Blog do Juares | Douglas Decavata - Fisioterapeuta

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24/04/2019

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Douglas Decavata - Fisioterapeuta

O fisioterapeuta Douglas Decavata atende na Clínica Max Peres Dias - Av. Bento Gonçalves, 759, Camaquã/RS - Fones: (51) 3671-6843 / 9843-3270. E-mail: douglas.decavata@hotmail.com .

O que é Cisto de Baker?

25/03/2019 | 07h10
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O cisto de Baker, também chamado de cisto poplíteo, é uma lesão benigna, caracterizada pelo acúmulo de líquido em uma pequena bolsa que surge atrás do joelho (região poplítea), formando um cisto, que se apresenta como um nódulo abaixo da pele. Em muitos casos ele chega a ser palpável e até visível e pode provocar dor e dificuldade de movimentação do joelho.

No adulto, o surgimento do cisto de Baker está comumente relacionado a lesões intra-articulares que podem levar ao acúmulo de líquido dentro da articulação (líquido sinovial), caracterizando uma inflamação que tende a formar o cisto. Já na criança, essa formação cística é mais rara, geralmente é descoberta ao acaso e não está relacionada a histórico de trauma no joelho.

Quando ocorre uma produção excessiva do líquido sinovial (sinovite), normalmente por condições inflamatórias na articulação do joelho, como lesão meniscal, artrite e processos degenerativos que consequentemente causam inchaço no joelho, esse líquido tende a ser comprimido e empurrado para se acomodar na região posterior do joelho, formando uma herniação na região poplítea, que constitui o cisto de Baker.

Algumas doenças que estão associadas a formação do cisto de Baker são a osteoartrose do joelho, artrite reumatoide, artrite infecciosa e traumas no joelho, de forma geral. Em alguns casos, sobretudo em crianças, o cisto poplíteo é assintomático e é descoberto ao acaso, ao ser observada a presença de uma massa ou tumoração na região posterior do joelho.

Mas os principais casos exibem sinais que indicam a presença dessa massa cística e dentre eles pode-se apontar: 

Inchaço na região posterior do joelho (às vezes, na perna também);

Dor bastante desconfortante na mesma região do inchaço ou em outras áreas do joelho;
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Sensação de pressão atrás do joelho;

Percepção de saliência incomum na região posterior do joelho durante palpação (semelhante à sensação de tocar em um balão cheio de água);

Dor mais intensa ao esticar o joelho ou subir escadas;

Rigidez na musculatura próxima do joelho.

Os sintomas podem piorar depois que o paciente com o cisto de Baker realiza exercícios físicos ou quando fica bastante tempo em pé ou parado em uma mesma posição. Na maioria dos casos, os sintomas não ficam restritos à região posterior do joelho e as queixas clínicas estão mais associadas às doenças que deram origem ao cisto. Isso faz com que sinais e sintomas relacionados à osteoartrose ou lesão de menisco (ou outras doenças associadas), por exemplo, sejam muito comuns nesses pacientes.

Para a grande maioria dos pacientes o cisto poplíteo em si, não requer tratamento específico e em alguns casos ele até desaparece por conta própria. Quando o quadro do paciente envolve queixas importantes de dor, limitação funcional ou quando o cisto é muito volumoso, alguns tratamentos são cogitados. Mas de forma geral, o que requer tratamento é a doença que está causando ou causou o acúmulo de líquido na articulação e consequentemente o surgimento do cisto.

Podem ser administrados medicamentos específicos como corticóides que, normalmente, reduzem a inflamação e aliviam a dor, mas não, necessariamente, garantem que o cisto não retorne. Além disso, esses medicamentos podem provocar alguns efeitos colaterais. Outro procedimento que pode ser feito é a drenagem do líquido através de um procedimento chamado de aspiração. A cirurgia de remoção do cisto é cogitada quando as formas de tratamento anteriores não tiveram sucesso ou em casos em que este é muito volumoso e está comprimindo estruturas importantes da região poplítea. Dentro de todas as possibilidades de abordagem, sabe-se que o importante é tratar o que pode estar causando o acúmulo de líquido na articulação e favorecendo o surgimento do cisto.

A Fisioterapia visa uma abordagem global do paciente com cisto poplíteo, sobretudo com enfoque na doença ou lesão primária responsável pelo aumento do líquido intra-articular. Essa abordagem tende a promover redução do volume do cisto, ao passo que a fonte do excesso de líquido no joelho começa a ser controlada.

Nesse contexto, a reabilitação passa por fases que objetivam inicialmente a redução da dor e do processo inflamatório no joelho, através de ferramentas da eletrotermofototerapia.  Com base na doença primária e do grau de comprometimento articular, o fisioterapeuta desenvolve um programa específico de ganho de amplitude do movimento e de fortalecimento dos músculos dos membros inferiores, objetivando o reequilíbrio muscular, a melhora da absorção das cargas que passam pelo joelho e consequentemente melhora funcional desses indivíduos.

Por fim, o tratamento abrange treino do controle do movimento e do equilíbrio, na tentativa de devolver o paciente para seu ambiente de vida diária ou de atividade esportiva, da melhor forma possível. 

Fonte: www.institutotrata.com.br

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ATQ e ATJ você sabe o que é?

18/02/2019 | 08h41
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A ATQ - Artroplastia Total de Quadril (prótese de quadril) é o procedimento cirúrgico que visa substituir a articulação do quadril (ou coxofemoral) por um implante metálico (prótese). A ATJ - Artroplastia Total de Joelho (prótese de joelho) é o procedimento cirúrgico que visa substituir a articulação do joelho por um implante metálico (prótese). Ambos os procedimentos são realizados no Centro Cirúrgico, sob anestesia.

A Fisioterapia deve começar no 1º dia após a artroplastia de quadril ou joelho e deve continuar por alguns meses para restaurar o movimento normal do quadril ou joelho. Tem como objetivo manter a força e a amplitude dos movimentos, diminuir a dor, prevenir o aparecimento de complicações como deslocação da prótese ou formação de coágulos e preparar o retorno às atividades diárias.

Dentre os exercícios usados na reabilitação após uma artroplastia de quadril ou joelho estão: alongamentos, exercícios ativos, fortalecimento muscular, propriocepção, treino de marcha (caminhada), bicicleta ergométrica e hidroterapia. Mas também podem ser usados recursos da eletroterapia como TENS, corrente russa, corrente interferencial, ultrassom e ondas curtas, além de bolsas de gelo para controle da dor e inflamação.

Ao sinal de dores no quadril e joelho consulte o médico traumato-ortopedista, pois através do seu histórico da lesão e exames de imagem, indicará se o caso é cirúrgico ou não. A Fisioterapia é fundamental no processo de recuperação funcional no pós-operatório tanto de ATQ como de ATJ.

Cabe ao fisioterapeuta elaborar um plano de tratamento que maximizará os ganhos funcionais do paciente, proporcionando o seu retorno às suas atividades normais o mais breve possível.

Ft. Douglas Decavata atende na Clínica Max Peres Dias. Telefone: (51) 3671 6843.  Camaquã (RS).

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Principais Lesões de Joelho

08/04/2018 | 13h43
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Uma das maiores articulações do nosso corpo é o joelho, basicamente formada por três ossos: o fêmur, a tíbia e a patela que estão ligados por meio de algumas estruturas como meniscos, tendões dos músculos das coxas e panturrilhas e ligamentos. Por ser bastante vulnerável aos traumas diretos e indiretos, além do seu alto uso (muitas vezes de maneira inadequada), o joelho é uma das áreas que mais sofrem lesões no corpo humano.

No dia a dia, diferentes ocasiões podem favorecer o aparecimento de patologias no joelho, como traumas ou posturas incorretas, por exemplo, mas é no meio esportivo que a incidência de lesões é bem maior, estando no auge das ocorrências ortopédicas. Isso ocorre porque, caso a prática esportiva não seja realizada de maneira dosada, pode acabar sobrecarregando o joelho, gerando efeitos nocivos e muitas vezes de ampla gravidade.

Veja abaixo as principais patologias que acometem o joelho:

– Ligamento Cruzado Anterior

O LCA conecta a tíbia ao fêmur, protegendo o joelho de importantes movimentos que o esporte exige, por exemplo, envolvendo rotação e translação, como é o caso dos movimentos para mudar de direção. Uma vez rompido o LCA, o indivíduo passa a sentir bastante dificuldade para realizar algumas atividades que envolvam a rotação do joelho.

– Ligamento Cruzado Posterior

A principal função do LCP é impedir a translação posterior da tíbia em relação ao fêmur, além de prevenir a rotação externa da tíbia. Lesões nesta estrutura levam à instabilidade do joelho e hiperpressão femoropatelar, podendo causar desde a dor característica até alterações degenerativas.

– Luxação patelar

A patela pode luxar ou sair da articulação com menor frequência ou de forma recidivante, principalmente em mulheres jovens. Para o surgimento de patologias a partir da luxação patelar, diversos fatores são analisados como sexo, idade, atividades corriqueiras, dentre outras. Em alguns casos é comum o surgimento da Síndrome fêmoro-patelar que causa, dentre outros sintomas, dor no joelho pelo contato entre a patela e o fêmur por questões anatômicas ou desequilíbrios musculares. Entre as causas para a luxação patelar estão os casos de patela alta e alterações ósseas do fêmur, por exemplo.

– Condromalácia patelar

Conhecida popularmente por joelho de corredor, a condromalácia patelar surge em decorrência de um “amolecimento” da cartilagem. A causa não é exata, mas pode estar relacionada com fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos. Um dos fatores comuns é por sobrecarga. Dentre os sintomas podem ser apontados: inchaço por baixo da edema do joelho; dor constante no meio do joelho; dor durante uma corrida, ao descer ou subir escadas e ao ficar muito tempo sentado.

– Artrose do joelho

Por suportar bastante peso ao longo do dia é normal que com o passar dos anos seja verificado um processo de desgaste da cartilagem ou “artrose”. Muitas vezes, o paciente apresenta o problema no joelho, mas não sente dores associadas.

– Tendinite patelar

Patologia do tendão patelar que, normalmente, relaciona-se com atividades no esporte que envolvem saltos e desacelerações bruscas, é o caso do atletismo e do futebol, por exemplo. Também conhecida como “joelho do saltador”, trata-se de uma das doenças do joelho mais comuns que afetam os atletas.

– Sindrome do corredor

Consiste numa inflamação da banda iliotibial (região lateral da coxa) como consequência da flexo-extensão excessiva do joelho que é resultante de fatores que promoveram um aumento na tensão ou atrito na região. Os principais sintomas são hipersensibilidade, dor e queimação na região lateral do fêmur. Diversos fatores podem favorecer o aparecimento da lesão, como calçados inadequados, sobrecarga provocada por treinamentos e competições e encurtamentos musculares.

– Lesões de menisco

O menisco é uma estrutura localizada no meio do joelho, entre o fêmur e a tíbia. Eles são responsáveis pela absorção dos impactos realizados sobre os joelhos e diferentes situações podem gerar lesões nessas estruturas, especialmente, nos casos de movimentos de giro.

– Cisto de Baker

Diferentes patologias que afetam os joelhos, como artrose, lesões meniscais, lesões na cartilagem, dentre outras, podem promover um aumento na produção de líquido sinovial, popularmente conhecida por sinovite, que levará a formação do cisto de Baker. Os principais sintomas são dor e rigidez no joelho e inchaço na parte de trás (às vezes, estendendo-se para a perna). O aumento de líquido provoca uma saliência, causando sensação de desconforto atrás do joelho.

Fonte: site www.fisioterapiamanual.com.br

Ft. Douglas Decavata atende na Clínica Max Peres Dias.

Fone: (51) 3671 6843.

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Fibromialgia: saiba como tratar

28/01/2018 | 22h02
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A Fibromialgia é uma forma comum de dor muscular generalizada e fadiga, de causa desconhecida. O sintoma mais comum é a dor musculoesquelética difusa. A dor geralmente ocorre em todo o corpo, embora possa começar numa região, como o pescoço e ombros, e pode-se disseminar com o tempo. Cerca de 90% das pessoas com fibromialgia descreve fadiga (cansaço) moderada ou severa. Também podem apresentar problemas de sono, enxaqueca (dor de cabeça) e alterações de humor.

O diagnóstico baseia-se no exame clínico feito pelo reumatologista ou fisioterapeuta com base nos sintomas da pessoa. Como as queixas principais são dor, limitação de movimento e fraqueza muscular, é importante avaliar estes aspectos para serem avaliados inicialmente e reavaliados ao longo do tratamento.

Estabelecem-se os seguintes critérios que devem estar presentes por um período mínimo de três meses: história de dor difusa e dor em 11 de 18 pontos dolorosos (figura acima): região occipital (nuca), região cervical baixa (pescoço), músculo trapézio (costas), músculos supra-espinhosos, epicôndilos laterais (cotovelos), segundos espaços intercostais (costelas), músculos glúteos (bumbum), trocânteres maiores (fêmur) e joelhos.

O tratamento médico inclui a inativação dos pontos gatilhos (feitas através de injeção com anestésicos ou solução fisiológica salina seguida por alongamento e calor). A reabilitação fisioterapêutica se dá pela terapia manual através da pressão dos tender points (área sensível no músculo, junção tendão músculo, coxim gorduroso ou região da bursa), fricção profunda e alongamento muscular. Restauração da amplitude de movimento e força muscular com alongamentos e exercícios cinesioterapêuticos. Analgesia com termo-eletroterapia e, além disso, programas educativos para ajudá-lo a entender e a lidar com a fibromialgia.

Algumas pessoas com fibromialgia apresentam sintomas tão severos que elas são incapazes de desempenhar-se bem no trabalho ou socialmente. Esses indivíduos podem requerer atenção num programa que utiliza fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, reumatologista, psicólogo e especialista em sono.

Ft. Douglas Decavata atende na Clínica Max Peres Dias. Fone: (51) 3671-6843.

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Cuidados com a postura ao dirigir evita dores nas costas

03/12/2017 | 23h52
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Em breve comemoraremos o Natal e Ano Novo e os cuidados ao volante devem ser redobrados para quem irá viajar. Acompanhe aqui algumas dicas para diminuir o desgaste físico da viagem.

Pegar a estrada requer precaução. Além de muita atenção ao volante e a todos os dispositivos de segurança do veículo e da pista, é preciso ter muita cautela com a postura, para evitar uma das principais reclamações de quem passa muito tempo na estrada: as dores nas costas.

Pessoas que ficam horas sentadas na mesma posição podem sofrer sérios danos à saúde. Entre os sintomas mais comuns estão as dores musculares na região cervical, torácica e lombar. É comum também a flexibilidade reduzida, a incapacidade de manter a coluna “reta” e a sensação de “estalo” nas costas.

Com um pouco de cuidado na hora de dirigir, muitas complicações podem ser evitadas. Detalhes como ajustar o banco da maneira correta, manter os dois braços confortáveis (semiflexionados e sempre ao volante) e as pernas a uma distância cômoda dos pedais são capazes de livrar os motoristas das dores no final da viagem. Uma inclinação muito acentuada de encosto, que impeça o condutor de apoiar toda a região lombar, por exemplo, sobrecarrega o pescoço e os ombros. É fundamental que a pessoa não force o pescoço para cima ou para baixo.

Para quem vai pegar estrada, é aconselhável que programe paradas a cada duas horas, a fim de “esticar” as pernas e braços, caminhar um pouco, e se alongar antes de seguir viagem. Outra dica é evitar sentar-se no carro com objetos nos bolsos de trás. Isso pode provocar reações no nervo ciático, causando dores lombares que irradiam para as pernas.

A Fisioterapia, a Quiropraxia, a Massoterapia e a Acupuntura são terapias alternativas que tratam as dores nas costas. O método Pilates serve como tratamento preventivo, visto que, as dores nas costas também podem estar relacionadas ao sedentarismo (falta de exercício).

FONTE: ECOSUL MAIO/JUNHO 2013.

Ft. Douglas Decavata atende na Clínica Max Peres Dias. Fone: (51) 3671-6843.

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