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Em noite histórica, Bon Jovi conquista público ao revisitar carreira em Porto Alegre

20/09/2017 | 10h03 - Fonte: Correio do Povo / Foto Ricardo Giusti
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Banda apresentou alguns de seus sucessos absolutos durante duas horas e meia de show

Os relógios ainda nem tinham batido 21h30min, o horário previsto, quando as luzes se apagaram e uma bandeira do Brasil tomou conta do telão, levando o público ao delírio. Depois de uma sequência de imagens, o Bon Jovi subiu ao palco do estádio Beira-Rio para fazer sua estreia em Porto Alegre diante de um público estimado em cerca de 40 mil pessoas, de todas as idades. 

Como tem acontecido ao longo da atual turnê, “This House Is Not For Sale” foi a escolhida para abrir a apresentação. A música dá titulo ao último disco do grupo norte-americano, o primeiro após a saída do guitarrista Richie Sambora. Após essa, veio a primeira das mais antigas: “Raise Your Hands”, com Jon Bon Jovi comandando a coreografia de mãos levantadas. 

A primeira interação chegou logo depois dessa canção com um boa noite do icônico vocalista. Simpático, ele conquistou a galera dizendo que a cidade é mais bonita ao vivo e ainda lembrou que fazia tempo que não vinha ao Brasil, mas agora veio para três noites – depois da Capital, a banda segue para o Rock in Rio, na sexta, e para o São Paulo Trip, no sábado. Na sequência, uma dobradinha de clássicos dos anos 80: “You Give Love a Bad Name”, do álbum “Slippery When Wet (1986), e que ganhou um coro dos fãs no último refrão, e “Born to Be My Baby”, do disco “New Jersey” (1988). 

Para a balada “Lost Highway”, Jon Bon Jovi pegou o violão e se manteve cantando de olhos fechados e concentrado (como nas tantas vezes em que cerrou os punhos ao redor do microfone). Em seguida houve a primeira mudança em relação ao setlist apresentado nos dois primeiros shows da tour pela América do Sul, que começou no Chile na semana passada e depois passou pela Argentina no final de semana, com a execução de “Because We Can”, a única que aparece do álbum “What About Now”, de 2013. 

A segunda surpresa da turnê sul-americana surgiu após “I'll Sleep When I'm Dead” e “Runaway” com a execução de “We Got It Going On”, do álbum “Lost Highway”, de 2006. Ao fim, o cantor pediu para as luzes se apagarem e abriu caminho para uma versão acústica de “Someday I'll Be Saturday Night”, acompanhada a cada sílaba pelos fãs. Foi então que uma chuva de luzes de celular tomou conta do Beira-Rio para “Bed Roses”, um dos maiores clássicos da banda. A música acaba sendo uma das que mais evidencia que a voz de Jon talvez já não tenha o mesmo alcance ou potência de outros tempos, algo que já vem sendo apontado há alguns anos e inclusive foi muito citado na última passagem dele pelo Rock in Rio. Contudo, isso não chega a prejudicar o espetáculo. Pelo contrário, mostra que ele soube se adaptar e ainda recorrer ao suporte dos vocais do resto do grupo - e, claro, também do público, que aqui se entregou à noite histórica e desfrutou de cada segundo que pudesse cantar junto do ídolo. 

Cheio de energia e sem dar tempo para os fãs se recuperarem, o grupo logo puxou outro sucesso absoluto. “It’s My Life” colocou todo mundo a pular e cantar a plenos pulmões seu “it’s now or never” popularizado no ano 2000, comprovando, de quebra, que o Bon Jovi atravessou gerações e conseguiu se renovar ao longo da sua história. Seguindo na mesma década, veio “Who Says You Can't Go Home”, gravada originalmente com Jennifer Nettles. Essa foi deixa para Jon apresentar seus colegas de banda Hugh McDonald, Tico Torres, David Bryan e Phil X (o substituto de Sambora), sendo os dois últimos os mais carismáticos e aplaudidos. Os "reforços" Everett Bradley e John Shanks também foram mencionados por ele. 

“Roller Coster”, também novidade nestas apresentações no continente, voltou a representar o álbum “This House Is Not For Sale” e foi seguida por outra velha conhecida. Com ar nostálgico, “Wanted Dead or Alive” embalou o estádio em um momento em que o show já tinha mais de uma hora e meia de duração. Porém, como se para ninguém sentir o cansaço, “Lay Your Hands On Me” fez ecoar palmas por todo lado. E os aplausos pareciam servir de combustível para o norte-americano, que mostrou que nem mesmo o passar do tempo tirou dele seu conhecido sex appeal: sobrou sensualidade ao performático vocalista, que provou saber conduzir com maestria seus fãs. 

O clima animado seguiu com duas canções de distintos períodos do grupo, mais precisamente “Have a Nice Day” e “Keep the Faith”. A segunda, de 1992, trouxe um Jon Bon Jovi dançante tocando um par de chocalhos e solos dos músicos. Para encerrar a primeira parte do show, outra do início da carreira (a fase dos maiores hits e, consequentemente, a mais valorizada na apresentação): “Bad Medicine” levou o vocalista a descer do palco e cantar junto ao público que estava na grade, percorrendo toda a extensão dela. De volta ao seu posto, ele se enrolou em uma bandeira do Brasil e terminou a canção com a plateia em êxtase. 

Enquanto esperava o grupo voltar, o público mostrou que queria mais ligando a lanterna dos celulares e iluminando o local. Sem o vocalista, rolou um “olê olê olê” comandado pela banda e respondido com gritos de "Grêmio" e "Inter" por boa parte dos presentes. Jon então entoou “In These Arms” e depois “Blood on Blood”, uma espécie de lado B da banda. 

E se o Brasil está no coração de Jon, conforme ele mesmo disse, o público em Porto Alegre mostrou que a recíproca é verdadeira com a catarse coletiva promovida com o sucesso absoluto “Livin’ on a Prayer”, responsável por encerrar em altíssimo estilo o show. Alguns até ensaiavam os versos de “Always” (grande ausência no repertório que vinha tendo um segundo "bis  ao lado de "I'll Be There For You"), mas o fim já havia chegado. Após duas horas e meia, Jon Bon Jovi reverenciava o público e a banda agradecia o carinho e animação dos fãs, os quais pareciam querer apenas demonstrar que a espera foi longa, mas valeu a pena. 

Confira o setlist: 

1 – “This House Is Not for Sale”

2 – “Raise Your Hands”

3 – “Knockout”

4 – “You Give Love a Bad Name”

5 – “Born to Be My Baby”

6 – “Lost Highway”

7 – “Because We Can”

8 – “I'll Sleep When I'm Dead”

9 – “Runaway”

10 – “We Got It Going On”

11 – “Someday I'll Be Saturday Night”

12 – “Bed of Roses”

13 – “It's My Life”

14 – “Who Says You Can't Go Home”

15 – “Roller coaster”

16 – “Wanted Dead or Alive”

17 – “Lay Your Hands on Me”

18 – “Have a Nice Day”

19 – “Keep the Faith”

20 – “Bad Medicine”

Bis

21 – “In These Arms”

22 – “Blood on Blood”

23 – “Livin' on a Prayer”

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