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Seis pessoas são indiciadas por mortes em campo da PUCRS

Ataque ocorreu em dezembro de 2017 no Parque de Eventos da universidade
05/06/2018 | 07h41 - Fonte: Correio do Povo
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Seis pessoas foram indiciadas por matarem a tiros três homens. Os assassinatos ocorreram no final da tarde de 16 de dezembro de 2017, no Parque de Eventos da PUCRS. Além dos acusados, uma adolescente de 15 anos foi apreendida. Duas das vítimas, de 26 e 33 anos, morreram na hora. Um terceiro homem morreu três meses após o crime. Um outro homem, também alvejado, foi levado a um hospital e se recuperou.

Segundo o titular da 1ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Rodrigo Reis, dez pessoas estariam envolvidas no crime. “Duas são mulheres, uma de 32 anos, que pedimos a prisão preventiva, e a adolescente que já está apreendida. Além delas, oito homens foram os responsáveis pelos disparos”, disse o delegado. “Destes, cinco estão presos, dois mortos e um ainda não foi identificado. Possivelmente seja o que ficou ferido”, avaliou Reis, ressaltando que o inquérito foi finalizado na última sexta-feira. Os acusados, de acordo com o titular da 1ª DHPP, responderão por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe, formação de quadrilha e uma tentativa de homicídio, pois um dos atingidos sobreviveu ao ataque.

Câmeras

Segundo Reis, as câmeras de vigilância do local em que ocorria o jogo, além de denúncias e informações de testemunhas, foram fundamentais para identificar os assassinos. “Inicialmente, a hipótese era de que fosse um acerto de contas pela morte de Colete, no segundo semestre do ano passado, porém essa possibilidade acabou não se confirmando. O assassinato de Colete, salientou o policial, ocorreu por disputas internas no grupo.

No caso do atentado no Parque de Eventos da PUCRS, analisou o delegado, era uma facção rival que invadiu o jogo de outra e matou uma das lideranças do grupo criminoso oponente e fez com que os outros integrantes da gangue tentassem fugir. O principal intuito do ataque, conforme Reis, era atingir as lideranças e outras pessoas envolvidas com o tráfico de drogas na vila Maria da Conceição. “Foi praticado por uma facção rival, a mesma que ainda vem participando de outros tiroteios na mesma vila desde a época do atentado na PUC”, salientou.

De acordo com o titular da 1ª DHPP, a maioria dos crimes que ocorrem na região são praticados pela mesma facção que vem tentando invadir e tomar os pontos de drogas existentes. “Essa facção atua no bairro Bom Jesus e tenta ampliar o território para controlar a Vila Maria da Conceição”, frisou Reis. Na semana passada, nas proximidades de uma escola, um tiroteio causou medo em quem passava pelo local. O confronto deixou o colégio com as portas fechadas no turno da tarde. O mesmo grupo é investigado pela morte de cinco pessoas na Lomba do Pinheiro. Os crimes ocorreram em dezembro do ano passado.

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