Blog do Juares | Polícia apreende mais de 100Kg de drogas e 1.500 cartuchos de fuzil em operação em Porto Alegre

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24/09/2018

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Polícia apreende mais de 100Kg de drogas e 1.500 cartuchos de fuzil em operação em Porto Alegre

Operação foi resultado de mais de seis meses de investigações
23/06/2018 | 13h20 - Fonte: Correio do Povo / Foto: Polícia Civil / Divulgação
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Depois de seis meses de investigações, a Polícia Civil desarticulou um esquema de tráfico interestadual de drogas e munição de fuzil na madrugada deste sábado (23) em Porto Alegre. A Operação Rota do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) apreendeu 100 quilos de maconha e 1.500 cartuchos de fuzil, além de um quilo de cocaína, no bairro Jardim Leopoldina. O material, de acordo com o titular da 4ª Departamento de Investigações Criminais (DIN), Maurício Barison, era distribuído para cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Barison disse que durante os trabalhos investigativos ficou comprovado o modo de agir do grupo. De acordo com ele, havia um complexo e organizado esquema de ocultação, depósito, remessa e entrega de entorpecentes e munições para traficantes de outras regiões. Com um único mandado judicial de busca e uma ação considerada "cirúrgica", foi localizado o imóvel onde as drogas e munições estavam.

"Os criminosos já eram monitorados pelos policiais civis do Denarc até que o suas presenças com uma incomum quantidade de caixas chamou ainda mais a atenção dos agentes. Os investigados foram vistos recebendo, guardando em sua residência, transportando e remetendo caixas de produtos (caixas de som amplificadas) com prováveis falsas indicações de uma conhecida rede gaúcha de empresas de venda a varejo de eletrodomésticos", detalhou.

Segundo o diretor de investigações do departamento, delegado Mario Souza, os produtos eram transportados com frequência. "As investigações apontam o esquema possivelmente contava com a falsificação de notas fiscais de empresa de modo a tentar ludibriar os agentes fiscalizadores e os responsáveis pelo transporte, dando a aparência de produtos lícitos do varejo”, salientou. Considerado um esquema complexo, a embalagem usada para armazenar o conteúdo ilícito era elaborada com cuidado e caprichada nos detalhes. "Isso era feito para dificultar, inclusive, a ação dos cães farejadores”, destacou.

De acordo com o titular da 4ª DIN, as técnicas utilizada pelos criminosos chamou a atenção. "As caixas eram forradas com papel alumínio de modo a dificultar a visualização do conteúdo por meio de raios-x. Caso fosse possível ultrapassam o papel alumínio, a verificação do interior era dificultada pela inserção de tubos verticais de papelão, dando a impressão que o produto teria outra forma, não de tijolos de drogas”. Por fim, todo o interior das caixas era preenchido com espuma expansiva - utilizada na construção civil -, de modo a preencher os espaços vazios e preservar a qualidade da droga.

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