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Sintomas da febre amarela podem ser confundidos com virose

03/02/2017 | 10h21 - Fonte: S2Publicom / Foto Divulgação
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Segundo especialista da Anhanguera de Caxias do Sul, os sintomas podem ser leves e regredir, ou evoluir para complicações graves

O Rio Grande do Sul não registra casos de febre amarela desde 2009, porém, como medida de precaução, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Governo do Estado do RS (Cevs/RS) emitiu um alerta epidemiológico sobre a doença, com informações sobre vírus e atualização vacinal da população para pessoas que vivem ou viajam para as áreas de recomendação da vacina. Como o estado possui muitas áreas rurais, está entre as áreas de risco. A vacina está disponível nos postos de saúde da região.

De acordo com a docente do curso de Farmácia da Anhanguera de Caxias do Sul, Evanise Oliveski dos Santos Visentini, os sintomas da doença podem ser leves e regredir, ou evoluir para complicações graves e até levar a morte. “A pele e os olhos do doente adquirem um tom amarelado, acompanhado de febre com calafrios, mal-estar, dor de cabeça, fortes dores musculares, cansaço, vômito e diarreia. São sinais que surgem de repente, em geral, de três a seis dias após a picada do inseto. Casos com evolução, com icterícia progressiva, hemorragias, comprometimento dos rins, fígado e pulmão, problemas cardíacos, convulsões e delírios podem levar à morte”, explica.

A especialista reforça que combater o mosquito Aedes aegypti nas cidades é uma forma de evitar surtos da doença nas áreas urbanas. “É importante eliminar os focos de água parada que possam servir de criadouro para os mosquitos, e usar repelentes de insetos no corpo e nas roupas para evitar as picadas. Também é importante que os municípios fiquem atentos a mortes de macacos nestas áreas, pois eles são os principais hospedeiros da doença (ajudam na detecção da circulação do vírus), já que a mortalidade destes animais pode indicar a presença do vírus em determinada região. O que permite que a população seja vacinada antes da proliferação da doença em seres humanos. Mas, é importante reforçar que o animal não é responsável pela transmissão da doença, e sim ajuda na descoberta da mesma”, pontua.

O possível surto da doença no Brasil não está descartado. “Nas áreas urbanas há um grande número de mosquitos Aedes aegypti, que também transmite a febre amarela”, finaliza.

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