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Passeata em Pelotas pede paz após morte violenta de estudante de 16 anos

Aluno foi morto a pauladas com tronco de árvore
30/06/2018 | 18h44 - Fonte: Correio do Povo / Foto: Angélica Silveira / Especial / CP
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No início da manhã deste sábado (30), a comunidade escolar do Instituto Estadual de Educação Assis Brasil e do colégio Mário Meneghetti se reuniram no centro de Pelotas para protestar contra a morte do estudante Thainã Escobar Leal, de 16 anos. O assassinato ocorreu na noite do último domingo, no bairro Fragata. Com camisetas com a foto do jovem, com balões, fitas brancas, cartazes e faixas, estudantes, professores, familiares e amigos de Thainã se reuniram para pedir paz.

“O movimento consiste em pedir paz, tolerância entre os jovens, que estão morrendo por banalidades. É uma súplica para autoridades da comunidade em geral para que tenham atenção com os jovens”, destaca a diretora do Assis Brasil, Magna Loureiro.

Thainã estudava no primeiro ano do Ensino Médio na escola. Até o ano passado, ele era aluno da Mário Meneghetti. Para a professora de Literatura Nara Cabral a família é muito importante no cuidado com os jovens. “Eles têm liberdade excessiva e ficam perdidos com isto”, opina. Ela conta que o menino assassinado a pauladas no último domingo, era um aluno tranquilo e sereno. “Morreu por um motivo banal”, lamenta.

O temperamento bom do jovem foi confirmado pela professora da escola Mário Meneghetti, Nádia Martins. “Ele era um menino alegre, companheiro dos colegas, que gostava de conversar e curtir a vida. Tinha uma família muito boa, trabalhadora. A mãe estava sempre presente na escola”, confirma. A tia do jovem, Jacinta Escobar Raupp, diz que o crime não teve motivação. “Invocaram com os amigos dele e foi gratuito, um crime à toa, desumano e gratuito”, diz.

Velas ficaram acesas em frente a escola, enquanto a caminhada foi realizada até o calçadão da rua Andrade Neves. Foram distribuídas fitas brancas para quem passava pelo local e os cartazes e faixas foram colocados junto ao chafariz. “Estamos perdendo a capacidade de respeitar o ser humano. Precisamos mudar na educação dos filhos. Venho conclamar para que a morte do Thainã seja uma luz para que esta tragédia não se repita”, observa o juiz Marcelo Cabral presente no protesto.

A mãe do jovem, Claudenice Escobar conta que ele só pedia paz. “No guarda-roupa ele deixou escrito ‘Paz mais amor por favor’. Nos últimos anos tinha descoberto a paixão pela biologia. Ele pegou a namorada e foi dar uma volta no domingo. Só queria estudar e me ajudava. Não tinha envolvimento com drogas, com nada”, relata. Ela pede que Deus tenha misericórdia dos assassinos do seu filho. “Atrás deles tem uma família. Chega de desejar o mau. Que haja paz”, pede.

O delegado responsável pela investigação, Gustavo Pereira, que está interinamente a frente da delegacia de homicídios e desaparecidos de Pelotas, conta a arma do crime foi um tronco de árvore. “Três maiores de idade já estão presos e um menor foi identificado. Nenhum demonstrou arrependimento. Provavelmente cinco o mataram”, comenta.

Ele confirma que nenhum dos envolvidos no crime, nem a vítima tinham antecedentes criminais. “Bateram somente na cabeça, priorizamos a investigação pois é um crime bárbaro. Os suspeitos confessaram o crime, mas ninguém admite que pegou o pedaço de árvore, que vai para perícia”, conclui. Este ano já ocorreram 59 homicídios em Pelotas.

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