do sentimento de reciprocidade. Quando os pais percebem que algo mudou, muitas vezes é irreversível.

Atualmente tudo é muito rápido, e a ação das drogas e sua destruição também. Não é raro ouvir nos relatos das pessoas contando como caíram nas drogas, sobre a solidão de quem fica à margem e se perde sem saber nem pra quem nem onde pedir ajuda, sem se darem por conta que muitas vezes o inicio se deu no ambiente que deveria tê-los protegido.

Criança aprende por EXEMPLARIDADE, se os pais fumam, bebem, tem comportamentos inadequados, como esperar que essa criança não carregue em sua bagagem informação suficiente para ser presa fácil e cair no vicio?

Muitos pais que descobrem seus filhos “usuários de drogas” querem saber o que foi que aconteceu? Mas é muito comum não aceitarem ou negarem a grande participação ou ausência para que isso acontecesse.

É muito importante que a família comece a repensar na importância das relações, do olhar sobre si e sobre os outros que fazem parte dessa instituição.

Que reaprendam a olharem para si e para as pessoas mais importantes de suas vidas, seus filhos. Que resgatem a conversação e a capacidade de ouvir, esse é o começo da verdadeira recuperação do ser humano.

Jaqueline da Maia

Psicóloga Clínica

Celular: (51) 9889 0134 - Vivo

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Drogas: uma epidemia

06/06/2014 | 13h59
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Claro que ouvimos isso diariamente, uma verdade incontestável.

O crack, cocaína, álcool, maconha, mata o indivíduo com requintes

de crueldade, de uma forma brutal, desumana.

Primeiro mata a alma, porque acorrenta o indivíduo naquela busca incessante por um prazer ilusório, que se torna necessário para a sua satisfação imediata, roubando-lhe toda a sua inocência e sonhos. Deixando somente o vazio.

Depois corrói lentamente sua rede afetiva, quando o afasta daqueles que mais ama, com atitudes intempestivas, violentas e até então desconhecidas e por todos e por ele mesmo. A família é a primeira a sofrer a dor da ausência cada vez mais comum no cotidiano do usuário, que busca por pessoas que como ele, vive uma vida clandestina, e à margem da sociedade.

Muda de vida, de horário e rotina é algo que deixa de existir, seus compromissos vão sendo minados pela sua procura de prazer.

Os amigos que antes coloriam seu caminho sucumbem e se afastam gradativamente, cansados das tentativas de conscientizar sobre os efeitos maléficos de seu comportamento.

Logo após, o indivíduo está sozinho a mercê da droga como uma marionete. E tudo vira um caos.

Para a família o compromisso afetivo e social, mesmo que seja uma tarefa difícil, são de sua responsabilidade, manutenção da esperança e a responsabilidade pelas tentativas de recuperação.

Nesse contexto ainda terão que lidar com as noites mal dormidas a espera do(a) filho(a) que não chega, e quando isso acontece seu estado de degradação assusta e arrasa, e aquele menino(a) cheio(a) de vida vai aos poucos dando lugar a um corpo com sinais visíveis do efeito nocivo que as drogas deixam, e junto com essas marcas os sonhos vão desaparecendo dando lugar ou desespero e desesperança.

Fica o apelo aos pais ou cuidadores para a real importância de suas funções na vida de seus filhos, de observarem mudanças comportamentais, de vigiarem e conferirem informações e horários, de se apoderarem de seu direito de serem pais e responsáveis de conduzi-los pelo caminho até a maturidade desses seres que colocaram nesse mundo.

Sabemos que a tarefa é difícil, árdua e infindável, mas ninguém prometeu que ser PAI E MÃE seria fácil.

Jaqueline da Maia – Psicóloga – CRP 07/19.163

Atende: Clínica, Institucional, Escolar, Palestras, Workshop,Treinamentos

Telefone para contato: 51 - 9624 9444 (Vivo)

Atende: Camaquã e Tapes/RS

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