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Estância da Figueira

07/05/2014 | 07h57 | Fonte: Catulo Fernandes
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Conforme texto publicado no livro “Camaquã Terra Farroupilha”, mediante pesquisa de João Máximo Lopes, organizado pelo Núcleo de Pesquisas Históricas de Camaquã, a Estância ou Fazenda da Figueira é, possivelmente, o prédio mais antigo do município, pois começou a ser construída em 1795, pelo charqueador, o Sargento Mor Boaventura José Centeno, cunhado de Bento Gonçalves da Silva, pois casado com Dona Antônia Gonçalves da Silva (Centeno).

O prédio em estilo colonial português, apresenta ainda, bom estado de conservação e situada em lugar estratégico para a época, isto é, uma elevação onde se podia visualizar horizontes de até 50 Km, coisa importante no período épico rio-grandense. Não é demais afirmar que ela foi o centro dos negócios da família Centeno, como pecuária, charque, erva-mate, lenha, madeira para construção e outras e, por conseguinte de Camaquã. Ela, portanto, teve grande relevância na evolução sócio-econômica do município.

Essa casa solarenga somente perdeu importância na segunda metade do século vinte. Seus sucessivos proprietários foram destacados líderes econômicos ou políticos, como o farroupilha e genro de Bento Gonçalves, Antônio José Centeno (filho de seu construtor), o empresário e pioneiro da lavoura de arroz, João Tamborindeguy; o constituinte, advogado e fazendeiro João Nunes de Campos, o empresário da aviação José Berta e seus sucessores, e atualemnte o diretor global Jayme Monjardim.

Ali também, viveu Caetana Gonzalez da Silva, muito amada esposa do Gal. Bento Gonçalves da Silva. A bela uruguaia de olhos verdes teve sete filhos do general e jamais renunciou a língua pátria. Ela termina seus dias de viuvez, na Fazenda da Figueira, na casa da filha Maria angélica e do genro Antônio José Centeno, em 30 de março de 1872. Os restos mortais de Caetana estão sepultados em um jazigo no cemitério São João em Camaquã, no bairro Santa Marta.

Na Estância da Figueira, em se tratando de imóvel rural, tem de ser levado em consideração, o seu entorno, em área mínima de 50 hectares, cuja natureza se conserva quase intacta ao tempo de sua construção. Registra-se, por oportuno, que nos últimos 50 anos ela sofreu modificações e supressões o que é de lamentar.

A histórica estância na década de 1960. Foto: Arquivo Criarte

Nos dias atuais a fazenda ainda conserva a beleza do passado. Foto: Alex Haas

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