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Jaqueline da Maia - Psicóloga

Gravidez na adolescência

10/11/2017 | 17h31
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A ocorrência da gravidez na adolescência é considerada um importante problema de saúde pública no Brasil, fato que vem aumentando o número de gravidezes e diminuindo a idade das adolescentes. O acesso à educação é de grande importância para se evitar tal problemática. A adolescente com maior escolaridade e maiores oportunidades de renda é menos propensa à gravidez não planejada. O conhecimento e o acesso aos métodos contraceptivos, para o uso de forma regular é um dos fatores fundamentais para estruturação de um sistema de planejamento familiar; a falta de informação ainda é um grande problema. Alguns estudiosos citam o comportamento dos adolescentes como decorrência da falta de maturidade nesse período aliado ao sentimento de culpa em relação a sua sexualidade ativa.

A utilização inadequada de métodos contraceptivos, o início precoce da atividade sexual, juntamente com a orientação errada ou muitas vezes ausente sobre sexualidade tem levado ao crescimento da gravidez na segunda metade da adolescência. A adolescência quase nunca é vivenciada com simplicidade e tranquilidade, sendo de grande fragilidade e instabilidade emocional. Os sentimentos do jovem não são mais como os da criança, tampouco como os do adulto. Muitas vezes, os adolescentes não conversam com os adultos porque acham que todos sabem o que estão pensando; outras, falam muito e reclamam que ninguém lhes escuta. Por tudo isso, a adolescência é um dos momentos mais especiais na evolução de cada pessoa, exige atenção muito especial. É importante que as pessoas que lidam com adolescentes tenham sensibilidade para perceber o adolescente em sua totalidade física e psíquica e sentimental, respeitando suas origens, seus preconceitos e tabus.

Jaqueline da Maia - Psicóloga Clínica CRP 07/19163

Telefone: (51) 99889 0134

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Anorexia nervosa

07/11/2016 | 22h07
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O verão chegou e com ele todas as coisas inerentes à estação. Enquanto alguns pensam em sol, sorvete e praia alguns sofrem por outros motivos, com o calor é comum aquela paradinha na frente do espelho, para dar uma conferida na produção, mas para algumas pessoas se transforme num inimigo, ou um meio de apontar os defeitos que a “ tal moda dita”, sobre o que é O CORPO PERFEITO, e isso tornou a vida de algumas pessoas um ato de peregrinação, sacrifícios e muitas vezes punição na incessante busca da perfeição(!?). Só que existem pessoas que são muito vulneráveis, e por vários motivos não conseguem controlar alguns impulsos , e o que começa com uma vaidade ( ser magra parece que é sinônimo de beleza!!!???) pode desencadear distúrbios, entre eles a ANOREXIA NERVOSA.

É um distúrbio alimentar que provoca uma perda de peso acima do que é considerado saudável, assim as pessoas que estão nesse processo continuam a ter medo de engordar, mesmo já apresentando um peso abaixo do normal para sua estatura. O individuo com o distúrbio possui uma distorção de sua imagem corporal. Quando se olha no espelho o que vê é um corpo acima do peso, assim se acrescenta a esse quadro a ANSIEDADE, que colabora e reforça o comportamento do “não comer”, muitas vezes se tornando mais agressivo.

A causa da anorexia ainda é desconhecida, mas deve se levar em conta: fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Ambientes familiares onde a APARÊNCIA é mais importante que a ESSÊNCIA é perfeita para que esse tipo de distúrbio se instale. A questão genética, hormonal, social pode contribuir para a manutenção do quadro e deve ser observada.

Esse distúrbio surge com mais frequência em: mulheres, mas homens também desenvolvem; jovens – por sofrerem pressão social; casos já existentes na família; em momentos de grandes mudanças na vida ou na rotina do adolescente; pessoas ligadas ao esporte, mundo artístico e modelos. Sendo a mídia uma das grandes responsáveis pelo desenvolvimento desse distúrbio.

Sintomas: medo de engordar ou ficar acima do peso, recusa em se manter num peso adequado a idade e altura, imagem do corpo distorcida, falta de menstruação, vômitos provocados, uso indiscriminado de diuréticos - laxantes, pensamento lento, depressão, sensibilidade ao frio (vestir várias roupas p ficar aquecido e disfarçar a silhueta). O ideal é procurar ajuda aos primeiros sintomas, sendo que a família é muito importante, pois é ela que vai perceber e procurar ajuda.

Jaqueline da Maia

Psicóloga

CRP 07/19163

CEL 51-99889-0134

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Automutilação ou cutting

24/10/2016 | 11h28
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 A automutilação é um assunto dolorido e de difícil abordagem, tanto com aquele que comete como a família que observa quase que paralisada tal ação. Para a maior parte das pessoas é algo muito difícil de entender. Automutilação ou cutting começou a ser observada e estuda em 1969, por Loovas e Simmons, que observaram que uma criança autista se machucava com mais frequência após receber atenção de seus cuidadores, defenderam a tese de que o “comportamento de se machucar (ou automutilar) era mantido pelas coisas que as pessoas faziam para ele após ele emitir este comportamento”.

Em 1977, analistas de comportamento começaram a pensar que o problema comportamental na automutilação era um problema de comunicação, relacionado a necessidade de mais atenção ou uma fuga de atividades desagradáveis, ou também relacionado a consequências sensórias , como se o comportamento de causar em si dor atenuasse uma dor interna muito maior. Sabe-se que automutilação em pessoas diferentes possuem causas diferentes.

No processo de tratamento é importante: identificar a causa funcional da automutilação e desenvolver com os pacientes técnicas de treinamento para a comunicação (o paciente ao aprender outras formas de expressar, de comunicar os seus sentimentos, faz com que as parem ou diminuam este comportamento).

O mais importante a ser observado: qual motivo e porque a pessoa tem este comportamento? É papel do psicólogo, entender as causas reais do problema, bem como auxiliar o entendimento por parte do paciente para que o mesmo compreenda que é possível conseguir atenção, sensações corporais de alívio, fugir de coisas aversivas ou desagradáveis sem ter que partir para a automutilação, além de orientar a família com o manejo do paciente.

Jaqueline da Maia

Psicóloga

07/19163

Fones: 51-9889-0134 (Vivo) / 51-8655-1516 (Oi)

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O que é TDAH?

05/09/2016 | 12h49
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Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, o TDAH, é um distúrbio biopsicossocial, isto é, parece haver fortes fatores genéticos, biológicos, sociais e vivenciais que contribuem para a intensidade dos problemas experimentados” (SANTOS, 2006).

No entanto, o aparecimento desses fatores pode variar conforme o tempo de exposição aos problemas vivenciados no cotidiano pelo indivíduo exposto.

Algumas características que se salientam nas crianças, jovens e adultos portadores do TDAH, eles apresentam forte tendência à distração estímulos do ambiente desviam a atenção das tarefas que estão sendo executadas naquele momento; o foco de atenção é muito breve. Parecem estar sempre no “Mundo da Lua”. Atenção alterada e apresenta períodos de profundo cansaço mental e às vezes físico, especialmente após a realização de tarefas nas quais foi obrigado a permanecer concentrado.
Possui uma série de pensamentos incessantes, que dificulta a canalização de esforços e a realização de trabalhos nos prazos pré-estabelecidos (sensação de stress constante)

IMPULSIVIDADE/ HIPERATIVIDADE: age por impulso, sem pensar, podendo colocar a própria pessoa em risco. Pode apresentar altas taxas de rejeição e de impopularidade frente aos colegas. Em adultos, a hiperatividade mental ou psíquica apresenta-se de maneira mais sutil (mas não significa que seja menos penosa que a hiperatividade física). Normalmente interrompe a fala do outro, muda de assunto antes que seu interlocutor dê uma resposta; não dorme ou dorme mal à noite porque seu cérebro fica tão agitado que não consegue “desligar”. Quando crianças são agitadas, movem-se de um lado para outro sem parar quietas. -Pode apresentar elevada taxa de prejuízo acadêmico. Maior presença de sintomas de conduta, de oposição e desafio (TOD = Transtorno Opositivo Desafiador, TC = Transtorno de Conduta). Desatenção. Não consegue prestar muita atenção em detalhes ou comete erros por descuido. Tem dificuldade em manter a atenção no trabalho ou no lazer. Não ouve quando abordado diretamente. Não consegue terminar as tarefas escolares, os afazeres domésticos ou deveres de trabalho. Tem dificuldade em organizar atividades. Evita tarefas que exigem um esforço mental prolongado. Perde coisas. Distrai-se facilmente. É esquecido.

Ainda se pode observar nas crianças outros comportamentos, é importante a procura de um profissional adequado para que se possa tirar dúvidas e receber orientações sobre um tratamento e manejo adequados. No convívio familiar/social e escolar os portadores de TDAH: tamborilam com os dedos ou se contorcem na cadeira, saem do lugar quando se espera que permaneçam sentados, correm de um lugar para o outro ou escalam coisas em situações em que tais atividades são inadequadas, tem dificuldades de brincar em silêncio, agem como se fosse “movidos a pilha”, falam em excesso, respondem antes que a pergunta seja completada, tem dificuldade em esperarem sua vez, interrompem os outros ou se intrometem .

Estudos revelam que 2 a 5% das crianças e 2 a 4% de adultos apresentam sintomas marcantes de TDAH. Pesquisas indicam que muitas das crianças medicadas e diagnosticadas não se enquadram no diagnóstico e outras não recebem o diagnóstico adequado.

Principais Consequências: baixo desempenho escolar , dificuldades em relacionamento, baixa autoestima , interferência no desenvolvimento educacional e social , predisposição a distúrbios psiquiátricos .

Jaqueline da Maia

Psicóloga

CRP -07/19163

Cel: (51) 9889 0134

 

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Avós que cuidam dos netos têm menos doenças

28/07/2016 | 10h09
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Título da palestra ministrada a convite do Hospital Nossa Senhora Aparecida, na Semana de Prevenção a Saúde dos Avós, com uma programação intensa, que se iniciou no dia 25 deste mês e encerra nesta sexta, dia 29 de Julho.

De forma leve e descontraída foi abordado as diversas formas como hoje a configuração familiar se apresenta e a importância cada vez maior do idoso na manutenção emocional, social e econômica dela. A relação entre avós e netos é salutar, pois trás muitos benefícios para ambos.

Benefícios para as avós:

Afasta a depressão: A boa relação entre avós e netos ajuda a reduzir os sintomas da depressão nas duas gerações. No caso dos netos, a relação ajuda a passar uma maior segurança. Já para os avós, a criança representa um tempo de renovação que lhe aproxima da juventude.

Ajuda a ficarem mais ativos: O contato com a criança distrai e ajuda a te deixar mais ativo, fazendo com que você se sinta mais útil. Isso porque, com a convivência com a criança estimula o idoso a realizar atividades que exijam mais movimentação, como brincar no parque, passear no shopping, etc.

Troca de gerações: Esse é um aspecto que costuma ser muito produtivo para o idoso, pois os netos ensinam as particularidades da sociedade moderna. Como novas ferramentas tecnologias, vestimentas, mudanças no cotidiano, entre outros fatores.

Benefícios para os netos:

Proteção e amor: A infância é um período marcado por muitas descobertas e transformações na vida da criança que começa a transitar para a adolescência. Neste momento, o papel dos avós é orientar sobre como são as mudanças e em que elas acarretam. E uma das melhores maneiras de fazer com que o pequeno aceite as transformações é lhe proporcionando muito carinho, amor e atenção. Dessa forma, com o carinho dos mais velhos, meninos e meninas sentem-se mais protegidos das mudanças.

Personalidade da criança: atuar fortalecendo os vínculos afetivos e familiar da criança ajuda na formação da sua personalidade. Isso porque é justamente nos primeiros anos da infância que são delineadas as principais características do jeito. Por isso, é importante que a família esteja perto e prestando o devido suporte físico e psicológico da criança.

Respeito pelos mais velhos: a companhia do avô ou avó faz com que a criança entenda como é ser mais velha e, diante disso, aprenda a respeitá-los, aceitando suas diferenças e a entendendo suas limitações.

CRIANÇAS QUE SÃO CRIADAS PELOS AVÔS RESSALTAM QUE PODE SER BENÉFICO TÊ-LOS COMO MENTORES, PORQUE NA AUSÊNCIA DOS PAIS PODERÃO TER UMA SENSAÇÃO DE PERTENCIMENTO À SUA FAMÍLIA DE ORIGEM.

Jaqueline da Maia

Piscóloga CRP 07/19163

Cel: (51) 9889 0134

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